Apoie a Lei Paulo Gustavo

O Comitê Paulo Gustavo RJ foi criado pra se juntar à mobilização nacional e unir os/as trabalhadores/as da Cultura do Estado do Rio de Janeiro na luta pela aprovação do PLP Paulo Gustavo (nº 73/2021), em tramitação no Senado, que pretende destinar R$ 4,3 bilhões ao setor cultural como medida emergencial no período de pandemia.

 

A carta do Conselho Estadual de Política Cultural do Rio de Janeiro – CEPC-RJ vem para somar o apoio e reafirmar a importância da aprovação deste PLP 73/2021.

 

🎭 Junte-se a nós! Assine você também! ✍🏽

https://forms.gle/AR2medhwXKbrVbpUA

 

Leia a carta so presidente do senado na íntegra clicando aqui!:

#aprovapaulogustavo #leipaulogustavo #comitepaulogustavorj #paulogustavo #senado #plp732021 #cepc

É preciso educar os educadores – Edgar Morin

“A educação não pode ignorar a curiosidade das crianças”
– Edgar Morin

Mudanças profundas ocorreram em escala mundial nas últimas décadas do século 20, entre elas o avanço da tecnologia de informação, a globalização econômica e o fim da polarização ideológica nas relações internacionais.

Diante desse cenário, o sociólogo francês Edgar Morin, hoje com 98 anos, defende que a maior urgência no campo das ideias não é rever doutrinas e métodos, mas elaborar uma nova concepção do próprio conhecimento. No lugar da especialização, da simplificação e da fragmentação de saberes, Morin propõe um dos conceitos que o tornaram um dos maiores intelectuais do nosso tempo: o da complexidade.

Em entrevista, o pensador critica o modelo ocidental de ensino que, segundo ele, separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. Para Morin, as disciplinas fechadas ensinam o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas impedem a compreensão dos problemas do mundo e de si mesmo.

Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação?
A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor.

Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado.

É preciso desenvolver o senso crítico dos alunos. O papel do professor precisa passar por uma transformação, já que a criança não aprende apenas com os amigos, a família, a escola. Outro ponto importante: é necessário criar meios de transmissão do conhecimento a serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças.

Quais são os maiores problemas do modelo de ensino atual?
O modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo.

O conhecimento complexo evita o erro, que é cometido, por exemplo, quando um aluno escolhe mal a sua carreira. Por isso eu digo que a educação precisa fornecer subsídios ao ser humano, que precisa lutar contra o erro e a ilusão.

O senhor pode explicar melhor esse conceito de conhecimento?
Vamos pensar em um conhecimento mais simples, a nossa percepção visual. Eu vejo as pessoas que estão comigo, essa visão é uma percepção da realidade, que é uma tradução de todos os estímulos que chegam à nossa retina. Por que essa visão é uma fotografia? As pessoas que estão longe são pequenas, e vice-versa. E essa visão é reconstruída de forma a reconhecermos essa alteração da realidade, já que todas as pessoas apresentam um tamanho similar.

Todo conhecimento é uma tradução, que é seguido de uma reconstrução, e ambos os processos oferecem o risco do erro. Existe outro ponto vital que não é abordado pelo ensino: a compreensão humana.

O grande problema da humanidade é que todos nós somos idênticos e diferentes, e precisamos lidar com essas duas ideias que não são compatíveis.

A crise no ensino surge por conta da ausência dessas matérias que são importantes ao viver. Ensinamos apenas o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas ele também precisa se adaptar aos fatos e a si mesmo.

O que é a transdisciplinaridade, que defende a unidade do conhecimento?
As disciplinas fechadas impedem a compreensão dos problemas do mundo. A transdisciplinaridade, na minha opinião, é o que possibilita, através das disciplinas, a transmissão de uma visão de mundo mais complexa.

