Assista ao vídeo sobre a mostra “Irreparáveis Reparos – Kader Attia”, no Sesc Pompeia

Em cartaz até 30 de janeiro no Sesc Pompeia, mostra individual de Kader Attia se debruça sobre o conceito de reparação em suas esferas material e imaterial, individual e social

Fonte: ArteBrasileiros

Revista Brasiliana organiza dossiê “Cultura e política no Brasil: balanço de uma década (2011-2020)”

A revista Brasiliana: Journal for Brazilian Studiespublicação do King’s Brazil Institute do King’s College de Londres, está organizando o dossiê Cultura e política no Brasil: balanço de uma década (2011-2020), com previsão de publicado em agosto de 2021.

O período entre 2011 e 2020 foi marcado por uma série de eventos políticos marcantes no Brasil, como os dois mandatos presidenciais de Dilma Rousseff – incluindo os protestos de junho de 2013 e o impeachment em 2016 -, o governo de Michel Temer e a eleição de Jair Bolsonaro. Adotando uma abordagem interdisciplinar, esta edição especial pretende examinar criticamente a forma como as relações entre cultura e política foram articuladas no Brasil neste período, em conexão com grandes eventos nacionais e internacionais na última década.

Os trabalhos devem se relacionar com os temas Impeachment de 2016; Protestos de rua e mobilizações ao longo da década; Cultura, política externa e diplomacia; Guerras culturais, censura e polarização nas artes; Ditadura e democracia: narrativas e negações pós-memorial; A questão da cidadania para grupos sociais específicos como negros, mulheres, povos indígenas, pessoas com deficiência e comunidade LGBT; Cultura, política e direitos humanos; Democracia e representação artística; Conservadorismo, militarismo e extrema direita; e A política da cultura.

Os trabalhos podem ser publicados em português, inglês e espanhol. Os autores devem submeter os textos até 30 de abril de 2021, por meio do link  https://tidsskrift.dk/bras/about/submissions.

Esta edição da Brasiliana: Journal for Brazilian Studies marcará os 10 anos do King’s Brazil Institute, e terá como editores convidados Mário Augusto Medeiros da Silva (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp), Daniela Vieira dos Santos (Universidade Estadual de Londrina), Sandra Assunção (Université Paris Nanterre), ao lado do editor-chefe Felipe Botelho Correa (King’s College London).

 

Fonte: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – UNICAMP

Rescaldo do colonialismo O que acontecerá com os grandes museus se eles devolvem a arte saqueada?

O Museu Britânico escolheu um especialista para estudar a origem dos objetos que possui e que são polêmicos. Ele não é o único que os possui.

Museu Britânico , uma herança em grande parte do colonialismo, finalmente decidiu confrontar sua história. Para realizar o exercício do revisionismo, ele contratou um curador responsável por analisar seu acervo e estudar as origens de todos aqueles objetos polêmicos , reivindicados por outros países ou vinculados a práticas como a escravidão.

A tarefa de Isabel MacDonald é titânica, pois em seus 267 anos de existência os britânicos acumularam mais de oito milhões de peças, a grande maioria das quais nem mesmo estão à vista pública nos cinemas (agora fechados devido à pandemia) do museu, mas se acumulam poeira em galerias subterrâneas que parecem um labirinto.

Sua nomeação coincidiu com a Covid , de modo que MacDonald só pôde observar de sua casa o crescente clima de politicamente correto – também na arte – e a força crescente do movimento para expurgar elementos culturais polêmicos, como estátuas de personagens de da época colonial ou ligada à escravidão (como o fundador dos britânicos, Hans Sloane), e de quem nenhum explorador como o capitão James Cook se salva. Para o Museu Britânico, esse é um problema muito sério.

Da África. Os bronzes do Benin, em disputa no Museu Britânico. Foto Lauren Fleishman para o The New York Times

Da África. Os bronzes do Benin, em disputa no Museu Britânico. Foto Lauren Fleishman para o The New York Times

Entre as joias que o reivindicam estão a pedra de Roseta, os mármores do Partenon , que a Grécia pede desde o século 19, e objetos de arte adquiridos durante as intervenções militares na África (Gana, Benin, Nigéria, Etiópia, Maqdala, os Asante reino …).

Também há dúvidas sobre a legitimidade da instituição proprietária dos tesouros imperiais chineses capturados em Pequim em 1860, uma grande escultura Moai da Ilha de Páscoa e outras apreendidas de populações indígenas na América do Norte, Austrália e Nova Zelândia durante o período de expansão colonial.

“O objetivo principal é analisar a história e contextualizá-la”, diz MacDonald. O britânico é na verdade uma coleção de coleções, já que poucos objetos foram comprados diretamente, a maioria são doações ”. Na semana passada, o museu foi criticado como “algo muito pior do que os nazistas” durante um debate na Universidade de Cambridge sobre o legado de Churchill , durante o qual o ex-primeiro-ministro foi chamado de “supremacista branco”.

Roubo ou tráfico de arte não é o mesmo que saque colonial ou compras questionáveis

O que acontecerá com os grandes museus europeus se eles começarem a devolver a arte saqueada no passado? As reivindicações não pararam de crescer nos últimos anos e cada país enfrenta a espinhosa questão de uma maneira diferente. Porque roubo ou tráfico de arte não é o mesmo que saque colonial ou compras duvidosas feitas ao longo dos séculos.

Senado francês abriu a caixa de Pandora no final do ano com a devolução de 27 peças ao Benin e ao Senegal . Faz parte do compromisso da Macron restaurar, “temporária ou definitivamente”, o património africano que ainda resta no país.

Mas a verdade é que só o museu Quai Branly-Jacques Chirac abriga 70.000 objetos da África Subsaariana. Por enquanto, a Etiópia, que exige a devolução de 3.081 objetos, e o Chade, que apresentou uma lista de 10.000, já levantaram a mão.

Relíquia. Os mármores de Elgin, no Museu Britânico. / EFE

Relíquia. Os mármores de Elgin, no Museu Britânico. / EFE

A Holanda é outro dos países que dá o primeiro passo para o retorno da arte de suas antigas colônias. Ele anuncia uma lista de 450.000 peças que ainda não foram lançadas, mas entre as recentemente reveladas pela Fundação Boekman estão um diamante de 70 quilates que pertenceu ao Sultão de Banjarmasin, uma cabaça de prata de Curaçao e o trabalho de banjo do século 18 de um africano escravizado no Suriname.

Alemanha, ouvidos surdos

Na Alemanha , a questão da arte africana saqueada, roubada ou trazida com feias manobras permanece silenciada. As autoridades tendem a esconder-se no facto de que tudo será feito para colaborar com os países de origem para que as peças sejam expostas numa perspectiva não europeia . Em dezembro, foi inaugurado o Fórum Humboldt em Berlim , um grande centro cultural no antigo palácio real –reconstruído para esse fim–, que abrigará coleções do Museu Etnológico e do Museu de Arte Asiática, até agora localizados em instalações fechadas longe de o Centro. São mais de 20.000 obras de arte e outras peças da África, América do Sul, Ásia e Oceania, muitas delas oriundas de ex-colônias alemãs.

Nefertiti, longe de casa. Aqui, a Rainha Margarida da Dinamarca (i) admira o busto de Nefertiti durante sua visita ao Novo Museu em Berlim (Alemanha) em 2014. Foto EFE

Nefertiti, longe de casa. Aqui, a Rainha Margarida da Dinamarca (i) admira o busto de Nefertiti durante sua visita ao Novo Museu em Berlim (Alemanha) em 2014. Foto EFE

Um caso polêmico é o dos chamados bronzes do Benin , saqueados no final do século 19 pelos colonizadores britânicos em uma expedição que destruiu e saqueou aquele antigo reino. Eles acabaram em outros países, incluindo a Alemanha. A Nigéria pediu seu retorno, mas sem sucesso. Para apaziguar as inquietações, a Ministra da Cultura, Monika Grütters, prometeu que o Fórum de Humboldt será “um modelo e uma referência” na reflexão sobre o colonialismo.

