Dia dos Professores: TV Cultura exibe documentário “Paulo Freire, 100 anos” nesta sexta (15)

Filme produzido pelo departamento de jornalismo da emissora e apresentado pelo jornalista e diretor Leão Serva, vai ao ar a partir das 20h

Por: Redação UOL

Via: cultura.uol

Nesta sexta-feira (15), dia dos professores, a TV Cultura exibe o documentário “Paulo Freire, 100 anos”, em homenagem ao patrono da educação brasileira. O filme, produzido pelo departamento de jornalismo da emissora e apresentado pelo jornalista e diretor Leão Serva, vai ao ar a partir das 20h.

O livro “Pedagogia do Oprimido é um marco na obra de Paulo Freire, grande pensador brasileiro das ciências humanas e um dos mais reconhecidos em todo o planeta. Ele foi professor das universidades de Harvard, nos Estados UnidosCambridge, na Inglaterra, e teve mais de 40 títulos de doutor honoris causa em universidades como Oxford, também na Inglaterra, e Coimbra, em Portugal.

O filósofo Mario Sergio Cortella comenta os motivos pelos quais Paulo Freire é tão odiado pela direita e tão reconhecido por educadores em todo o mundo. “Há duas questões. Paulo Freire jamais seria contra que alguém contra ele fosse. Ele era um democrata. Acho que em alguns momentos ele até riria, mas levava muito a sério quem tinha argumentos contra ele”, explica.

O professor, filósofo e pedagogo Dermeval Saviani e o diretor de Educação de Jovens e Adultos do Colégio Santa Cruz, Fernando Frochtengarten, também comentam a repulsão de membros do governo federal atual ao educador.

Sérgio Haddad, autor de biografia de Paulo Freire, conta a trajetória do patrono brasileiro que nasceu em Pernambuco e chegou a passar fome. “Ele se formou em direito, mas não gostou e acabou indo para a educação, área em que já atuava”, explica.

Sobre o projeto de alfabetização de Paulo Freire em Angicos, cidade do Rio Grande do NorteMarcos Guerra, coordenador em Angicos, fala que “Paulo dizia que estamos numa estrutura de dominação, numa pedagogia do silêncio. O aluno ouve o que o professor manda e ele pratica o que o professor disse. Mas Angico revirou a coisa de cabeça para baixo”.

Paulo Freire foi preso pela ditadura militar por ser considerado subversivoperigosoinimigo do povo e de DeusSeu exílio de 16 anos começa pela Bolívia, em 1964, ano do golpe militar, e enriquece sua obra, fazendo o educador crescer para o mundo. No Chile, concebeu a teoria da pedagogia do oprimido e na Suíça, onde trabalhava para o Conselho Mundial de Igrejas, ganhou projeção mundial e participou também da alfabetização de populações pobres no continente Africano.

Com a anistia e o retorno ao Brasil,Paulo Freire continuou a produzir obras importantes como a “Pedagogia da Esperança. Ele voltou para a universidade como professor da PUC (Pontifícia Universidade Católica) e teve a experiência de ser Secretário Municipal de Educação da maior cidade da América do Sul. A chegada foi em 1980, um ano após a anistia que pôs fim aos anos de chumbo da ditadura militar.

O professor e ator Guilherme Terreri Lima Pereira, que interpreta a drag queen “Rita Von Hunty”, também participa da edição e comenta sobre o pensador: “A intervenção proposta por Paulo Freire é uma educação comprometida com a transformação do mundo”.

Por fim, o documentário traz um comentário do patrono da educação sobre sonhos. “Acho que não é possível existir humanamente sem sonhos, sem utopias. Sonhos enquanto projetos, enquanto programa, curiosidade, enquanto querer ser diferente”, comenta Paulo Freire.

Consequências da pandemia para os museus do mundo – 2020-2021 –

Por: EVE Museografia

O ano de 2020 abalou o mundo dos museus como nunca antes. Mais de 90% dos museus em todo o mundo tiveram que fechar suas portas pela primeira vez em sua história. Mesmo o momento histórico mais destrutivo e inseguro do século 20 na Europa, a Segunda Guerra Mundial, não prejudicou as instituições culturais tanto quanto o COVID-19. Em meio a alarmes de bombardeio e escassez de todos os tipos, palácios culturais como a National Gallery de Londres  continuaram a exibir obras de arte em seus corredores.

