Tendencias Museográficas Contemporanea

Lei Aldir Blanc para Museus

O ICOM Brasil enumerou os principais tópicos da Lei Aldir Blanc que podem ser úteis para o setor, a partir dos documentos oficiais, de forma mais didática.

O que é a Lei Aldir Blanc?
É uma Lei aprovada em junho deste ano para permitir a destinação de R$ 3 bilhões para o auxílio a profissionais e instituições culturais afetadas pela pandemia do novo coronavírus. O dinheiro já estava destinado à área: é uma verba que estava parada no Fundo Nacional de Cultura.

Como é o auxílio?
De três tipos diferentes:

  • Renda emergencial para trabalhadores, no valor mensal de R$ 600,00 ou R$ 1.200,00, no caso de mulher provedora de família monoparental.
  • Subsídios a instituições culturais, no valor mensal de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00.
  • Prêmios em Editais.


Profissionais de museus podem receber a renda mensal?
Sim. Profissionais como museólogos, educadores, conservadores, dentre outros, inclusive autônomos, podem pleitear a renda emergencial desde que se encaixem nos outros critérios previstos na Lei:

– Estar com sua atividade interrompida
– Ter trabalhado na área nos últimos 24 meses

– Não estar recebendo o auxílio-emergencial geral
– Não ser titular de outro benefício previdenciário, assistencial, seguro-desemprego ou programa de renda federal (exceto o bolsa-família)
– Renda familiar mensal per capita de até meio salário-mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários-mínimos, o que for maior
– Não terem recebido, no ano de 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70

Onde deve ser solicitada a renda mensal?

São os Estados que deverão fazer os repasses aos profissionais. Você deve se informar junto à Secretaria Estadual de Cultura ou órgão similar sobre o processo de inscrição em seu estado.

Os museus poderão receber o subsídio para instituições?
Sim, mas não todos. No caso dos museus, poderão ser beneficiados os privados e comunitários, desde que se encaixem nos demais critérios de elegibilidade. Museus vinculados à administração pública não poderão receber recursos emergenciais. Também não têm direito ao auxílio os espaços vinculados a fundações, a institutos ou instituições criados ou mantidos por grupos de empresas, a teatros e casas de espetáculos de diversões com financiamento exclusivo de grupos empresariais e a espaços geridos pelos serviços sociais do Sistema S.

De quanto será o subsídio aos museus?
Cada museu poderá receber de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00 em subsídio mensal que poderá ser utilizado para pagar internet, transporte, aluguel, telefone, água, luz e outras despesas relacionadas à atividade cultural do beneficiário.

Para quem deve ser feita a solicitação?
O repasse às instituições será feito pelos Municípios e pelo Governo do Distrito Federal. Cada gestor local deverá estabelecer os critérios de repasse. Portanto, o indicado é buscar informações na Secretaria Municipal de Cultura ou órgão correlato da cidade onde o museu está localizado.


Quais são os critérios de elegibilidade para as instituições?
Entidades que estão com atividades interrompidas e que possam comprovar sua inscrição em ao menos um desses cadastros:

– Cadastros Estaduais de Cultura;
– Cadastros Municipais de Cultura;
– Cadastro Distrital de Cultura;
– Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura;
– Cadastros Estaduais de Pontos e Pontões de Cultura;
– Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais;
– Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro; e
– outros cadastros referentes a atividades culturais existentes no âmbito do ente federativo, bem como projetos culturais apoiados nos termos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) nos vinte e quatro meses antes da publicação da Lei Aldir Blanc (ou seja, desde 29 de junho de 2018).

Será exigida alguma contrapartida?
Sim. Os museus beneficiários deverão, após a retomada das atividades, realizar atividades destinadas prioritariamente aos alunos de escolas públicas ou realizar atividades em espaços públicos de sua comunidade, de forma gratuita, em intervalos regulares, em cooperação e planejamento definido com o Município ou o Governo do Distrito Federal.

Como funcionarão os editais?
20% da verba total distribuída pela Lei Aldir Blanc deve ser aplicada em editais públicos, que deverão ser elaborados e operacionalizados por Estados, Municípios e Distrito Federal. Eles deverão definir prioridades e formatos dos editais.

A Lei permite que os editais contemplem prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural, manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, e realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais.

O ICOM Brasil preparou algumas sugestões de objetos de interesse da área museal, que podem ser encaminhadas – a título de referência – para os gestores do seu estado ou município. Os editais poderão ser incluídos nos programas de apoio e financiamento à cultura já existentes ou por meio da criação de programas específicos.

Museus públicos podem participar de editais?
A Lei e o decreto que a regulamentou não são claros com relação a este ponto. Acreditamos, como ocorre em outros editais, que os museus públicos podem ser beneficiários das ações promovidas por outros proponentes selecionados, por meio de parceria ou cessão de espaços digitais.