Outro caso famoso é o do lindo busto de Nefertiti que está no Neues Museum, em Berlim. A efígie foi levada a Berlim em 1913 pelo egiptólogo alemão Ludwig Borchardt. Documentos e investigações sugerem que Borchardt usou subterfúgios para enganar o funcionário encarregado da distribuição das peças . O Egito vem reivindicando seu retorno anos atrás, sem sucesso, já que a Prussian Cultural Heritage Foundation (SPK), dona do busto, insiste que a documentação endossa a propriedade.

A vanguarda

PK

Fonte: https://www.clarin.com/

Centenários de 2021 e outras efemérides: personalidades, fatos e obras

© Pesquisa, seleção, edição e organização: Elfi Kürten Fenske

Aqui apresentamos algumas das principais efemérides do ano de 2021, na literatura, na música, no cinema, no teatro, nas artes, entre outras. O nosso intuito é contribuir, principalmente, com os professores/educadores para que possam trabalhar os variados temas em sala de aula (presencial ou virtual), ampliando a construção e a preservação da nossa memória cultural e artística.

Na educação destacamos os centenários de Paulo Freire (1921-1997) e Maria Clara Machado (1921-2001).

Página atualizada em 2.3.2021

Esse artigo está dividido em vários títulos e subtítulos, conforme segue:

1) CENTENÁRIOS DE 2021

1.1 – 100 anos de nascimento

1.2 – 100 anos de saudades (morte)

1.3 – 100 anos – fatos e obras

Outras datas e celebrações importantes nas artes em 2021

2) BICENTENÁRIOS EM 2021

2.1 – 200 anos de nascimento

2.2 – 200 anos de morte

3) 180 ANOS EM 2021

3.1 – 180 anos de nascimento

4) 150 ANOS EM 2021

4.1 – 150 anos de nascimento

4.2 – 150 anos de saudades (morte)

4.3 – 150 anos – fatos e obras

5) 140 ANOS EM 2021

5.1 – 140 anos de nascimento

5.2 – 140 anos de saudades (morte)

5.3 – 140 anos – fatos e obras

6) 130 ANOS EM 2021

6.1 – 130 anos de nascimento

6.2 – 120 anos de saudades (morte)

6.3 – 130 anos – fatos e obras

7) 120 ANOS EM 2021

7.1 – 120 anos de nascimento

7.2 – 120 anos de saudades (morte)

7.3 – 120 anos – fatos e obras

8) 115 ANOS EM 2021 

8.1 – 115 anos de nascimento

9) 110 ANOS EM 2021 

9.1 – 110 anos de nascimento

9.2 – 110 anos de saudades (morte)

10) 90 ANOS EM 2021 

10.1 – 90 anos de nascimento

10.2 – 90 anos de saudades (morte)

10.3 – 90 anos – fatos e obras

11) 80 ANOS EM 2021 

11.1 – 80 anos de nascimento

11.2 – 80 anos de saudades (morte)

11.3 – 80 anos – fatos e obras

12) 75 ANOS EM 2021

12.1 – 75 anos de nascimento

12.2 – 75 anos de saudades (morte)

12.3 – 75 anos – fatos e obras

13) 70 ANOS EM 2021

13.1 – 70 anos de nascimento

13.2 – 70 anos de saudades (morte)

13.3 – 70 anos – fatos e obras

14) 65 ANOS EM 2021

14.1 – 65 anos – fatos e obras

15) 50 ANOS EM 2021

15.1 – 50 anos de saudade (morte)

15.2 – 50 anos – fatos e obras

16) 40 ANOS EM 2021

16.1 – 40 anos de saudade (morte)

16.2 – 40 anos – fatos e obras

17) 30 ANOS EM 2021

17.1 – 30 anos de saudade (morte)

18) 20 ANOS EM 2021

18.1 – 20 anos de saudade (morte)

19) 10 ANOS EM 2021

19.1 – 10 anos de saudade (morte)

19.2 – 10 anos – fatos e obras

(*) – Alguns autores já estão linkados para informações biográficas, basta clicar sobre o nome e serás redirecionado para página específica do tema e/ou autor(a).

(**) Essa página será atualizada ao longo do ano.

“Eu sou o samba

A voz do morro sou eu mesmo sim senhor

Quero mostrar ao mundo que tenho valor

Eu sou o rei dos terreiros”

– Zé Keti, na canção “A voz do morro”.

Deixe seu comentário e sugestões. Boa travessia!

CENTENÁRIOS DE 2021

100 anos de nascimento

1 de janeiro – António Sousa Freitas (1921-2004) – poeta e letrista português   

7 de janeiro – Josué Guimarães (1921-1986) – escritor brasileiro

15 de janeiro – Zé Gonzaga (1921-2002) – compositor e acordeonista brasileiro

22 de janeiro – Vasco Mariz (1921-2017) – historiador, musicólogo, escritor e diplomata brasileiro

4 de fevereiro – Betty Friedan (1921-2006) – ativista feminista e escritora norte-americana

27 de fevereiro – Zé Dantas (1921-1962) – compositor, poeta e folclorista brasileiro

4 de março – Ademilde Fonseca (1921-2012) – cantora brasileira

7 de março – Waldir de Luna Carneiro (1921-2019) – jornalista, contista e dramaturgo brasileiro

11 de março – Astor Piazzolla (1921-1992) – bandoneonista e compositor argentino

17 de março – Antônio Maria ‘Araújo de Morais’ (1921-1964) – cronista, comentarista esportivo, poeta e compositor brasileiro

27 de março – Moacyr Barbosa / ‘Barbosa’ (1921-2000) – futebolista brasileiro, considerado um dos maiores goleiros de sua época.

1 de abril – Átila Iório (1921-2002) – ator brasileiro. Protagonizou dois dos mais importantes filmes do cinema novo: ‘Vidas secas’ (1963), de Nelson Pereira dos Santos (1928-2018) e ‘Os fuzis’ (1974), de Ruy Guerra (1931)

3 de abril – Maria Clara Machado (1921-2001) – escritora e dramaturga brasileira. Autora de importantes peças infantis e fundadora do Teatro Tablado (1951).

6 de abril – Cacilda Becker (1921-1969) – atriz brasileira

9 de abril – Isaac Navón (1921-1915) – escritor, dramaturgo, educador e político israelense

12 de abril – Frans Krajcberg (1921-2017) – pintor, escultor, gravador e fotógrafo polonês, naturalizado brasileiro

12 de maio – Ruth de Souza (1921-2019) – atriz brasileira. [SILVA, Júlio Cláudio. Arte e antirracismo nas memórias e no acervo de Ruth de Souza (1940-1950)].

28 de maio – Celso Luft (1921-1995) –  professor, gramático, filólogo, linguista e dicionarista brasileiro

5 de junho – Zuzu Angel (1921-1976) – estilista brasileira. O filme “Zuzu Angel” (2006), dirigido por Sergio Rezende (1951), revela a trajetória da estilista mineira em busca do filho Stuart Angel Jones  preso, torturado e morto pela ditadura militar. As manifestações da estilista mineira ecoaram no Brasil, no exterior e em sua moda. A cruzada de Zuzu expõe as vísceras da repressão e incomoda tanto que, certa noite, em um estranho desastre de carro, ela tem o mesmo destino do filho.

20 de junho – Matilde Rosa Araújo (1921-2010) – escritora portuguesa, especializada em literatura infantil

24 de julho – Seu Nenê / ‘Alberto Alves da Silva’ (1921-2010) – sambista brasileiro. Fundador e ex-presidente da escola de samba Nenê de Vila Matilde

6 de agosto – Buddy Collette (1921-2010) –  jazzista, saxofonista, flautista e clarinetista norte-americano

10 de agosto – Carlos de Oliveira (1921-1981) – escritor, crítico e tradutor português

21 de agosto – Milton Ribeiro (1921-1972) – ator brasileiro. Seus filmes de maior sucesso, além de ‘O cangaceiro’ foram ‘Arara vermelha’, ‘A morte comanda o cangaço’, ‘O cabeleira’, ‘Lampião, o rei do cangaço’, ‘O diabo de Vila Velha’, ‘Corisco, o diabo loiro’ e ‘Meu nome é Lampião’.