A pandemia teve impacto não apenas no aspecto financeiro das operações do museu – causando perdas dramáticas de receita e geração de recursos – mas também nas condições de trabalho e bem-estar mental de seus funcionários. Em suma, o ano de 2020 foi devastador do ponto de vista econômico e psicológico para o mundo dos museus e instituições culturais de todos os portes, que teve que enfrentar a mesma crise.

No entanto, toda crise traz uma janela de oportunidade e isso tem motivado os museus a evoluir e mudar. No ano passado houve um aumento no uso de tecnologia e um maior reconhecimento da necessidade de digitalização dentro do setor.

O fechamento de instituições culturais ao público impulsionou suas equipes a encontrar outras formas de interagir com ele. As instituições culturais passaram a participar ativamente por meio de plataformas digitais: redes sociais, transmissões ao vivo, exposições online, tours virtuais, videogames, webinars e podcasts. Muitos decidiram testar novos softwares digitais e canais inexplorados. Assim, houve uma melhoria nas competências digitais dos funcionários do museu, aumentando o seu corpo docente no trabalho remoto.

Depois de uma primeira onda de lançamento de ofertas digitais gratuitas, ao longo de 2020, os museus começaram a pensar em como o digital poderia trazer novas fontes de receita, quanto mais necessárias quanto mais fechadas.

“Museum Innovation Barometer” é um relatório que explica como o setor dos museus foi influenciado em 2020 em termos de desenvolvimento tecnológico e digital. Aqui está um resumo disso.

Resultados da pesquisa: uma visão geral de como os museus ao redor do mundo usam as novas tecnologias.

Museum Innovation Barometer é um esforço contínuo de pesquisa que visa revisar o status quo das novas tecnologias e inovações no mundo dos museus e prever tendências futuras. A edição de 2021 também analisará como a Covid influenciou a transformação digital dos museus.

De dezembro de 2020 a maio de 2021, foi distribuída uma pesquisa digital entre diretores de museus e centros de ciência e especialistas de diferentes departamentos dessas instituições (TI, marketing, comunicação e curadoria). O escopo da pesquisa é universal. No total, participaram 150 instituições culturais individuais e agrupadas, o que nos permite conhecer o funcionamento de cerca de 200 museus.

A pesquisa examina o papel das tecnologias e da digitalização antes e depois do surto da Covid, áreas de crescimento e planejamento estratégico para os próximos três anos nas áreas de experiência do visitante, infraestrutura digital, coleta de dados e geração de recursos econômicos.

A maioria das 45 questões era de múltipla escolha, o que permitiu coletar critérios-chave sobre museus e sua abordagem às novas tecnologias e transformação digital de forma sistemática e padronizada. Para questões que exigiam uma entrada mais detalhada (e em alguns casos criativa), um formato de escrita livre foi escolhido.

Museus pesquisados ​​por divisão geográfica, 2020.

Os museus que participaram da pesquisa vieram de 39 países: 27 da Europa (Albânia, Áustria, Bélgica, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Hungria, Islândia, Irlanda, Letônia, Lituânia, países Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Reino Unido), seis da América (Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, Estados Unidos e Uruguai), cinco da Ásia e Oceania ( Austrália, Japão, Nova Zelândia, Catar e Taiwan) e um da África (África do Sul).

Museus pesquisados ​​por tipo, 2020.

A maioria dos museus que responderam concentrava-se na arte (35%), o resto em outros temas: história (27%), multidisciplinar (20%), história natural (4%), ciência e tecnologia (9%) e outros (5 %).

Museus pesquisados ​​por perfis de visitantes, 2020.

Mais de 48% dos museus participantes têm um número anual de visitantes de até 100.000; 43% recebem entre 100.000 e um milhão; e 9% são museus de grande escala com mais de um milhão de visitantes por ano.

