MoMA anuncia novo instituto de pesquisa focado na arte latina

Iniciativa é resultado da doação de Patricia e Gustavo Cisneros, que enriqueceram o acervo do museu com mais de 100 obras de artistas modernos da América Latina

 


Patricia Phelps de Cisneros, responsável pela doação das obras ao MoMA (Foto: Divulgação Globo)

 

Tempero latino no MoMA: o museu acaba de receber mais de 100 obras de modernistas da América Latina em uma doação feita pelo casal de filantropos, Patricia e Gustavo Cisneros. A seleção inclui trabalhos de nomes importantes na história da arte, como os brasileiros Lygia ClarkHélio Oiticica e Lygia Pape que se juntam às outras cinco mil obras de uruguaios, argentinos e venezuelanos no acervo permanente da instituição. Como resultado da ação, o museu anunciou a criação de um instituto de pesquisa totalmente focado na arte latina.

Obra de Geraldo de Barros (Foto: Divulgação)
Obra de Geraldo de Barros (Foto: Divulgação Globo)

“A criação do Instituto Cisneros e a integração de obras tão importantes da América Latina com a nossa coleção e instalações culminam em um processo maior de incorporação da arte latino-americana com a narrativa do modernismo”, disse Glenn D. Lowry, diretor do Museu de Arte Moderna, em comunicado oficial. Além dos trabalhos do Instituto, que ainda não ganhou data de inauguração, o MoMA também anunciou uma exposição especial com as obras doadas pelos Cisneros nos próximos anos.

Obra de Willys de Castro (Foto: Divulgação)
Obra de Willys de Castro (Foto: Divulgação Globo)

 

 

Fonte:

https://gq.globo.com/Cultura

 

Concurso de Ensaísmo serrote – Terceira edição do prêmio, voltado a autores iniciantes, tem inscrições abertas até 1 de setembro de 2020

A partir de 1º de julho, estão abertas as inscrições para o  Concurso de Ensaísmo serrote, promovido pela revista de ensaios do Instituto Moreira Salles. O prazo para as inscrições se encerra no dia 1º de setembro de 2020.

Os ensaios, assinados com pseudônimos, devem ser enviados pelo formulário nesta página, em formato PDF. O arquivo não deve conter nenhum dado que identifique o inscrito.

Os autores devem ser inéditos em livro ou ter, no máximo, uma obra publicada, em qualquer gênero. Serão selecionados três textos inéditos.

O primeiro colocado receberá o valor de R$ 10 mil, o segundo, R$ 7 mil, e o terceiro, R$ 4 mil. Os ensaios contemplados serão publicados na edição da serrote de novembro de 2020.

Regulamento e inscrição para o prêmio no link abaixo:

CONGRESSO BRASILEIRO DA CULTURA – RIO 2020

O congresso irá reunir artistas, produtores, associações, patrocinadores, representantes do setor privado e público, para formarmos uma aliança na defesa da Cultura do Brasil. Diante do cenário da pandemia do Covid-19, trazemos como tema deste ano:

“CULTURA x PANDEMIA – DESAFIOS E SOLUÇÕES”
Em oito “LIVES” temáticas, duas por dia, às quintas-feiras do mês de agosto, serão abordadas – a partir do atual contexto – as iniciativas do setor, reunindo especialistas nas áreas do teatro, cinema, carnaval, turismo, educação e tecnologia. Das linhas de incentivo, públicas ou privadas, às iniciativas inventivas de produtores e artistas, seja para o período de isolamento quanto para um cenário ainda incerto de reabertura.