4 de setembro – Ariel Ramírez (1921-2010) – compositor, pianista e diretor musical argentino

8 de setembro – Airton Amorim (1921) – compositor, discotecário e programador brasileiro

14 de setembro – Paulo Evaristo Arns (1921-2016) –  frade franciscano, cardeal e escritor brasileiro

14 de setembro – Zizinho (1921-2002) –  futebolista e treinador brasileiro. Eleito o melhor jogador da Copa do Mundo FIFA de 1950 e em 1999 foi eleito o quarto maior jogador brasileiro de todos os tempos pela IFFHS.

16 de setembro – Zé Keti (1921-1999) – cantor e compositor brasileiro

19 de setembro – Paulo Freire (1921-1997) – educador e filósofo brasileiro

20 de setembro – Chico Hamilton (1921-2013) – baterista de jazz norte-americano

22 de setembro – Yara Côrtes (1921-2002) – atriz brasileira

30 de setembro – Aldo Parisot (1921-2018) – violoncelista brasileiro, naturalizado norte-americano

21 de outubro – Malcolm Arnold (1921-2006) – compositor e trompetista britânico, um dos mais importantes compositores ingleses do século XX. Compôs nove sinfonias, duas óperas, mais de 20 concertos, mas o seu nome ficará para sempre associado ao cinema, tendo escrito temas para 132 filmes.

12 de novembro – Lucilo Varejão Filho (1921-2010) – professor, ensaísta e poeta brasileiro. Foi membro da Academia Pernambucana de Letras – APL.

14 de novembro – Dick Farney (1921-1987) – cantor, pianista e compositor brasileiro

26 de novembro – Otelo Zeloni (1921-1973) – ator ítalo-brasileiro

1 de dezembro – Nestor de Holanda (1921-1970) – jornalista, escritor, teatrólogo, produtor de rádio e TV, compositor e publicitário brasileiro

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100 anos de saudades (morte)

30 de março – Franz Benque / ‘Francisco Benque’ (1841-1921) – fotógrafo alemão {viveu em Pernambuco {1870-1878}.

13 de maio – Jean Aicard (1848-1921) – escritor, dramaturgo e poeta francês

23 de junho – João do Rio (1881-1921) – jornalista, cronista, tradutor e dramaturgo brasileiro

15 de julho – Alphonsus de Guimaraens (1870-1921)  – poeta/escritor brasileiro

16 de dezembro – Camille Saint-Saëns (1835-1921) – compositor, pianista, organista e maestro francês da era romântica.

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100 anos – fatos e obras 

Prêmio Nobel
1921 – Anatole France (1844-1924) – escritor francês, foi laureado com o Nobel de Literatura, pelo conjunto de sua obra.
1921 – Albert Einstein (1879-1955) – físico teórico alemão, foi laureado com o Prêmio Nobel de Física “por suas contribuições à física teórica” e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico, que foi fundamental no estabelecimento da teoria quântica.

Literatura / Livros
1921 – publicado o livro “O saci”, de Monteiro Lobato (1882-1948)

1921 – publicado o livro “Tarzan, o Terrível / ‘Tarzan the Terrible'”, do escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs, com ilustrações de J. Allen St. John (8º romance da série de 24 livros sobre o personagem Tarzan). A primeira publicação do livro no Brasil ocorreu em 1935, pela editora Companhia Editora Nacional, com tradução de Monteiro Lobato.

Cinema

1921 – estreia o filme ‘O garoto’ | ‘The Kid’, dirigido e estrelado por Charlie Chaplin. A sensível comédia “O Garoto” é o primeiro longa-metragem mudo do diretor. Uma das cenas mais tocantes da produção ocorre quando o vagabundo tenta impedir dois agentes de levarem o menino, já que o personagem Carlitos não é seu tutor legal. A trilha sonora do filme foi composta somente em 1971, pelo próprio Charles Chaplin, e inserida em uma nova versão do longa. Lançado no Brasil em 6 de maio de 1921 | ARAÚJO, Inácio. Centenário, ‘O Garoto’ prova que Carlitos é estrela de Chaplin. in: Folha de S. Paulo, 14.1.2021. Disponível no link. (acessado em 14.1.2021).

Imprensa
19 de fevereiro (1921) – Fundação do jornal Folha de S. Paulo, em São Paulo.

Arquitetura 

26 de Janeiro (1921) –  Fundação do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB.

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OUTRAS DATAS E CELEBRAÇÕES IMPORTANTES NAS ARTES EM 2021

BICENTENÁRIOS EM 2021

200 anos de nascimento

9 de abril – Charles Baudelaire (1821-1867) – poeta francês

30 de agosto – Anita Garibaldi (1821-1849) – revolucionária, conhecida por seu envolvimento direto na Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul e no processo de unificação da Itália. É conhecida como a “Heroína dos Dois Mundos”.

1 de novembro – Victor Frond (1821-1881) – fotógrafo francês. Possuía um estúdio no Rio de Janeiro entre 1858 e 1862. É o primeiro fotógrafo aqui instalado a conceber um projeto de longo fôlego, destinado a documentar a terra brasileira até a mais remota província. Informações: Brasiliana Iconográfica.

11 de novembro – Fiódor Dostoiévski (1821-1881) – escritor russo

12 de dezembro – Gustave Flaubert (1821-1880) – escritor francês

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200 anos de saudades (morte)

23 de fevereiro – John Keats (1795-1821) – poeta britânico

5 de maio – Napoleão Bonaparte (1769-1821) – militar, líder político e imperador francês

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180 ANOS EM 2021

180 anos de nascimento

14 de janeiro – Berthe Morisot (1841-1895) – pintora impressionista francesa

25 de fevereiro – Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) – pintor impressionista francês

21 de julho – Salvador de Mendonça (1841-1913) – jornalista, advogado, diplomata, romancista, ensaísta, poeta, teatrólogo e tradutor brasileiro. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras – ABL e um dos idealizadores do Movimento Republicano no Brasil.

17 de Agosto – Fagundes Varella (1841-1875) – poeta e patrono da Academia Brasileira de Letra – ABL.

8 de setembro – Antonín Dvořák (1841-1904) – músico checo

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150 ANOS EM 2021

150 anos de nascimento

5 de março – Rosa Luxemburgo (1871-1919) – filósofa e economista marxista polaco-alemã

10 de julho – Marcel Proust (1871-1922) – escritor e crítico francês

26 de outubro – Guillermo Kahlo (1871-1941) – fotógrafo mexicano, nascido na Alemanha, pai da artista Frida Kahlo.

30 de outubro – Paul Valéry (1871-1945) – filósofo, poeta, ensaísta e escritor francês

13 de dezembro – Emily Carr (1871-1945) – pintora e escritora canadense. Seu trabalho foi profundamente inspirado pelos povos indígenas da Costa Noroeste do Pacífico, Canadá.

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150 anos de saudades (morte)

6 de julho – Castro Alves (1847-1871) – poeta brasileiro

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150 anos – fatos e obras 

História/ escravidão

28 de setembro (1871) – é assinada e promulgada a Lei do Ventre Livre, pela qual todos os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir de então, foram considerados livres.

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140 ANOS EM 2021

140 anos de nascimento

25 de março – Béla Bartók (1881-1945) – compositor húngaro

6 de abril – Goulart de Andrade / ‘José Maria Goulart de Andrade’ (1881-1936) – escritor brasileiro. Imortal da Academia Brasileira de Letras – ABL.

23 de junho – Lima Barreto (1881-1922) – jornalista e escritor brasileiro

5 de agosto – João do Rio (1881-1921) – jornalista, cronista, tradutor e dramaturgo brasileiro

25 de outubro – Pablo Picasso (1881-1973) – pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo espanhol. Dentre as suas obras mais famosas estão os quadros cubistas As Meninas D’Avignon, de 1907 e Guernica, pintado em 1937. Ao longo de sua vida, excepcionalmente longa, o pintor marcou a história das artes.