Museus pesquisados ​​por tipo de perfil legal, 2020.

68% são museus públicos, 28% são instituições privadas e 8% têm outro tipo de perfil jurídico.

Disponibilidade de um Departamento Digital / WiFi para visitantes.

72% dos museus que responderam à pesquisa oferecem WIFI aos visitantes.

Apenas metade dos entrevistados possui departamento de TI interno ou equipamento digital.

Encerramento do museu devido à Covid e à influência da digitalização.

A maioria dos entrevistados afirmou que seus museus tiveram que fechar por um período específico de tempo devido à pandemia. Em geral, ondas de fechamentos (março de 2020, outubro a novembro de 2020) e reaberturas (maio a julho de 2020, março a maio de 2021) tiveram que ser enfrentadas durante o último ano, dependendo da dinâmica das taxas de infecção dentro de cada país específico *. Entre os primeiros países a anunciar a reabertura na primavera de 2020 estão Holanda, Noruega, Polônia, Suíça, Áustria e Alemanha. Apenas em dois países, Bielo-Rússia e Suécia, os respectivos governos não decretaram quaisquer medidas gerais de fechamento, portanto os museus não foram forçados a fazê-lo. Na Suécia, os museus podiam decidir por si próprios se continuavam abertos ou não.

Em termos de digitalização, a pandemia acelerou a produção e o uso de conteúdo de vídeo e digital, e também incentivou a consideração e implementação de soluções digitais para fins de gestão e melhoria de infraestrutura.

Transmissão ao vivo, tours e exibições online, podcasts e desafios de mídia social estão entre os formatos digitais mais usados ​​para fornecer conteúdo e ficar conectado com o público em casa. Zoom e YouTube foram as plataformas mais utilizadas. Ondas de reabertura também incentivaram a implantação de ferramentas sem toque. Muitos museus aproveitaram os encerramentos para atualizar seus sites e aplicativos digitais. Controle de acesso sem toque, localização digital, bilhetagem online, controle de multidão, rastreamento da taxa de ocupação em tempo real, detecção e controle térmico,

(*) Para obter informações mais detalhadas sobre o status quo de cada país na Europa, a Rede de Organizações de Museus (NEMO)  oferece um mapa interativo com as últimas atualizações sobre a reabertura de museus e medidas de segurança. A American Alliance of Museums divulgou duas pesquisas que capturam o estado dos museus nos Estados Unidos.

Gestão para a concepção de novos formatos e ferramentas digitais para geração de receita em 2020.

Entre os museus que responderam à pesquisa, apenas 23% conseguiram projetar e lançar novos formatos e ferramentas de receita digital para lidar com a pandemia.

Um terço dos que projetaram essas ferramentas o fizeram por meio de workshops, aulas, apresentações, webinars e exposições online. Outros formatos utilizados foram visitas guiadas online, lojas online, transmissões ao vivo e vídeo tours, ofertas virtuais (AR e VR), sites e redes sociais, além de ingressos e adesões online.

Novas tecnologias como fator de sucesso.

Em cada edição do Museum Innovation Barometer, os museus foram convidados a fornecer comentários e estimativas sobre a questão de saber em que medida as novas tecnologias irão contribuir para o sucesso da sua instituição nos próximos três anos. Como esperado, a certeza de que sua importância aumentará foi a tendência geral. Quase 80% consideram as novas tecnologias como “importantes” (pontuação de 6 em 7), “muito importantes” (pontuação de 8 em 9) e “extremamente importantes” (pontuação de 10). Em relação à pesquisa de 2019, esse percentual aumentou cerca de 10%.

Razões para usar novas tecnologias em 2020.

Quando os museus foram questionados sobre as razões para a aplicação de novas tecnologias em 2020, quase todos notaram que procuravam ‘atrair mais visitantes’ (90%). As três principais motivações entre os museus contribuintes foram: “melhorar a relevância da criação e mediação de conteúdo” (85%), “diversificar o público” (83%) e “atrair mais visitantes para o site” (77%) . As motivações dominantes de hoje são um sinal claro da resposta dos museus aos desafios do fechamento.