O meu livro O homem e a morte é tipicamente transdisciplinar, pois busco entender as diferentes reações humanas diante da morte através dos conhecimentos da pré-história, da psicologia, da religião. Eu precisei fazer uma viagem por todas as doenças sociais e humanas, e recorri aos saberes de áreas do conhecimento, como psicanálise e biologia.

Como a associação entre a razão e a afetividade pode ser aplicada no sistema educacional?
É preciso estabelecer um jogo dialético entre razão e emoção. Descobriu-se que a razão pura não existe. Um matemático precisa ter paixão pela matemática. Não podemos abandonar a razão, o sentimento deve ser submetido a um controle racional.

O economista, muitas vezes, só trabalha através do cálculo, que é um complemento cego ao sentimento humano. Ao não levar em consideração as emoções dos seres humanos, um economista opera apenas cálculos cegos. Essa postura explica em boa parte a crise econômica que a Europa está vivendo atualmente.

A literatura e as artes deveriam ocupar mais espaço no currículo das escolas? Por quê?
Para se conhecer o ser humano, é preciso estudar áreas do conhecimento como as ciências sociais, a biologia, a psicologia. Mas a literatura e as artes também são um meio de conhecimento.

Os romances retratam o indivíduo na sociedade, seja por meio de Balzac ou Dostoiévski, e transmitem conhecimentos sobre sentimentos, paixões e contradições humanas. A poesia é também importante, nos ajuda a reconhecer e a viver a qualidade poética da vida. As grandes obras de arte, como a música de Beethoven, desenvolvem em nós um sentimento vital, que é a emoção estética, que nos possibilita reconhecer a beleza, a bondade e a harmonia. Literatura e artes não podem ser tratadas no currículo escolar como conhecimento secundário.

Qual a sua opinião sobre o sistema brasileiro de ensino?
O Brasil é um país extremamente aberto a minhas ideias pedagógicas. Mas, a revolução do seu sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos seus educadores. É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma missão social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência dessa missão.

Fonte: Fronteiras do Pensamento|O Globo

Projeto ensina metodologia de pesquisa em rede social

O projeto Café com Pesquisa, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, compartilha conhecimentos sobre o tema no Instagram

Por 

Via: Jornal USP

Aproximar o mundo acadêmico da sociedade é um dos objetivos do projeto Café com Pesquisaque começou em 2020 com uma página no Instagram para compartilhar conhecimentos básicos sobre a metodologia da pesquisa. Hoje, em 2021, a iniciativa já se tornou um projeto de extensão da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, para alunos de ciências sociais aplicadas de graduação, sob a coordenação da professora Maria Hemília Fonseca.

Maria Hemília, no entanto, conta que a ideia do Café com Pesquisa surgiu primeiro entre conversas e cafés, com a pós-doutoranda da Faculdade de Direito (FD) da USP em São Paulo, Olívia Pasqualeto, que já foi sua orientanda. Era na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo e na cafeteria da FDRP que as duas debatiam a “importância da metodologia da pesquisa” e “como, por vezes, esse elemento é contido nos trabalhos em direito”.
.

Série de postagens indica quais os métodos de análise de conteúdo – Foto: Reprodução/Instagram

.
.
Assim, com o projeto de extensão e por meio do Instagram, o projeto busca “promover o desenvolvimento da metodologia de pesquisa, além de compartilhar conhecimentos sobre o tema de forma leve e didática com o público interessado, seja da graduação ou da pós-graduação, tanto da USP quanto de outras instituições”, afirmam as professoras. Além de Maria Hemília e Olívia, participam do projeto alunos voluntários da USP, especialmente das ciências sociais aplicadas.

Para as criadoras do Café com Pesquisaé importante estimular o entendimento das pessoas sobre esse universo para seus próprios trabalhos, estudos e pesquisas. Ainda nesse contexto, as professoras também planejam novas frentes e ações para alcançar o público não acadêmico e mostrar as pesquisas desenvolvidas na Universidade e suas contribuições para a sociedade. Além disso, buscam promover maior conexão entre as ciências sociais aplicadas e a área do direito.
.