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140 anos de saudades (morte)

28 de março – Modest Mussorgsky (1835-1881) – compositor russo

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140 anos – fatos e obras 

Literatura / Livros

1881 – publicado o livro “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. É considerada uma das principais obras do autor. Foi desenvolvido, entre março a dezembro de 1880, como folhetim para a Revista Brasileira e editado no ano seguinte como livro pela então Tipografia Nacional. A 1ª edição está disponível na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin – USP, nesse link. (acessado em 4.1.2021).

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130 ANOS EM 2021

130 anos de nascimento

15 de janeiro – Osip Mandelstam (1891-1938) – poeta e tradutor russo

27 de abril – Sergei Prokofiev (1891-1953) – compositor russo

9 de junho – Cole Porter (1891-1964) – compositor jazz norte-americano

130 anos de saudades (morte)

11 de setembro – Antero de Quental (1842-1891) – escritor português

10 de novembro – Arthur Rimbaud (1854-1891) – poeta francês

130 anos – fatos e obras 

Literatura / Livros

1891 – publicado o livro “Quincas Borba”, de Machado de Assis, pela editora Garnier. A 1ª edição está disponível na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin – USP. nesse link. (acessado em 4.1.2021).

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120 ANOS EM 2021

120 anos de nascimento

7 de fevereiro  Clementina de Jesus (1901-1987) – cantora e compositora brasileira
15 de abril – Abgar Renault (1901-1995) – educador, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro
13 de maio – Murilo Mendes (1901-1975) – poeta brasileiro
18 de junho – Paulo da Portela (1901-1949) – sambista, cantor, compositor brasileiro
7 de julho – Vittorio De Sica (1901-1974) cineasta italiano
3 de julho – José Lins do Rego (1901-1957) – escritor brasileiro
3 de agosto – Hilda Campofiorito (1901-1997) – pintora, desenhista, ceramista, tapeceira e designer de joias brasileira
4 de agosto – Louis Armstrong (1901-1971) cantor e instrumentista de jazz norte-americano
20 de agosto – Salvatore Quasimodo (1901-1968) – poeta italiano. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1959.
25 de setembro – Robert Bresson (1901-1999) – cineasta francês
7 de novembro – Cecília Meireles (1901-1964) – poeta, cronista e educadora brasileira
5 de dezembro – Walt Disney (1901-1966) – produtor cinematográfico, cineasta, diretor, roteirista e animador norte-americano. Cofundador da The Walt Disney Company.
8 de dezembro – Luís Jardim (1901-1987) – escritor e pintor brasileiro
17 de setembro – José Régio (1901-1969) – escritor e dramaturgo português
27 de dezembro – Marlene Dietrich (1901-1992) – cantora e atriz alemã

120 anos de saudades (morte)

27 de janeiro – Giuseppe Verdi (1813-1901) – compositor de óperas italiano

7 de fevereiro – Auta de Souza (1876-1901) – poeta brasileira

120 anos – fatos e obras

Literatura

1901 – publicado o livro Os Buddenbrooks, de Thomas Mann
1901 – publicado o livro “Kim”, de Rudyard Kipling
1901 – publicado o livro “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queiroz
1901 – publicado o livro “Poesias completas”, de Machado de Assis

Nobel

1901 – O primeiro Nobel de Literatura foi concedido ao poeta francês Sully Prudhomme (1839-1907)

Teatro

1901 – publicado o livro “As três irmãs”, de Anton Chekhov

Editora

1901 – Fundação da editora Vozes em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro

Aviação

19 de outubro (1901) – Santos Dumont (1873-1932) dá a volta na Torre Eiffel. Partindo do parque de Saint-Cloud, onde se situava sua garagem-oficina e sede do Aeroclube da França, pilotando o dirigível nº 6, com 33 m de comprimento e 622 m³, circunavegou a Torre Eiffel e retornou ao ponto de partida em 29min30s, ganhando o prêmio Deutsch (de Henry Deutsch de la Meurthe, um magnata do petróleo), no valor de 100 mil francos. De fato, o dirigível atestava o domínio do homem sobre os elementos da natureza, a independência frente aos ventos e às correntes de ar, da mesma forma que a máquina a vapor tornara os navios mais livres dos maus humores da natureza. “[…] A multidão anoitecia e amanhecia-lhe à porta, para vê-lo apenas um instante, entrar ou sair, entre aclamações ensurdecedoras. Por vezes interrompiam-lhe o sono, altas horas; queriam vê-lo, palpá-lo, ouvi-lo e era forçoso aquiescer, levantar-se, abrir as janelas, sofrer a glória… Os espetáculos interrompiam–se à sua chegada; as orquestras estacavam, congestionava-se o transito à sua passagem. Foi caricaturado, biografado, pintado, esculpido, endeusado, anedotizado, criado por todas as penas, todos os lápis, todos os buris… E para completar o documentário humano de seu triunfo absoluto foi ridicularizado e negado por muitos, até por sócios do Aero-clube de França, tímidos competidores, gênios incompreendidos aeronautas de salão…”  (KARSAN, Paul. A conquista dos ares. Porto Alegre: Globo, 1963, p. 110).

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115 ANOS EM 2021 

115 anos de nascimento

27 de janeiro – Radamés Gnattali (1906-1988) – compositor, arranjador, regente e pianista brasileiro

25 de fevereiro – Arnaldo Ferrari (1906-1974) – pintor, desenhista, professor brasileiro

18 de abril – Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) – poeta brasileiro

28 de abril – Ado Malagoli (1906-1994) – pintor, professor e restaurador  brasileiro

17 de junho – Aldo Bonadei (1906-1974) – pintor brasileiro

23 de junho – Lima Barreto (1906-1982) – cineasta brasileiro. Seu filme ‘O Cangaceiro‘, estreado mundialmente em 20 de janeiro de 1953, foi o primeiro longa-metragem brasileiro a alcançar prestígio internacional. Exibido em mais de 80 países, a obra conquistou importantes vitórias, entre elas, o prêmio criado pelo Festival de Cannes de “Melhor filme de aventura”, na sexta edição do festival, ocorrida entre os dias 15 e 29 de abril de 1953. Informações: Cinemateca Brasileira (acessado em 4.1.2021).

30 de julho – Mario Quintana (1906-1994) – poeta brasileiro

5 de outubro – Cyro dos Anjos (1906-1994) – jornalista, professor, cronista, romancista, ensaísta e memorialista brasileiro. Imortal da Academia Brasileira de Letras – ABL.

? – Carlos Leão (1906-1983) – arquiteto, pintor, aquarelista e desenhista brasileiro

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100 ANOS EM 2021

110 anos de nascimento

7 de fevereiro – Carybé [Héctor Julio Páride Bernabó]. (1911-1997) – desenhista e pintor argentino

8 de fevereiro – Elizabeth Bishop (1911-1979) – poeta norte-americana

15 de março – Afrânio Coutinho (1911-2000) – educador e escritor brasileiro

19 de março – Assis Valente (1911-1958) – compositor brasileiro

6 de maio – Lucy Citti Ferreira (1911-2008) – pintora e desenhista brasileira

24 de junho – Ernesto Sabato (1911-2011) escritor e ensaísta argentino

24 de julho – Elisa Lispector (1911-1989) – escritora brasileira

29 de outubro – Nelson Cavaquinho (1911-1986) – compositor e cavaquinista brasileiro

26 de novembro – Mário Lago (1911-2002) – ator brasileiro

3 de dezembro – Nino Rota (1911-1979) compositor italiano

110 anos de saudades (morte)

18 de maio – Gustav Mahler (1840-1911) – compositor austríaco

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90 ANOS EM 2021

90 anos de nascimento

19 de janeiro – Ítalo Rossi (1931-2011) – ator brasileiro

20 de janeiro – Mãe Beata de Iemanjá / ‘Beatriz Moreira Costa’ (1931-2017) – mãe-de-santo, escritora e artesã brasileira

10 de fevereiro – Cauby Peixoto (1931-2016) – cantor brasileiro

14 de fevereiro – Augusto de Campos (1931) – poeta, tradutor e ensaísta brasileiro

16 de fevereiro – Maureen Bisilliat (1931) – fotógrafa nascida na Inglaterra e naturalizada brasileira

18 de fevereiro – Toni Morrison (1931-2019) – escritora, editora e professora norte-americana

2 de março – Ruth Rocha (1931) – escritora brasileira de livros infantis

16 de março – Augusto Boal (1931-2009) – ensaísta, dramaturgo, diretor e teórico de teatro brasileiro

5 de abril – Genival Lacerda (1931-1921) – cantor e compositor brasileiro

12 de abril – Chico Anysio (1931-2012) – humorista, ator, dublador, escritor, compositor e pintor brasileiro

17 de abril – Benedito Ruy Barbosa (1931) –  autor de telenovelas, escritor, dramaturgo, jornalista e publicitário brasileiro

28 de abril – Nair Bello (1931-2007) – atriz e humorista brasileira

8 de maio – Adelaide Chiozzo (1931-2020) – atriz e cantora brasileira

12 de maio – Alberto da Costa e Silva (1931) – diplomata, poeta, ensaísta, memorialista e historiador brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras – ABL.