Outros motivos relevantes para a investigação e aplicação de novas tecnologias são: “otimizar procedimentos administrativos e operacionais” (66%), evidenciando a relevância e necessidade de melhorar as estruturas e processos organizacionais, bem como “a fluidez do percurso do visitante”, um sinal de a preocupação dos museus em oferecer uma experiência melhor.

Uso atual – Exposições.

Quando questionados sobre as exposições e os tipos de ferramentas tecnológicas já em uso, 85% dos entrevistados relataram usar elementos de áudio e vídeo regularmente e 68% usar exibições e projeções de informações audiovisuais. Menos difundidos são os objetos inteligentes (47%), as exposições online (42%), as superfícies interativas e os ambientes receptivos (36%), bem como a espacialização sonora (36%). Por enquanto, as tecnologias de exibição menos exigidas ainda são elementos 4D, imagens holográficas, interação de voz, gesto e controle de movimento, elementos 3D, AR, VR e dispositivos vestíveis.

Uso planejado – Exposições.

Em relação às novas tecnologias, ferramentas e formatos digitais previstos para a sua implementação em futuras exposições, ainda prevalecem os elementos de áudio e vídeo (78%). Outras ferramentas relevantes são as exposições online (67%), telas de informação visual (59%) e projeções (52%). Menos da metade dos participantes planeja usar objetos inteligentes (47%) e superfícies interativas e ambientes responsivos (42%). Um terço dos pesquisados ​​pensa em usar AR, VR, espacialização de som e elementos 3D. Finalmente, as ferramentas menores dentro das implementações planejadas (menos de um quarto) são elementos 4D, interação de voz, imagens holográficas, gestos e controle de movimento (cinética), bem como o uso de dispositivos portáteis.

Se compararmos os números que representam o estado atual de utilização e os planos de implementação, as tecnologias que terão um crescimento de utilização (mais de 10%) são: elementos 3D, realidade virtual, realidade aumentada e principalmente exposições online. No entanto, os elementos de áudio e vídeo continuarão a ser as ferramentas mais utilizadas nos próximos três anos. Por outro lado, tecnologias como telas e projeções visuais de informação estarão se aproximando de um declínio particular, pois muitas instituições já as utilizaram em demasia. Finalmente, elementos 4D, imagens holográficas, interação de fala, movimento e controle de gestos, dispositivos portáteis, espacialização de som, superfícies interativas,

Uso atual – Mediação.

Quando questionados sobre os tipos de ferramentas tecnológicas que atualmente são utilizadas para a mediação, verificou-se que existiam duas predominantes: 49% das instituições utilizam aplicações web e / ou mobile e 33% live streaming. Quase 25% usam jogos e / ou elementos de gamificação e guias multimídia portáteis. 30% fazem podcasts. As ferramentas menos utilizadas (10% ou menos) foram dispositivos internos com conteúdo baixado anteriormente, laboratórios digitais internos, participação de robôs e guias de áudio portáteis.

Aproximadamente 70% de todas as instituições entrevistadas planejam continuar e expandir seu uso de aplicativos da web e / ou móveis e 63% mostram um maior interesse em streaming ao vivo.

Menos da metade afirmou que pretende incorporar jogos e / ou elementos de gamificação (46%) e podcasts (45%). Espera-se que guias de áudio e multimídia portáteis sejam implementados em apenas cerca de 30% dos participantes. Os menos planejados para uso nos próximos três anos são laboratórios digitais e aparelhos internos de pagamento com conteúdo baixado anteriormente.

Quando os números são comparados, é possível observar mudanças interessantes. Streaming ao vivo, podcasts, audioguias portáteis, aplicações web e mobile, jogos e / ou elementos de gamificação são ferramentas com uso planejado significativamente superior ao atual (20 e, em alguns casos, 30% de aumento). Também é curioso ver como o uso de guias de áudio portáteis está planejado para atingir níveis semelhantes aos dos guias multimídia – as taxas atuais de uso dessas duas ferramentas mostram uma diferença significativa de quase 20%. Os laboratórios digitais mostram maior utilização planejada em comparação com os números atuais, mas apenas um aumento de cerca de 10%.