Dicas de livros sobre metodologia de pesquisa – Foto: Reprodução/Instagram

Museu da Imigração disponibiliza 5 exposições virtuais

Por: Lara mazeto

Via: Click Museus

O Museu da Imigração do Estado de São Paulo disponibiliza em seu site 5 exposições virtuais pela plataforma do Google Arts and Culture, com o objetivo de preservar a história das pessoas que chegaram ao Brasil por meio da Hospedaria de Imigrantes do Brás e refletir o processo migratório do país.

Exposição “Os Registros do Migrar”

“A exposição virtual aborda a variedade de arquivos existentes na documentação da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, além de como é possível conhecer histórias e vivências a partir de como foram produzidos e preservados! Com essa mostra, o público tem a oportunidade de se aprofundar em aspectos variados, como livros de matrículas, tipos de registros de matrícula, curiosidades por trás dos nomes de alguns migrantes, listas de bordo, requerimentos e informações sobre o percurso das famílias e cartas de chamada. A curadoria disponibiliza, ainda, algumas fotografias relacionadas a esses momentos no dia a dia da Hospedaria.”

Exposição “Festa do Imigrante: 25 anos de culturas e vivências compartilhadas”

“Desde 1996, São Paulo conta com uma celebração em homenagem às tradições de diferentes países com o engajamento de comunidades de migrantes, descendentes e, mais recentemente, refugiados. A Festa do Imigrante completa 25 anos de existência em 2020 e, em comemoração, o Museu da Imigração lança agora uma exposição virtual apresentando a trajetória desse evento consolidado no calendário cultural da maior metrópole da América Latina! Com fotografias, vídeos e peças gráficas de diversas edições e depoimentos de comunidades que fazem parte dessa história, a curadoria proporciona uma viagem no tempo para descobrir a evolução na programação, as transformações nas estruturas das atrações, a presença de novas nacionalidades, entre outros.”

Exposição “Migrações à mesa”

“Migrações à mesa foi uma exposição montada no Museu da Imigração em 2016. Com o intuito de discutir as relações entre alimentação e migração, foi realizada uma ação participativa pelas redes sociais para que migrantes e seus descendentes compartilhassem conosco seus cadernos de receita, objetos de cozinha e lembranças. Por meio da história de dez famílias, compreendemos a potência dos sabores na condução por memórias e afetos e no encurtamento de distâncias. Esta nova montagem conta exclusivamente com utensílios e entrevistas do acervo do Museu da Imigração, mas toda a abordagem é devida à generosidade dessas famílias, a quem agradecemos e dedicamos este projeto.

Exposição “O caminho das coisas”

“A exposição ‘O Caminho das Coisas’ nasce do encontro entre pessoas e objetos em cenário privilegiado: um museu. Fruto do projeto “Encontros com o Acervo” – que promove desde 2011 o diálogo entre a equipe do Museu da Imigração com antigos doadores, representantes de comunidades e membros de instituições parceiras – a exposição traz ao público a experiência de redescobrir as histórias de algumas peças de nossa coleção, entendendo o que as trouxe até aqui. Como muitas instituições do mundo, o Museu da Imigração tem uma coleção grande e variada. Sabe-se muito sobre algumas peças; sobre outras, pouco ou quase nada. No entanto, mais que acumular informações e significados de suas coleções, os museus só se realizam plenamente ao colocá-las no centro do encontro, da conversa e da troca com os mais diferentes públicos. Apresentamos aqui os resultados práticos desse pressuposto, a partir de três “Encontros com o Acervo”: o primeiro, com membros da comunidade lituana de São Paulo; o segundo, com representantes do Museu Histórico da Imigração Japonesa do Brasil e o terceiro, com um antigo doador do museu. Tais experiências, mais do que simples conversas, estruturam a relação que o Museu tem com seu acervo e com aqueles, que de muitas maneiras, se relacionam com ele. Assim, convidamos você a olhar atentamente os objetos aqui expostos e descobrir conosco: quais foram os caminhos dessas coisas? Qual o valor destes objetos? Por que eles estão aqui?”