1 de junho – Zuenir Ventura (1931) – jornalista e escritor brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras – ABL.

10 de junho – João Gilberto (1931-2019) – músico e compositor brasileiro

13 de junho – Moysés Baumstein (1931-1991) – artista visual, escritor, sociólogo, economista e editor brasileiro

18 de junho – Fernando Henrique Cardoso ‘FHC’ (1931) – sociólogo, escritor e político brasileiro. Presidente da República Federativa do Brasil entre 1 de janeiro de 1995 a 1 de janeiro de 2003. Membro da Academia Brasileira de Letras – ABL.

12 de julho – Lafayette Galvão (1931-2019) – ator, dublador, escritor e roteirista brasileiro

22 de agosto – Ruy Guerra (1931) – cineasta, dramaturgo, poeta e compositor brasileiro

27 de agosto – Luiz Chaves (1931-2007) – contrabaixista brasileiro. Membro fundador do Zimbo Trio.

19 de outubro – Rubens de Falco (1931-2008) – ator e dramaturgo brasileiro

28 de outubro – Myriam Muniz (1931-2004) – atriz, professora de teatro e diretora brasileira

19 de novembro – Fábio Sabag (1931-2008) – ator, diretor e produtor brasileiro de teatro, cinema e televisão. Com quase 60 anos de carreira, Sabag fez quase sete mil participações em produções artísticas.

5 de dezembro – Silvinho / ‘Silvio Lima’ (1931-2019) – cantor brasileiro

21 de dezembro – Ivan Cândido (1931-2016) – ator brasileiro

28 de dezembro – Guy Debord (1931-1994) – escritor francês. ‘A sociedade do espetáculo‘ é a obra mais conhecida do autor.

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90 anos de saudades (morte)

26 de janeiro – Graça Aranha (1868-1931) – escritor e diplomata brasileiro. Imortal da Academia Brasileira de Letras – ABL.

10 de abril – Khalil Gibran (1883-1931) – ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor libanês-americano. ‘O profeta’ é a obra mais conhecida do autor.

16 de novembro – Francisca Praguer Fróes (1872-1931) – médica e feminista brasileira. Foi uma das primeiras mulheres formadas em medicina no Brasil e também a defender os direitos femininos. Em suas palavras: “Eu sou feminista por convicção e por herança”.

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90 anos – fatos e obras 

Cinema

17 de maio (1931) – lançado o filme Limite‘ , dirigido por Mário Peixoto. A primeira exibição ocorre no cinema Capitólio, na Cinelândia – cidade do Rio de Janeiro

Monumentos

12 de outubro (1931) – inaugurada a Estátua do Cristo Redentor, na cidade do Rio de Janeiro.

Carnaval

31 de dezembro (1931) – fundado o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

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80 ANOS EM 2021

80 anos de nascimento

9 de janeiro – Joan Baez (1941) – cantora, compositora e ativista norte-americana

17 de janeiro – Jorge Mautner (1941)  – cantor, compositor, violinista e escritor brasileiro

21 de janeiro – Plácido Domingo (1941) – maestro e tenor espanhol

23 de janeiro – João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) – escritor brasileiro. Imortal da Academia Brasileira de Letras – ABL.

3 de fevereiro – Sérgio Bittencourt (1941-1979) – cantor, compositor e jornalista brasileiro

11 de fevereiro – Sérgio Mendes (1941) – pianista, arranjador e compositor brasileiro

12 de fevereiro – Dominguinhos (1941-2014) – instrumentista, cantor e compositor brasileiro

19 de  fevereiro – Capinan  ‘José Carlos Capinan’ (1941) –  letrista, poeta, escritor, jornalista, publicitário, médico brasileiro

8 de março – Neusa Borges (1941) – atriz brasileira

15 de março – Içami Tiba (1941-2015) – médico, escritor e apresentador brasileiro

16 de março – Bernardo Bertolucci (1941-2018) – cineasta e roteirista italiano

7 de abril – Mussum / ‘Antônio Carlos’ (1941-1994) – músico, ator e comediante brasileiro

19 de abril – Roberto Carlos (1941) – cantor e compositor brasileiro

22 de abril – José Guilherme Merquior (1941-1991) – crítico literário, ensaísta, diplomata, sociólogo e cientista político brasileiro

22 de abril – Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010) – escritor, cineasta e antropólogo angolano

25 de abril – Umberto Magnani (1941-2016) – ator e produtor brasileiro

29 de abril – Nana Caymmi (1941) – cantora e compositora brasileira

8 de maio – Betty Faria (1941) – atriz brasileira

8 de maio – Aderbal Freire Filho (1941) – diretor teatral, ator e apresentador de televisão brasileiro

24 de maio – Bob Dylan (1941) – cantor e compositor norte-americano

24 de maio – Walther Negrão (1941) – escritor, dramaturgo, roteirista e autor de telenovelas brasileiro

5 de junho – Erasmo Carlos (1941) – cantor, compositor, instrumentista e escritor brasileiro

12 de junho – Chick Corea (1941) – pianista e compositor norte-americano

1 de julho – Robertinho Silva (1941) – baterista, percussionista e compositor brasileiro

13 de julho – Affonso Beato (1941) –  diretor de fotografia brasileiro

19 de julho – Oscar Araripe (1941) – escritor e pintor brasileiro

20 de julho – Maria Lúcia Dahl (1941) – atriz, roteirista, escritora e colunista brasileira

30 de julho – Rosinha de Valença (1941-2004) – violonista, cantora e compositora brasileira

1 de agosto – Ney Matogrosso (1941) – cantor, compositor, dançarino e ator brasileiro

4 de agosto – Dominguinhos do Estácio (1941)  – sambista e compositor brasileiro

5 de agosto – Airto Moreira (1941) – baterista, percussionista e compositor brasileiro

27 de agosto – Cesária Évora (1941-2011) – cantora cabo-verdiana

30 de agosto – Nelson Xavier (1941-2017) – ator, crítico de teatro e diretor brasileiro

18 de outubro – Mestre Eziquiel ‘Velho Zica’ (1941-1997) – capoeirista e compositor brasileiro. Fundador do Grupo Luanda

21 de setembro – Roberto Szidon (1941-2011) – pianista brasileiro

29 de outubro – Pepetela (1941) – escritor angolano

1 de novembro – Teuda Bara (1941) – atriz brasileira. Uma das fundadoras do Grupo Galpão.

12 de novembro – João Nogueira (1941-2000) – cantor e compositor brasileiro

12 de novembro – Cida Moreira (1941) – atriz e cantora brasileira

28 de novembro – Benito di Paula (1941) – cantor, compositor e pianista brasileiro

24 de dezembro – Ana Maria Machado (1941) – escritora, jornalista e professora brasileira. Membra da Academia Brasileira de Letras – ABL.

27 de dezembro – Francarlos Reis (1941-2009) – ator e diretor de teatro brasileiro

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80 anos saudades (morte)

13 de Janeiro – James Joyce (1882-1941) – escritor irlandês

8 de março – Sherwood Anderson (1876-1941) – escritor norte-americano

28 de março – Virginia Woolf (1882-1941) – escritora britânica

14 de abril – Guillermo Kahlo (1871-1941) – fotógrafo mexicano. Nascido na Alemanha e pai da artista Frida Kahlo – artista mexicana.