Enquanto isso, robôs, dispositivos internos econômicos com conteúdo baixado anteriormente e guias de mídia portáteis não mostram nenhuma mudança significativa entre as taxas de uso atuais e planejadas. Por fim, é importante destacar que apenas 6% dos pesquisados ​​afirmaram que suas instituições não têm a intenção de envolver novas ferramentas tecnológicas na mediação em um futuro próximo, e que 19% afirmaram não utilizar nenhuma neste momento. Os 13,5% a 19% questionados mudaram de ideia e pretendem adotar novas tecnologias nos próximos três anos. Isso mostra que o reconhecimento do potencial de ferramentas tecnologicamente aprimoradas para fins de mediação tem crescido no setor.

Uso atual – Comunicação.

Quando questionados sobre as ferramentas que já são utilizadas para comunicação e feedback com os seus visitantes, os respondentes destacaram as redes sociais e as newsletters como os principais meios para o efeito, 95% e 83% respetivamente. Mais da metade também usa pesquisas de feedback e satisfação (54%). Por outro lado, a ferramenta menos utilizada são os chatbots, apenas 3% dos entrevistados os utilizam.

Com relação à implementação planejada de ferramentas para comunicação e feedback, nenhuma mudança dramática é esperada. Redes sociais (73%) e newsletters (71%), assim como pesquisas de satisfação (63%), são as principais ferramentas planejadas para serem utilizadas para esse fim, e as menores continuarão sendo os chatbots, com 14%.

No entanto, ao comparar os números de uso atual e futuro para ferramentas tecnológicas aprimoradas de comunicação e feedback, observamos uma diminuição tangível na priorização das mídias sociais (redução de mais de 20%) e boletins informativos (redução de mais de 20%). 10% ) no contexto de comunicação e feedback. Isso mostra a consolidação dessas mídias com objetivos comunicacionais.

As pesquisas de satisfação e feedback crescerão em comparação com as taxas de uso atuais. Porém, uma diferença ainda mais significativa é observada para o uso de chatbots, aumento de mais de 10% na implementação planejada. O Google Meu Negócio e os blogs são ferramentas que não mostram nenhuma diferença real entre as duas porcentagens.

Uso atual – Redes Sociais.

Quando questionados sobre quais canais de mídia social os entrevistados usam, 94% relataram Facebook, 87% Instagram, 75% YouTube e 66% Twitter. Apenas um quinto usa o LinkedIn. As demais redes sociais são utilizadas por menos de 10% dos respondentes institucionais.

Uso atual – Gestão e Infraestruturas.

Em relação às novas tecnologias já utilizadas para gestão de museus, os softwares de produtividade de escritório (como Microsoft 365, Google Workspace, Apple iWork, WPS Office) acabaram por ocupar o topo da lista, com 70%. Em comparação, ferramentas como painéis, planejamento de recursos corporativos ou software de inteligência de negócios são usados ​​por apenas 20% ou menos.

44% de todas as instituições confirmaram seus planos de começar a usar software de produtividade de escritório (Microsoft 365, Google Workspace, Apple iWork, WPS Office) nos próximos três anos. O uso de painéis, software de inteligência de negócios e ferramentas de planejamento de recursos corporativos é planejado por 20% ou menos dos entrevistados.

Quando os números de uso atual e planejado de novas tecnologias são comparados, é possível observar um declínio de novos compromissos com softwares de produtividade de escritório entre os museus. Mas isso se deve em grande parte às já altas taxas de adoção (mais de 80%) no setor.

Para todas as outras tecnologias, não há mudança significativa entre o uso atual e o planejado.

Uso atual – Coleções, Biblioteca e Gerenciamento de Arquivos.

Quando questionados sobre o uso atual de ferramentas tecnológicas para a gestão de acervos, bibliotecas e arquivos de museus, 67% dos respondentes declararam utilizar um sistema de gestão de acervos. Apenas 26% usam ferramentas digitais para planejamento e / ou curadoria de exposições.