CONFIRA NOSSA PROGRAMAÇÃO:
1º DIA (06/08/2020)
FOMENTO ÀS ATIVIDADES CULTURAIS – 2 LIVES sequenciais
  • 1ª Live do dia 19hrs às 20h30 – Responsabilidade do setor público na defesa da Cultura | Discussão: Lei Aldir Blanc e fomento direto para atividades culturais
  • 2ª Live do dia 20h30 às 22h – Leis de Incentivo e o papel da Iniciativa Privada | Discussão: A Lei do ISS de Incentivo à Cultura, o que esperar ainda de 2020 e do edital para 2021
2º DIA (13/08/2020)
OS DESAFIOS DO MERCADO DO ENTRETENIMENTO – 2 LIVES sequenciais
  • 1ª Live do dia 19hrs às 20h30 – A reinvenção do teatro em tempos de pandemia | Discussão: Peças teatrais em vídeo-chamada, espetáculos em streaming e a preparação para o retorno aos palcos
  • 2ª Live do dia 20h30 às 22h – Mercado Audiovisual – Adaptação e oportunidades | Discussão: Lançamentos adiados, produção interrompida, o retorno dos drive-ins e o novo cinema
3º DIA (20/08/2020)
O FUTURO DAS FESTAS POPULARES – 2 LIVES sequenciais
  • 1ª Live do dia 19hrs às 20h30 – Carnaval – Perspectivas e possibilidades | Discussão: Como o Carnaval 2021 será afetado e de que maneira as Escolas de Samba e os Blocos vão carnavalizar o amanhã?
  • 2ª Live do dia 20h30 às 22h – Os impactos da pandemia nas Festas Regionais | Discussão: Os reflexos do adiamento/cancelamento das Festas Juninas e de Festivais como o de Parintins. O que esperar?
4º DIA (27/08/2020)
A TECNOLOGIA E A EDUCAÇÃO NA CULTURA DO AMANHÃ – 2 LIVES sequenciais
  • 1ª Live do dia 19hrs às 20h30 – A relação entre a Educação e a Cultura em nossa formação | Discussão: As estratégias educacionais de transmissão cultural na educação pública e privada
  • 2ª Live do dia 20h30 às 22h – A Tecnologia integrada à Cultura | Discussão: Novas ferramentas e plataformas para a reinvenção do mercado cultural

Minicurso: Práticas educativas, científicas e artísticas nos museus: um chamado à História

Coordenador(es): David William Aparecido Ribeiro (USP – Universidade de São Paulo)

 

Descrição:Questões como a restituição de bens pilhados no contexto colonial, a colaboração da sociedade em crimes contra a humanidade e a permanência do racismo são o ponto de partida para refletirmos sobre o papel que os museus podem desempenhar no século XXI na promoção da cidadania de grupos sociais invisibilizados. Se no passado a linguagem dos museus e das grandes exposições, com grande apoio da ciência, disseminou entre as sociedades europeias a ideia de um progresso inexorável, que faria desaparecer todas as formas de vida e expressão vistas como primitivas, seria possível que esses mesmos espaços e instrumentos se tornassem um espaço para a promoção de um olhar mais do que “decolonial”, anticolonial? É com base nessas questões que apresentarei neste minicurso alguns aspectos do debate a partir do estudo de dois museus europeus, o Museu Real da África Central (MRAC) e o Museu Internacional da Escravidão. O primeiro, localizado em Tervuren (Bélgica), foi criado em fins do século XIX como vitrine do empreendimento pessoal do rei Leopoldo II na atual República Democrática do Congo e recentemente passou por uma renovação, tendo sido reaberto em 2018; o segundo, inaugurado em 2007, está localizado em um edifício dos antigos armazéns do porto de Liverpool (Reino Unido), rememora que ali funcionava um dos principais portos escravistas do mundo. Em comum, mas com estratégias distintas, ambos tratam de processos históricos intimamente ligados à situação presente das grandes comunidades afro-europeias, assim como têm as chaves para a compreensão de como a escravidão e o colonialismo moldaram o mundo em que vivemos. Em se tratando de questões sensíveis, cabe discutir aqui que práticas têm tido lugar nessas duas instituições — e em outras — para tornar visíveis os mecanismos escravistas e coloniais que ainda permanecem nas sociedades por eles forjadas e, assim, combatê-los. Nesse sentido, considero essencial observar três frentes de atuação e a forma como elas se combinam — as práticas educativas, as científicas e as artísticas — e de que forma a História pode colaborar. O objetivo é ser mais um espaço de diálogo entre História e Museologia, campos que podem promover, em conjunto, práticas emancipatórias. Na primeira sessão, com base na história do MRAC, abordarei aspectos das estratégias que os museus adotaram no passado para sustentar uma visão de mundo excludente; na seguinte, trarei para a discussão alguns exemplos das práticas citadas, tendo em vista as suas potencialidades e limites; na final, tendo como base a relação entre museu e sociedade, discutiremos possibilidades de ação para o campo da História em diálogo com a Museologia e as políticas culturais, visando à promoção da igualdade e da cidadania, sobretudo de grupos historicamente estigmatizados.

 

 

 

Mais informações em : https://tinyurl.com/ycws6hhg