Exposição “Viagem, sonho e destino”

“A exposição virtual ‘Viagem, sonho e destino’ disponibiliza no Google Arts & Culture histórias sobre aqueles que contribuíram para formação de São Paulo. É possível acompanhar desde o trajeto dos imigrantes que vieram pelo porto de Santos, a chegada ao prédio, os primeiros serviços de acolhida e os usos do edifício. Por meio dos caminhos percorridos e registrados por coleções fotográficas e de história oral, a exposição tem como objetivo mostrar um pouco das experiências de vida ocorridas na Hospedaria de Imigrantes do Brás e no trajeto até o Brasil. Nessa mostra, percebemos também, como o prédio da Hospedaria foi um marco importante, o meio do caminho entre a vida que ficava para trás e a que estava por vir.”

Para visitar as exposições do Museu da Imigração, acesse o link: https://museudaimigracao.org.br/exposicoes

SOBRE ENCORAJAR A JUVENTUDE A FAZER CIRCO

Por: Junior Perim

Via: Facebook.com

Hoje completamos uma semana da retomada do Programa de Formação do Artista de Circo – PROFAC, do Circo Crescer e Viver. Única formação ativa de artistas de circo na América Latina, hoje com 60 integrantes para garantir protocolos sanitários, estamos acolhendo jovens de diferentes estados do Brasil e estrangeiros da França, Peru, Argentina, Chile e Colômbia, que durante dois anos vão desenvolver suas habilidades artísticas e criativas em uma jornada formativa renovada, focada na busca de uma nova dramaturgia e referencial estético que valoriza o circo como linguagem e forma de organização do espetáculo em sua tradição de contemporaneidade.
Sem patrocínios públicos ou privados, nos lançamos no desafio de um modelo novo de financiamento do PROFAC, com 70% de alunos que podem pagar e 30% de jovens que não podem – estes que, além do PROFAC, irão dedicar 10 horas semanais complementares ao PROFIC – Programa de Formação de Instrutores de Circo – que compila 20 anos de experiência do Circo Crescer e Viver em circo social e formação artística, forjando um metodologia de capacitação didática e pedagógica que pretendemos consolidar para oferecer à cena e aos desafios da sustentabilidade e desenvolvimento das artes circenses, uma nova geração de educadores e instrutores.
Estou muito orgulhoso que em um momento como este o Circo Crescer e Viver desde o início da pandemia tenha feito e siga fazendo muito para o desenvolvimento de crianças e jovens, para a sua comunidade e vizinhos, e para a valorização e reposicionamento das artes e da cultura no imaginário popular do Rio de Janeiro. Gratidão ao nosso incansável time de colaboradores e à todos que acreditam em nosso propósito de “impactar vidas e transformar contextos através da arte”.

Salvaguarda Digital: Passaporte Ingá-Boa Viagem

Projeto selecionado do Matchfunding BNDES+ Edição LAB de 2021 quer criar game para mudar relação com o patrimônio histórico de Niterói

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói é um dos mais belos cartões postais da cidade, dispondo de um rico entorno marcado pela diversidade de patrimônios culturais na região. E, entre esses, configuram-se museus e espaços culturais de extrema relevância, mas que nem sempre são alvos de merecida atenção diante da importância que possuem.

Diante deste cenário e buscando soluções, o Instituto Brasileiro de Direitos Culturais (IBDCult)  foi um dos selecionados pelo Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural, apresentando o projeto “Salvaguarda Digital: Passaporte Ingá-Boa Viagem”, cuja proposta é direcionada para o desenvolvimento de um game capaz de mudar a forma de relacionamento com os patrimônios culturais da cidade e os seus territórios, sugerindo circuitos de visitação e interações por meio de realidade aumentada.