17 de maio – Leite de Vasconcelos (1858-1941) – filólogo, etnógrafo e arqueólogo português

31 de maio – Rodolfo Amoedo (1857-1941) –  pintor, desenhista e professor brasileiro

7 de Agosto – Rabindranath Tagore (1861-1941) – escritor, poeta e músico indiano

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80 anos – fatos e obras 

Fatos

20 de março –  O escritor brasileiro Monteiro Lobato é preso por criticar as torturas praticadas pelo Estado Novo, em 1941. Ele cumpriria 3 meses dos 6 a que fora condenado.

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75 ANOS EM 2021

75 anos de nascimento 

22 de janeiro – Alice Ruiz (1946) – poeta, letrista, tradutora e publicitária brasileira

7 de fevereiro – Héctor Babenco (1946-2016) – cineasta argentino naturalizado brasileiro

5 de maio – Beth Carvalho (1946-2019) – cantora, compositora e instrumentista brasileira. Considerada a Madrinha do Samba.

25 de maio – Rubens Jardim (1946) – jornalista e poeta brasileiro

18 de junho  Maria Bethânia (1946) – cantora e compositora brasileira

1 de julho – Alceu Valença (1946) – cantor e compositor brasileiro

12 de julho – Almir Guineto (1946-2017) –  sambista e compositor brasileiro

13 de julho – João Bosco (1946) – cantor, violonista e compositor brasileiro

7 de agosto – Vicente Franz Cecim (1946) – escritor brasileiro

26 de outubro – Belchior (1946-2017) – cantor e compositor brasileiro

2 de novembro – Marieta Severo (1946) – atriz brasileira

3 de dezembro – Cristovão Bastos (1946) – pianista, arranjador e compositor brasileiro

6 de dezembro – Emílio Santiago (1946-2013) – cantor brasileiro

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75 anos saudades (morte)

10 de Maio – Catulo da Paixão Cearense (1893-1946) – compositor, músico e escritor brasileiro

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75 anos – fatos e obras 

Literatura / Livros

abril (1946) – publicado o livro Sagarana, de João Guimarães Rosa, seu livro de estreia, um marco da nossa literatura. A primeira edição foi publicada pela Editora Universal.

1946 – Hermann Hesse (1877-1962) – escritor e pintor alemão, recebe dois prêmios: o Prêmio Goethe e o Nobel de Literatura, este último “por seus escritos inspirados que, enquanto crescem em audácia e penetração, exemplificam os ideais humanitários clássicos e as altas qualidades de estilo”.

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70 ANOS EM 2021

70 anos de nascimento

7 de janeiro – Luiz Melodia (1951-2017) – cantor, compositor e violonista brasileiro

9 de abril – Sérgio Rezende (1951) – cineasta brasileiro

29 de abril – Vinícius Cantuária (1951) – cantor, compositor e instrumentista brasileiro  

24 de maio – Chacal / ‘Ricardo de Carvalho Duarte’ (1951) – poeta, compositor e produtor cultural brasileiro

10 de junho – Laerte Coutinho (1951) – cartunista brasileiro

13 de agosto – Beto Guedes (1951) – cantor, compositor e instrumentista brasileiro

17 de agosto – Elba Ramalho (1951) – cantora e atriz brasileira

19 de agosto – Ana Miranda (1951) –  escritora e atriz brasileira

26 de setembro – Eduardo Tornaghi (1951) – ator e agitador cultural brasileiro

8 de novembro – Nilson Chaves (1951) – violonista, cantor e compositor brasileiro

26 de novembro – Dalmo Medeiros (1951) –  jornalista, compositor e cantor brasileiro

29 de novembro – Eliete Negreiros (1951) – cantora brasileira

1 de dezembro – Walcyr Carrasco (1951) – novelista, escritor, jornalista, dramaturgo e autor de telenovelas brasileiro

10 de dezembro – Hamilton Vaz Pereira (1951) – diretor, autor, ator, compositor e diretor musical brasileiro

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70 anos de saudade (morte)

28 de março – Oliveira Viana (1883-1951) – historiador e jurista brasileiro

15 de agosto  –  Zaíra de Oliveira (1900 -1951) – cantora, compositora e soprano brasileira

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70 anos – fatos e obras 

Literatura / Livros

abril (1951) – publicada a obra-prima “Bestiário”, do escritor argentino Júlio Cortázar. O livro traz uma coletânea de 8 histórias que falam de objetos e acontecimentos cotidianos.

julho (1951) – publicada a obra “O apanhador no campo de centeio / The catcher in the rye’, do escritor J. D. Salinger, um clássico da literatura americana. A saga de Holden Caulfield inspirou uma geração de jovens da era anterior ao rock.

Música/discografia

janeiro (1951) – É lançado comercialmente no Brasil o primeiro LP de 10 polegadas pela gravadora Sinter, através do selo Capitol Records. O LP “Carnaval” uma coletânea de marchinhas interpretadas por Geraldo Pereira, Oscarito, Heleninha Costa, Irmãs Meireles, Os Cariocas, Neusa Maria, Marion e Cesar Alencar / Repertório: ‘Ela’ (Arnaldo Passos e Osvaldo Lobo); Marcha do Neném (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti); Vida Vazia (Arlindo Borges/Paulo Marques); Morena de Copacabana (Claribalte Passos); Meu maior amor (Ismael Netto, Fernando Martins e Victor Rimon); Tamanduá (Evaldo Ruy e Max Nunes); Cuba libre (César Siqueira e César Ladeira) e Arrependimento (Roberto Faissal e Domicio Costa). A Sinter é a primeira gravadora a prensar e distribuir comercialmente um disco de vinil no Brasil.

Teatro

28 de outubro (1951) – Fundado o Teatro O Tablado. Um grupo de artistas, intelectuais e sonhadores, capitaneados por uma jovem bandeirante mineira chamada Maria Clara Machado, fundou O Tablado.

Artes

70 anos da Bienal Internacional de Arte de São PauloA Bienal Internacional de São Paulo criada, em 1951, pelo empresário Francisco Matarazzo Sobrinho (1892-1977) – conhecido por Ciccillo Matarazzo -, é a primeira exposição de arte moderna de grande porte realizada fora dos centros culturais europeus e norte-americanos. A 1ª Bienal traz ao Brasil, pela primeira vez, obras de Pablo Picasso (1881- 973), Alberto Giacometti (1901-1966), René Magritte (1898-1967), George Grosz (1893-1959) etc., além de apresentar a produção brasileira de Lasar Segall (1891-1957), Victor Brecheret (1894-1955), Oswaldo Goeldi (1895-1961), entre outros. Fonte/informações adicionais: Enciclopédia Itaú Cultural / site oficial da 1ª Bienal.

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65 ANOS EM 2021

65 anos – fatos e obras

Literatura / Livros

maio (1956) – publicada a obra-prima Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, com a qual o autor obtém a consagração definitiva na literatura universal. A 1ª edição foi publicada pela Livraria José Olympio Editora, com ilustrações de Poty.

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50 ANOS EM 2021

50 anos de saudade (morte)

10 de janeiro – Coco Chanel (1883-1971) – estilista francesa

6 de abril – Ígor Stravinski (1882-1971) – compositor russo

3 de julho – Jim Morrison (1943-1971) cantor, compositor e poeta

6 de julho – Louis Armstrong (1901-1971) cantor e instrumentista norte-americano

12 de outubro – Glauce Rocha (1930-1971) – atriz brasileira

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50 anos – fatos e obras

Literatura / Livros

1971 – Pablo Neruda (1904-1973) – o escritor chileno recebe o Nobel de Literatura.

1971 – publicado o livro ‘Felicidade clandestina’de Clarice Lispector (1920-1977), pela editora Sabiá, no Rio de Janeiro.

Música/Discografia

1971 – em dezembro, David Bowie lançou seu 4º álbum “Hunky Dory”, pelo selo RCA. A Time o escolheu como parte da sua lista de “100 melhores álbuns de todos os tempos” de janeiro de 2010.