Em relação ao uso planejado de ferramentas de gestão de acervos, bibliotecas e arquivos museológicos, 54% responderam que planejam utilizar um sistema de gestão de acervos e 38% que partiriam de uma ferramenta digital de planejamento e / ou curadoria de exposições.

Quando os números de uso atual e planejado para novas ferramentas de gerenciamento de coleção, biblioteca e arquivo são comparados, não vemos um aumento em novos compromissos e lançamentos. A razão é que os museus já empregam amplamente ferramentas tecnologicamente aprimoradas nesta área de operação. Mas também há um aumento significativo no uso de ferramentas digitais para planejamento e / ou curadoria de exposições.

Uso atual – Contabilidade e vendas.

Questionados sobre quais tipos de novas tecnologias já estão em uso para contabilidade e vendas, foi revelado que 67% das instituições utilizam softwares de gestão e finanças, e apenas 55% possuem ferramentas de bilheteria e compra online. Cerca de um terço dos entrevistados têm ferramentas de reserva online para instalações, gerenciamento de loja online, sistema de gerenciamento de associação e gerenciamento de loja no local. As tecnologias menos usadas nesta área (menos de 20%) são máquinas de venda automática no local, doação monetária digital local e rastreamento de doação monetária digital.

Em relação ao planejamento de implantação de tecnologia em termos de contabilidade e vendas, 48% dos participantes declaram um compromisso planejado com as ferramentas de bilheteria online. Em um percentual menor, para a melhoria planejada, existem ferramentas de reserva online de instalações que serão implementadas por 35% dos pesquisados, seguidas de ferramentas de gestão de loja online (32%), software de gestão financeira (29%) e gestão de associados (28%). Gerenciamento de loja local, sistema de rastreamento digital de doação de dinheiro, máquinas de venda automática no local e estações de doação digital de dinheiro no local são todas ferramentas planejadas para serem usadas por menos de 20% dos entrevistados.

Quando se comparam os valores de utilização atual e prevista de novas tecnologias de contabilidade e vendas, verifica-se uma diminuição significativa do número de novos compromissos com software de gestão financeira, com uma queda de quase 30%. Isso é explicado pelas taxas de uso atuais e pelo número de instituições que já as possuem. Também é visível uma ligeira diminuição na comparação das ferramentas de compra de ingressos online e de gerenciamento de loja no local. O resto das ferramentas analisadas para contabilidade e vendas não apresentam mudanças significativas quando o uso atual e planejado são comparados.

Uso actual – Marketing.

Em relação aos tipos de novas tecnologias e ferramentas que já estão em uso para fins de marketing, 64% dos entrevistados responderam que suas instituições estão usando análises para sites e 62% estão usando análises para redes sociais, as duas ferramentas mais importantes. . Por outro lado, mais de um terço dos participantes da pesquisa usam gerenciamento de conteúdo de mídia social (46%), bem como sistemas de gerenciamento de conteúdo (37%) e pesquisas online (36%) como ferramentas de marketing. Menos de um terço usa análises para aplicativos web / móveis, CRM e gerenciadores de tags para sites e mídia social. A tecnologia menos utilizada é o gerenciador de tags para aplicações web / mobile.

A pesquisa mostra que existe uma tendência bastante semelhante quanto ao uso planejado de quase todas as ferramentas de marketing analisadas. Cerca de um terço dos participantes planejam usar análise social, CRM, análise de site, gerenciamento de conteúdo de mídia social e pesquisas online. Menos de 20% se voltará para CMS, gerenciadores de tags para mídia social, sites e aplicativos móveis e análises para web e / ou aplicativos móveis. A ferramenta com o uso menos planejado são os gerenciadores de tags para aplicativos web / móveis.

Quando você compara os números do uso atual e planejado de novas tecnologias para marketing, pode ver uma diminuição geral no número de instituições planejando novas implantações. A queda mais significativa é em novas ferramentas analíticas para sites e redes sociais, com uma queda de cerca de 30% em relação ao estado atual. Para gerenciamento de conteúdo de mídia social, CMS, pesquisas online, gerenciador de tags para mídia social, apenas uma ligeira diminuição no uso planejado é antecipada. Por outro lado, as taxas esperadas de CRM e gerenciador de tags para o uso de aplicativos web e / ou móveis serão ligeiramente superiores às atuais.