O jogo eletrônico buscará mudar a forma de se relacionar com os patrimônios culturais, seus territórios e o entorno, convidando o usuário a não somente conhecer, mas sobretudo interagir com os patrimônios materiais dos bairros da Boa Viagem, São Domingos e Ingá, em Niterói (RJ), de uma forma híbrida e fruída, tanto física quanto virtualmente, capaz de enfrentar os desafios impostos pela pandemia, bem como auxiliar esses espaços no momento de retomada pós-pandemia.

A plataforma do game prevê tanto um tour virtual e imersivo, que pode ser feito a distância, quanto propõe aos visitantes um circuito na proximidade dos bairros dentro da lógica de passaporte cultural, onde cada patrimônio representa um ponto de check-in e os usuários colecionam “carimbos” por onde visitam. Para além dessa mecânica, o game pretende utilizar recursos de realidade aumentada para expandir a experiência de fruição dos patrimônios beneficiados através dos smartphones dos próprios visitantes.

Financiamento coletivo

O projeto foi selecionado para se tornar uma campanha de financiamento coletivo através do Programa Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural – Edição LAB de 2021, voltado às iniciativas que usam a internet para ampliar a interação do público com os patrimônios culturais brasileiros.

O diferencial dessa modalidade de financiamento coletivo é que para cada R$ 1 apoiado na campanha, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investe mais R$ 2 no projeto, o que significa triplicar a arrecadação até ser atingida a meta inicial da campanha, que é de R$75 mil. Ou seja, o projeto precisa arrecadar R$ 25 mil para ter êxito na campanha. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Sitawi Finanças do Bem e a Benfeitoria, plataforma de financiamento coletivo que hospeda a campanha.

 

Site da arrecadação: https://benfeitoria.com/salvaguardadigital

 

Relação inovadora com os patrimônios culturais

O jogo eletrônico propõe mudar a forma de se relacionar com os patrimônios culturais, seus territórios e o entorno, convidando o usuário a não somente conhecer, mas sobretudo interagir com os patrimônios materiais dos bairros da Boa Viagem, São Domingos e Ingá, em Niterói (RJ), de uma forma híbrida e fruída, tanto física quanto virtualmente, capaz de enfrentar os desafios impostos pela pandemia, bem como auxiliar esses espaços no momento de retomada pós-pandemia.

A plataforma do game prevê tanto um tour virtual e imersivo, que pode ser feito a distância, quanto propõe aos visitantes um circuito na proximidade dos bairros dentro da lógica de passaporte cultural, onde cada patrimônio representa um ponto de check-in e os usuários colecionam “carimbos” por onde visitam. Para além dessa mecânica, o game pretende utilizar recursos de realidade aumentada para expandir a experiência de fruição dos patrimônios beneficiados através dos smartphones dos próprios visitantes.

Cultura, desafios e histórias

 

Dentre as possibilidades interativas que estão previstas na plataforma do game estão desafios para serem feitos presencialmente, que ajudam a contar a história de cada patrimônio, além da possibilidade de deixar mensagens e intervenções digitais através da realidade aumentada que podem ser compartilhadas com seus amigos. Outro aspecto interessante explorado no game é o da salvaguarda coletiva, que possibilita que os usuários selecionem e troquem souvenires digitais, lembranças virtuais que preservam e partilham a memória e a cultura de cada lugar.

O Circuito Ingá-Boa Viagem é o projeto piloto do desenvolvimento do game, que prevê o escalonamento para outros circuitos patrimoniais e culturais já mapeados da cidade de Niterói. Os patrimônios beneficiados pelo projeto são: Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC (Tombamento Federal); Museu Antônio Parreiras (Tombamento Federal); Solar do Jambeiro (Tombamento Federal); Palácio e Museu do Ingá (Tombamento Estadual) e Museu Janete Costa (Área de Preservação do Ambiente Urbano – Municipal)

Legado – O projeto é pensado para deixar um conjunto amplo de benefícios perenes para os patrimônios. Ele possibilita ações que intensificam e prolongam o relacionamento dos patrimônios com o seu público, promovendo a cultura e o turismo local, e tornando mais acessíveis e democráticas as experiências de fruição desses patrimônios.