1971 – em setembro, John Lennon lançou o álbum “Imagine“, pelo selo Apple. Gravado e lançado em 1971, atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos e Inglaterra. Foi produzido por Phil Spector em conjunto com John Lennon e Yoko Ono. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

1971 – Wilson Simonal lançou o álbum “Joia, Joia”, pelo selo EMI-Odeon.

1971 – Clara Nunes lançou o álbum homônimo pelo selo Odeon Records. No disco exalta as matrizes afro-brasileiras e o samba. É o 4º disco da carreira, produzido por Aldezon Alves e direção musical de Lindolfo Gaya.

1971 – Elis Regina lançou o álbum “Ela“, pelo selo Philips Records. Direção de produção de Nelson Motta; direção de estúdio: Roberto Menescal e arranjos: Chiquinho de Moraes.

1971 – Paulinho da Viola lançou dois álbuns homônimos, pelo selo Odeon, ambos produzidos por Milton Miranda.

1971 – Candeia lançou o  álbum “Raiz” pela gravadora Equipe. Relançado cinco anos depois, pelo selo Padrão, com o nome de “Filosofia do Samba”.

1971 – Caetano lançou o LP autointitulado “Caetano Veloso”, pelo selo Philips. É o primeiro álbum do artista a vir a público durante seu exílio. Caetano vivia há dois anos em Londres após ser expulso do Brasil pela ditadura militar.

1971 – Chico Buarque lançou o LP “Construção”. Phonogram/Philips (1971). Composto entre o exílio e o retorno ao Brasil, traz diversas críticas a ditadura militar. Um dos trabalhos mais importantes e aclamados do artista. Direção de produção e direção de estúdio: Roberto Menescal; direção musical: Magro; participação especial: Tom Jobim, Paulinho Jobim e MPB4.

1971 – em abril, Nina Simone lançou seu 13º álbum “Here Comes the Sun”, pelo selo RCA.

1971 – em janeiro é lançado o álbum “Pearl” de Janis Joplin e Full Tilt Boogie Band (Columbia Records). É o último disco de estúdio de Janis Joplin, lançado de forma póstuma.

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40 ANOS EM 2021

40 anos de saudade (morte)

19 de fevereiro – Osvaldo Orico (1900-1981) – escritor brasileiro

11 de maio – Bob Marley – (1945-1981) – cantor e compositor jamaicano

10 de junho – Nair de Tefé (1886-1981) – cartunista brasileira

13 de junho – Amácio Mazzaropi (1912-1981) – ator e cineasta brasileiro

18 de agosto – Carolina Nabuco (1890-1981) – escritora brasileira

22 de agosto – Glauber Rocha (1939-1981) – cineasta brasileiro

12 de setembro – Eugenio Montale (1896-1981) – escritor italiano

13 de novembro – Mestre Pastinha (1899-1981) – criador da capoeira Angola brasileiro

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40 anos – fatos e obras 

Cinema

1981 – Lançamento do filme “Eles não usam black-tie“, dirigido por Leon Hirszman, baseado em uma peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri, que, no filme, interpreta o líder sindical Otávio. O filme conquistou vários prêmios, com destaque para o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1981.

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30 ANOS EM 2021

30 anos de saudade (morte)

29 de abril – Gonzaguinha (1945-1991) – cantor e compositor brasileiro

15 de abril – Dante Milano (1899-1991) – poeta brasileiro

9 de junho – Claudio Arrau (1903-1991) – poeta brasileiro

28 de setembro – Miles Davis (1926-1991) – compositor e trompetista norte-americano

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20 ANOS EM 2021

20 anos de saudade (morte)

12 de janeiro – Luís Bonfá (1966 -2001) – cantor e compositor brasileiro

20 de janeiro – Nico Assumpção (1954-2001) – contrabaixista brasileiro

6 de março – Mário Covas (1930-2001) – engenheiro e político brasileiro

28 de abril – Carlos Scliar (1920-2001) – desenhista, gravurista e pintor brasileiro

30 de abril – Maria Clara Machado (1921-2001) – escritora e dramaturga brasileiro

24 de junho – Milton Santos (1926-2001) – geógrafo, escritor e professor universitário brasileiro

10 de agosto – Jorge Amado (1912-2001) – escritor brasileiro

19 de setembro – Cláudio Mamberti (1940-2001) – escritora e dramaturga brasileiro

26 de setembro – Walter Avancini (1935-2001) – escritor, autor e diretor de telenovelas e minisséries brasileiro

9 de outubro – Roberto Campos (1917-2001) – economista, diplomata e político brasileiro

29 de dezembro – Cássia Eller (1962-2001) – cantora, compositora e multi-instrumentista brasileira

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10 ANOS EM 2021

10 anos de saudade (morte)

17 de dezembro – Cesária Évora (1941-2011) – cantora cabo-verdiana
17 de dezembro – Joãosinho Trinta (1933-2011) – carnavalesco brasileiro
17 de dezembro – Sérgio Britto (1923-2011) – ator, diretor teatral e roteirista brasileiro

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10 anos – fatos e obras 

janeiro (2011) – Nosso Site Templo Cultural Delfos completa uma década.

“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino contínuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo.”

– Paulo Freire, em “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa”. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

Como citar:

FENSKE, Elfi Kürten. Centenários de 2021 e outras efemérides: personalidades, fatos e obras. in: Templo Cultural Delfos, março/2021. Disponível no link. (acessado em …/…/…)

© Pesquisa, seleção, edição e organização: Elfi Kürten Fenske

 

Fonte: elfikurten.com.br

“UM LIVRO ME MOSTROU QUE ERA POSSÍVEL OCUPAR A CASA GRANDE”

Empresária do grupo Racionais MCs, Eliane Dias relata o impacto em sua vida do primeiro livro de Carolina de Jesus

Por: Eliane Dias
Via: Folha Piaui

Aempresária Eliane Dias tinha 9 anos quando encontrou no lixo um exemplar do livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, da escritora Carolina Maria de Jesus. Moradora de favela e filha de mãe solteira, a menina perguntou quem poderia ajudá-la a entender as palavras. Disseram que quem entendia as palavras eram os advogados. Estudou, tornou-se advogada e ativista na luta pelos direitos das mulheres, contra o racismo e a homofobia. 

Quarto de Despejo marcou gerações – entre elas, a de Eliane Dias. Empresária do grupo Racionais MCs, da carreira solo de seu marido, o rapper Mano Brown, e de outros artistas como Liniker, ela conta neste depoimento como o livro transformou sua vida:

(Em depoimento a Lia Hama)

 

Se hoje sou uma advogada, empreendedora, ativista e mãe de dois filhos que entraram na universidade, tudo começou com Carolina de Jesus. Ela deu um norte à minha vida. Em meados de 1977, eu era uma menina prestes a completar 9 anos que morava num barraco de madeira numa favela (hoje comunidade) no Parque Santa Amélia, Zona Sul de São Paulo. Minha mãe trabalhava como empregada doméstica e dormia no trabalho. Era mãe solteira e pagava um casal, Seu Juca e Dona Maria, para tomar conta de mim e das minhas irmãs. Às vezes saíamos com Seu Juca e sua carroça em busca de comida para os porcos que ele criava. Um dia, caminhando pela rua, brincando e segurando na carroça, vi um livro com a capa rasgada jogado no lixo. Era Quarto de Despejo.

Era comum as crianças da comunidade olharem o lixo, muitas vezes achávamos aquilo que não tínhamos em casa: um brinquedo, um chocolate, um enfeite. Havia uma fábrica na vizinhança que jogava fora um monte de chocolates. Não sei se os produtos estavam vencidos ou se os compradores não queriam mais. Mas a criançada subia naquele monte de doces e fazia uma farra. Às vezes eu ia também. Encontrar aquele livro, no entanto, foi melhor que comer doce: mostrou que é possível sair do quarto de despejo e ocupar a casa grande.

Aos quase 9 anos de idade eu ainda não havia aprendido a ler. Levei o livro para casa e perguntei a Dona Maria quem poderia me ajudar a entender as palavras. Ela, que também era analfabeta, respondeu: “Me disseram que quem entende as palavras são os advogados.” Naquele momento eu decidi: “Então quero ser advogada para entender as palavras.” Esse desejo ficou guardado dentro de mim por muitos anos. Naquele mesmo ano, comecei a ser alfabetizada na escola e nunca mais parei de estudar.