Uso atual – Acessos, fluxo de visitantes, gestão de multidões.

Quando questionados sobre as tecnologias que já estão em uso para acesso, fluxo de visitantes e multidões, foi surpreendente ver quanto espaço resta para essas ferramentas em termos de desenvolvimento e adoção. As taxas de uso atuais estão abaixo de um quinto, relatam os museus. Ainda assim, as ferramentas mais utilizadas atualmente são o rastreamento de visitantes em tempo real, filas digitais e alocação de tempo, bem como controle de acesso sem contato. Não é de admirar que ferramentas para lidar com regulamentações de distanciamento social e padrões de saúde tenham recebido atenção especial nos últimos meses.

Em relação à implementação planejada de tecnologia de acesso, fluxo de visitantes e multidões, é possível observar que filas digitais e localização de tempo, monitoramento em tempo real das taxas de ocupação, controle de acesso sem contato e localização digital são ferramentas destinadas a serem utilizadas por cerca de 20% dos pesquisados. As demais tecnologias deverão ser implementadas em menos de 10%.

Quando os números de uso atual e planejado das novas ferramentas de acesso, controle do fluxo de visitantes e gestão de multidões são comparados, é possível perceber uma tendência comum: o uso planejado é superior ao atual para todas as ferramentas que analisaram a pesquisa. Isso mostra uma disposição particular e crescente dos museus em se aprimorar nessas áreas. A ferramenta com maior expectativa de crescimento são as ferramentas digitais de orientação na rota (10%).

Análise de dados.

Em relação ao tipo de dados de visitantes que os museus coletam, 79% dos participantes da pesquisa destacaram as taxas de frequência e 71% mencionaram comentários e perguntas. Além disso, 55% relatam dados demográficos, acompanham vendas e reservas.

Os índices de monitoramento e satisfação do comportamento online também são bastante elevados, 47% e 43% das instituições, respectivamente; no entanto, menos de um quarto coleta dados de visitantes a partir de padrões e fluxos de visitas, bem como da dinâmica de associação.

Por fim, 6% mencionaram que não coletam nenhum tipo de dado.

Coleta de dados de visitantes online.

Quando questionados sobre as fontes online mais importantes para a coleta de dados de visitantes e padrões de comportamento, 74% dos entrevistados responderam que as redes sociais, e 71% os sites, consolidando-as como as duas fontes online mais utilizadas e eficientes para esses fins. Os boletins informativos são outra fonte relevante para coletar dados de visitantes e 36% dos museus pesquisados ​​supostamente os usam. Surpreendentemente, apenas 12% trabalham com dados de visitantes por meio de aplicativos de museus, enquanto quase 20% não coletam nenhum dado.

Em relação à análise dos dados, 76% dos museus responderam que coletam dados descritivos para fins de análise histórica. Menos de 20% o fazem com intenção prescritiva e preditiva (17% e 10%, respectivamente), enquanto 9% não coletam dados.

Inteligência de dados.

Quando questionados sobre como organizam sua inteligência de dados, as duas principais respostas foram: melhorar a experiência do visitante (71%) e otimizar as operações (47%). As metas de transformar produtos, capacitar funcionários e engajar constituintes atingem, cada uma, cerca de 30% dos entrevistados, enquanto 10% responderam que não coletam dados para os fins sugeridos.

Ao perguntar aos participantes em quais áreas do seu funcionamento institucional utilizam inteligência artificial, 49% responderam que, na realidade, não a utilizam de forma alguma, 29% indicaram que a informação não está disponível e 4% não sabem, não respostas. Menos de 20% usam IA para várias áreas operacionais, como cobranças, administração e gestão, educação e finanças.

Barômetro de inovação do museu.

Os resultados da pesquisa mostram que as novas tecnologias e inovações se tornaram mais importantes para os museus em 2020. Essa tendência foi fortemente influenciada pelo surto pandêmico. O barômetro mede o papel das tecnologias e sua relevância em uma escala de 0 a 10 (de não importante a extremamente importante), e a edição de 2020 atingiu um índice de 7,6. Aumentou ligeiramente (0,6 ponto) em relação a 2019 e prevê-se que aumente ainda mais nos próximos três anos, atingindo o índice de 8 pontos (segundo estimativa dos inquiridos).