 

Fonte: icon.org.br
Texto por: Renata Beltrão

Lives #CCBBemCASA + Björk: Imersão, Arte e Música

Como se aproximar de Björk em tempos de pandemia? O CCBB oferece ao público uma programação inédita de lives com alguns dos principais colaboradores estrangeiros da multi-artista islandesa, em bate-papos que envolvem também convidados nacionais, além de um VJ set e uma performance musical para cada um dos dias. Esperamos vocês!

O ponto de partida é a exposição Björk Digital, realizada no CCBB Brasília e CCBB Rio de Janeiro, onde a artista apresenta uma viagem visual imersiva do seu álbum “Vulnicura”. Interrompida no CCBB por motivo de força maior (COVID-19), a exposição foi realizada em colaboração com vários artistas que trabalharam e ainda trabalham com Björk, incluindo James Merry (Inglaterra), Jesse Kanda (Japão), Andrew Thomas Huang (Estados Unidos) e Santiago Felipe (Estados Unidos), que agora poderão falar com o público sobre esse processo por meio das lives.

Os convidados locais são Alma Negrot, Linn da Quebrada, Zeca Camargo e Aisha Mbikila, além do músico e performer L’Homme Statue, que encerrará a programação de domingo com uma performance musical inédita. O VJ set que encerra a programação de sábado é de Doon Kanda, nome artístico de Jesse Kanda. A apresentação das lives fica por conta da atriz, diretora e apresentadora Bárbara Paz.

Serviço Lives #CCBBemCASA: Imersão, Arte e Música
twitch.tv/cinnamoncomunica
GRATUITO
Classificação indicativa: Livre

17 outubro, a partir das 18h00
_Bate-papo James Merry e Alma Negrot
_Bate-papo Jesse Kanda e Linn da Quebrada
_VJ set Doon Kanda
Apresentação: Bárbara Paz e Guilherme Guedes

18 outubro, a partir das 18h00
_Bate-papo Andrew Thomas Huang e Zeca Camargo
_Bate-papo Santiago Felipe e Aisha Mbikila
_Performance musical L’Homme Statue
Apresentação: Bárbara Paz e Guilherme Guedes

 

Fonte: Facebook.com

Participação em redes, sistemas e parcerias

Levantamento dos principais sistemas, organismos e programas internacionais que tenham interface com museus do Brasil/América do Sul. Como implementar um intercâmbio/parceria entre museus brasileiros e estas instituições? Desafios, vantagens e gargalos na parceria com redes e sistemas no campo dos museus. Apresentação de casos.

Novas Mídias para Comunicação Estratégica

Planejamento estratégico de marketing e comunicação digital em museus. Captação de audiências online para a programação dos museus. O desenvolvimento de uma campanha de conteúdo nas redes sociais. Aferição de resultados pela mensuração dos indicadores digitais. Ampliação de públicos e o novo espaço/mercado online que se abrirá a partir da pandemia.

Acessibilidade Universal

Processos de inclusão e exclusão da pessoa com deficiência na sociedade. Definição de acessibilidade universal. Diferenças das abordagens dos modelos médico x social x híbrido/interacionista. Aspectos gerais das deficiências e da legislação. Tecnologia assistiva. Importância e necessidade de adequação dos espaços e das atividades de programação cultural para proporcionar a participação de todos os públicos. Ilustração com cases.

Formação e Desenvolvimento de Públicos

Relevância do desenvolvimento de públicos como ação integrada de marketing e comunicação. Gestão estratégica voltada para a ampliação de audiências. Como os objetivos de fidelização e atração de novos públicos influenciam a programação de museus. O desafio da inclusão social e a captação de públicos comunitários.  Experiências contemporâneas de engajamento e de diversificação de públicos. O desafio da ampliação de uma audiência tecnológica. Prospecção para públicos de museus pós-pandemia. Apresentação de estudos de caos.

Requalificação Institucional

O que significa, como e quando se aplica um programa de requalificação institucional? O plano museológico e o programa de requalificação institucional. Estudo diagnóstico e benchmarking como etapas necessárias na modelagem de um plano de requalificação institucional. Quando a requalificação museal passa pelo reposicionamento institucional da marca do museu. Planejamento do plano de execução para a geração de novas receitas e novas estratégias de captação de recursos. Remodelação na gestão e na programação cultural da instituição. Como se estrutura o documento em si. Exemplificação de casos que ilustrem essas práticas.

A Nova Legislação de Endowmentes no Brasil

Aspectos jurídicos envolvendo a Lei 13800 de 2019; Aspectos societários contratuais e tributários.