Fui uma adolescente bem chatinha. Na ânsia de querer entender as palavras, eu lia dicionários. Gostava de um linguajar rebuscado, usava sinônimos difíceis, que as pessoas não entendiam. Às vezes me confundia e usava palavras fora de contexto. Depois aquela fase passou e voltei a falar de um jeito que todo mundo entende, como Carolina de Jesus. E continuei focada em entender as palavras.

Fui trabalhar para pagar meus estudos. Aos 15 anos, embalava chicletes numa fábrica da Q-Refres-Ko de manhã, e, à tarde, fazia curso técnico de secretariado. Aos 16, fui empregada doméstica na casa de uma psicóloga que era namorada do cantor Toquinho, a Maria Alice. Ela me estimulou a ler livros e a ouvir discos do Caetano Veloso e do Chico Buarque. Com ela aprendi que a mulher pode ser livre e fazer o que quiser. Casei, tive filhos e retomei os planos de virar advogada. Fiz cursinho do Núcleo de Consciência Negra da USP, prestei vestibular, entrei na faculdade de direito, me formei e passei no concurso da Ordem dos Advogados do Brasil. O diploma abriu portas, fui coordenadora do SOS Racismo (grupo dentro da Assembleia Legislativa de São Paulo de combate ao racismo) e passei a atuar como empresária do show business.

Nesse momento difícil de pandemia que vivemos, aqueles que podem ficam em casa, trabalhando, cuidando da saúde e dos que estão à sua volta. Sobrevivemos como podemos. Vivemos um dia de cada vez, sem conseguir visualizar ao certo o que vem pela frente. Não temos um governo federal que nos acolha e vivemos o caos na saúde pública. Tem muita gente desempregada, passando necessidade, voltamos ao mapa da fome. Os catadores de papel estão aos montes pelas ruas. Não está fácil para ninguém, mas Carolina de Jesus me ensinou a ser persistente. Ela levou anos até conseguir publicar o livro. Foi fazendo as coisas do jeito dela, sem saber direito aonde aquelas anotações no diário a iriam levar. Passou fome, batalhou para dar comida e educação para os filhos e se manteve firme escrevendo. Seu sonho e sua escrita a levaram longe.

Hoje o livro baseado naquelas anotações sobre o dia a dia na favela é um best-seller traduzido para treze línguas e publicado em mais de quarenta países. Inspirou mulheres de diversas nacionalidades. Carolina acaba de receber o título de doutora honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Eu me apego à história dela e sei que as coisas vão melhorar. Não há mal que dure para sempre. A gente já passou por situações piores, enfrentamos uma ditadura militar que nos tirou liberdades fundamentais e matou muita gente. A persistência de Carolina de Jesus inspira a mim e a outras mulheres. Somos todas Carolinas.

 

Fonte: Folha de São Paulo (piaui)

Festival digital propõe maneiras de reinventar os espaços da cidade

A pandemia está reconfigurando as relações e modos de viver dentro de grandes centros urbanos. Se antes era no encontro presencial e na aglomeração que se davam as políticas do cotidiano, o Covid-19 obrigou as pessoas a criarem novas de se relacionar entre si e com os espaços públicos.

É para discutir a cidade como espaço de produção coletiva e humanitária que o Festival A Cidade Precisa de Você realiza sua sua terceira edição. Criado pelo instituto homônomo, o evento que acontece do dia 11 até 14 de março investiga e procura resignificar a relação entre o meio urbano e a população por meio de ações que ampliem o olhar para a cidade, os espaços públicos e suas manifestações culturais.

A programação gira em torno de três eixos: Patrimônio e Identidade; Resistências e Invisibilidades; Co-criação e Participação. São 27 atividades no total, entre saraus, oficinas, projeções mapeadas em espaços públicos da cidade, exibição de filmes e uma exposição virtual. Os realizadores das atividades são coletivos atuantes em São Paulo.

“Esses movimentos são responsáveis por tensionar sistemas, criando reflexões e nos provocando a construirmos juntos memórias de futuros possíveis. Acreditamos que a arte, em suas mais diversas formas e linguagens, está em profundo diálogo com o ambiente cotidiano, servindo como ferramenta no fortalecimento de lutas identitárias e imaginação de novos sistemas socioespaciais”, relatam as curadoras do evento.

Serviço

III Festival A Cidade Precisa De Você: Cultura, Memória e Pertencimento na Cidade

De 11 a 14 de março de 2020.
Programação completa no site https://www.acidadeprecisa.org/IIIfestival
https://www.facebook.com/acidadeprecisadevoce
@acidadeprecisadevoce
Grátis.

 

 

Fonte: Educação e Território 

Por: Redação

Resultado Edital Bolsa Social 2021

No dia 25/01/2021 a diretoria da ABGC divulgou a lista dos alunos inscritos que foram contemplados com uma bolsa integral para as novas turmas dos cursos de pós-graduação do Programa Intersaberes em convênio com a UCAM.

Parabéns, aos alunos contemplados!
Esperamos que esta oportunidade seja de grande valia para sua carreira profissional, potencializando também o projeto social no qual atua.

Os candidatos contemplados são:

 

MBA em Gestão e Produção Cultural:

– Erika da Silva
– Rômulo Vieira
– Gisele Ferreira

MBA em Gestão de Museus:

– Amanda Erthal

– Auricélia Mercês

– Marcele Oliveira

 

Duas candidatas a bolsa para esse curso ainda estão com suas documentação em analise.

 

URGENTE – *Pedido de Publicação da Medida Provisória de Prorrogação da Lei Aldir Blanc*

Se, *nas próximas 24 horas*, o governo federal não publicar uma *Medida Provisória prorrogando a Lei Aldir Blanc*, _centenas de milhões de reais serão devolvidos aos cofres do Governo Federal._
As informações que nos chegam é que a *MP já se encontra no Ministério da Economia.*
Nossa proposta de mobilização agora é que agente culturais de todo o Brasil postem, de forma cortês e pacífica, pedidos de publicação dessa MP nas redes sociais do Secretário Especial da Cultura Mário Frias e do Ministro do Turismo Gilson Machado.
O momento requer intensa mobilização, emergencial e amistosa.
*Mande mensagens como essa: Senhor Secretário/Ministro*: garanta a publicação urgente da MP que prorroga a Lei ALdir Blanc.
Será importante não apenas para a classe artística, mas para toda a cadeia produtiva e a sociedade como um todo. 2021 vai ser também um ano difícil .
_Instagram e Twitter do Secretário Especial da Cultura Mário Frias_
*Twitter*
@mfriasoficial
_Instagram e Twitter do Ministro Turismo Gilson Machado._
*É hora de acionarmos o máximo de pessoas para que mandem mensagem pedindo a publicação desta MP.*

Carta Aberta – Prorrogação Lei Aldir Blanc – ABGC

A Associação Brasileira de Gestão Cultural-ABGC enviou hoje Carta Aberta para 113 deputados, estaduais e federais, e vereadores do Estado do Rio de Janeiro, somando à iniciativa de inúmeros coletivos e instituições brasileiras que também manifestaram-se junto aos Poderes Legislativo e Executivo dos Estados e Municípios Brasileiros, com o pleito resultante de uma ampla mobilização do setor cultural, a fim de reivindicar a urgência na prorrogação do prazo de execução da Lei de Emergência Cultural Aldir.

Clique aqui para acessar a carta na íntegra.

Carta Aberta - Prorrogação Lei Aldir Blanc - ABGC.docx

 

 

Nota de Repúdio

A Associação Brasileira de Gestão Cultural – ABGC, vem a público manifestar-se em repúdio ao desmonte do setor cultural nas instituições federais de cultura do país, com mais esta nomeação politico-ideológica para ocupação de importante cargo técnico voltado à preservação do patrimônio brasileiro, na Diretoria do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, contrariando a tradição de isenção precípua para o exercício de sua missão institucional.