Com um olhar na inovação, o projeto utiliza as novas tecnologias para pensar soluções para velhos desafios do campo da cultura, propondo conteúdos e experiências que expandam a relação e o engajamento do público com o patrimônio, colaborando para a sua valorização e do seu entorno.

O projeto busca ampliar o debate público sobre cultura e patrimônio, promovendo e qualificando as discussões e a participação da sociedade nessas áreas. Com uma abordagem multidisciplinar, a iniciativa usa da gamificação e de elementos lúdicos para envolver e aproximar ainda mais os patrimônios do cotidiano da cidade, reforçando seu caráter histórico, artístico e cultural, e como eles se inserem nas dinâmicas da cidade. O projeto propõe a preservação da memória do patrimônio através da digitalização e disseminação de conteúdos que inspirem o público a colecionar e compartilhar suas vivências desses territórios, como um processo de salvaguarda coletiva e digital dessa memória.

Outro aspecto importante do game são as potencialidades da plataforma enquanto ferramenta de levantamento de indicativos culturais e turísticos, provendo informações importantes sobre visitação, circulação e mobilidade urbana, muito úteis na formulação de políticas públicas para esses setores e no desenvolvimento de ações de preservação dos patrimônios da cidade.

Proponente

O projeto foi submetido à chamada pelo Instituto Brasileiro de Direito Culturais – IBDCult, organização sediada em Fortaleza (CE), que atua de maneira ativa no debate, difusão e proteção dos Direitos Culturais. Fundado em 2014, o IBDCult nasceu para ser a casa daquelas e daqueles que, de algum modo, desejam se envolver com a temática. Ao longo dos últimos anos o Instituto reuniu advogados, artistas, produtores, pesquisadores, estudantes e entusiastas, de todas as regiões do Brasil, por meio de cursos, publicação de livros, e da realização de seminários, oficinas e encontros.

Campanha

A campanha de financiamento coletivo do projeto Salvaguarda Digital estará aberta a contribuições a partir de 17 de maio, na plataforma da Benfeitoria. Para ter êxito o projeto precisa arrecadar R$ 25 mil, valor que será triplicado pelo BNDES até atingir a meta mínima de R$ 75 mil, dentro do Programa Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural. A arrecadação tem até o dia 16 de junho para bater essa meta.

Idealizadores

O projeto foi idealizado por Mário Pragmácio e Fernando Henrique Schuenck, e pensado a partir da emergência de se pensar ações estratégicas que auxiliem os patrimônios culturais, que são espaços culturais ativos na cidade, a enfrentarem os desafios impostos pela pandemia, e auxiliá-los no momento de retomada pós-pandemia. Juntos eles pensaram uma forma de levar as aulas de patrimônio cultural para todos, de modo acessível e inclusivo, algo que estivesse ao alcance das mãos. Assim surgiu a ideia do game.

 

*Mário Pragmácio é advogado, Professor Adjunto do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense – UFF. Doutor em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela PUC-RIO. Mestre em Museologia e Patrimônio pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO e especialista em patrimônio cultural pelo Programa de Especialização em Patrimônio – PEP/IPHAN

*Fernando Henrique Schuenck é mestrando do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF, membro do Laboratório de Investigação em Ciência, Inovação, Tecnologia e Educação (Cite-Lab) da UFF, Bacharel em Produção Cultural e graduando em Estudos de Mídia, ambos pela UFF.

Associação Brasileira de Gestão Cultural impacta vidas e transforma contextos

Diante da crise sanitária e econômica de escala mundial, enfrentamos um imenso desafio humanitário: o combate à fome. Cada vez mais organizações compreendem que o único caminho para a superação é a solidariedade e, com isso, direcionam seus esforços para ajudar aqueles que mais precisam.

Esse é o caso da Associação Brasileira de Gestão Cultural que, na reunião de seu conselho deste mês, pactuou as ações que adotariam com o objetivo de diminuir os impactos da pandemia. Kátia de Marco, presidente da ABGC, apresentou a campanha Nosso Território Protegido da Covid-19, e, foi definida a estratégia de não criar uma campanha própria para a ABGC, mas sim fortalecer as ações de combate à fome coordenadas pelo Circo Crescer e Viver. Assim, as doações serão direcionadas para uma instituição de confiança, com atuação transparente e com tecnologia social própria, que possibilita um trabalho preciso, georreferenciado, garantindo que os benefícios cheguem a quem, de fato, precisa.

A presidente relata que o principal recurso para a mobilização de doações tem sido a apresentação dos vídeos da própria campanha, que contam as histórias das famílias beneficiadas e mostram a equipe Circo Crescer e Viver em ação, sensibilizando e evidenciando um trabalho sério.

Faça você também parte desse movimento!
Toda ajuda é fundamental nesse desafio humanitário .

circocrescereviver.org.br/nosso-territorio-protegido/

Banco Bradesco
Agência 2731
Conta: 15930-1
CNPJ 05.993.591/0002-40 (chave PIX)

#ContraFomeSolidariedade
#NossoTerritorioProtegidoDaCovid19

CARTA DE APOIO DA ABGC AO OFÍCIO DA SECRETÁRIA DE CULTURA DO PARÁ E PRESIDENTE DO FÓRUM NACIONAL DE SECRETÁRIOS E DIRIGENTES ESTADUAIS DE CULTURA ENVIADO À SECRETARIA ESPECIAL DE CULTURA, MINISTÉRIO DO TURISMO, EM 14 DE ABRIL DE 2021

Para acessar o Ofício clique aqui

Carta oficial - ABGC - Fórum de Cultura

Cultura e Desenvolvimento – Profª. Me. Kátia de Marco

O campo da cultura na contemporaneidade. Os processos de globalização e a dimensão ampliada assumida pela cultura na pós-modernidade. Principais fóruns internacionais  e a reconfiguração dos conceitos entre cultura e desenvolvimento. Impactos e mudanças trazidos pelo processo de decolonização. As ODS e a inserção cidadã das instituições culturais. Os espaços culturais no cenário pós-pandêmico. Estudos de caso.
Participação de convidados no último dia de aula.
 
Dias: 08, 22 de maio e 05 de junho de 2021
Horário: 09h às 13h
Plataforma digital – síncrona aos sábados quinzenais
Valor do investimento: R$ 320,00
Carga horária: 12hr
Inscreva-se nesse curso preenchendo o formulário abaixo

    Dimensão econômica da Cultura – Profª. Drª. Ana Carla Fonseca

    Conceitos de economia e cultura. Trajetória histórica das relações entre os dois campos. Surgimento do conceito de Economia da Cultura. Conceitos econômicos essenciais – cadeia integrada de valor, fluxo e estoque, custo de oportunidade, desenvolvimento. Histórico das indústrias criativas e da economia criativa, no mundo e no Brasil. Inspirações de políticas públicas e experiências setoriais. Entrelaçamentos de cultura, economia e desenvolvimento territorial. A lógica das Cidades Criativas. Planos de referência. Tendências.

    Dias das videoaulas: 11, 18, 25 de maio de 2021

    Horário de liberação das videoaulas: a partir das 12h

    Dia da aula interativa: 01 de junho de 2021

    Horário da aula interativa: 18h30 às 20h30

    Plataforma digital – videoaulas e aula interativa na última terça-feira

    Valor do investimento:R$ 250,00

    Carga Horáira: 8hrs

    Inscreva-se nesse curso preenchendo o formulário abaixo