Os números foram obtidos comparando-se as respostas dadas à pergunta recorrente da pesquisa: “Em que medida (0 – não relevante; 10 – extremamente alto) as novas tecnologias contribuirão para o sucesso de sua instituição no futuro?” Para a edição de 2020, esta questão foi dividida em três, questionando sobre a relevância das tecnologias no início do ano de 2020, ou seja, antes da pandemia, durante a pandemia e, por fim, como estimado para os próximos três anos.

O engajamento digital de três a cinco anos ocorreu no ano passado. O digital realmente expandiu as paredes do museu de muitas maneiras. – Franklin Sirmans Diretor do Museu de Arte Perez .

Como mostram os resultados da pesquisa, a importância de novas tecnologias e ferramentas aumentou em relação a 2019. Quase todos os museus participantes tiveram que fechar suas portas, pelo menos uma vez, no ano passado. Os principais motivos para a aplicação das novas tecnologias em 2020 estiveram relacionados com o público: atrair mais visitantes online, diversificar o público dos museus e fomentar a relevância e visibilidade na criação e mediação de conteúdos. No entanto, apenas 28% dos entrevistados conseguiram projetar novos fluxos de receita digital e 50% ainda não têm sua própria equipe digital ou departamento relevante.

Do ponto de vista do design e da gestão de uma exposição, os elementos de áudio e vídeo, as exibições e as projeções foram e continuam a ser as ferramentas dominantes. No entanto, os elementos 3D, a realidade virtual, a realidade aumentada e, sobretudo, as exposições online, estão em ascensão. A mudança mais interessante em termos de implementação de tecnologia pode ser observada no setor de mediação, com o aumento de streaming ao vivo, podcasts, aplicações web e mobile e jogos e / ou elementos de gamificação. Uma clara área de crescimento se abre com a vontade dos museus de otimizar o acesso, o fluxo de visitantes e a gestão de multidões, tendo a orientação digital como prioridade.

Não há mudanças marcantes e não são esperados novos compromissos nas áreas de comunicação, gestão e infraestrutura de museus, bem como em contabilidade e vendas, em grande parte porque quase todos os entrevistados já possuem ferramentas digitais implementadas nesta área.

6 desenvolvimentos significativos na arena do museu devido ao COVID-19.

Nesta seção, são apontados alguns desenvolvimentos significativos que ocorreram no setor museológico em 2020, causados ​​principalmente pelo COVID-19.

Tornando-se digital.

Museus em todo o mundo embarcaram no trem digital para permanecerem relevantes e alcançar seu público enquanto estavam fechados. Os investimentos e as horas de trabalho dedicadas à criação de conteúdos digitais e à familiarização das equipes com as novas tecnologias deram frutos: o futuro dos museus será híbrido e, embora tenham reaberto em 2021, os formatos digitais permanecerão ao lado dos físicos.

Novas fontes de renda digital.

Depois de uma primeira onda de ofertas digitais gratuitas no início da pandemia, em março de 2020, os museus finalmente começaram a procurar maneiras de se sustentar financeiramente e gerar novas receitas com conteúdo digital. O segredo tem sido criar experiências enriquecedoras únicas e ofertas qualitativamente atraentes, bem como garantir preços de entrada baixos para poder competir com outras fontes de entretenimento e educação online.

Condições de trabalho.

A equipe do museu foi duramente atingida pelo COVID-19, com um aumento dramático em licenças, reduções de receita e mudanças significativas nas tarefas para acomodar as necessidades atuais. Uma pesquisa da American Alliance of Museums também revelou que os trabalhadores do museu sofreram sérios danos à sua saúde mental.

Onda de apoio e solidariedade.

Por outro lado, um forte apoio e solidariedade emergiram entre os trabalhadores e instituições do museu, para se ajudarem e fornecerem uma válvula de escape emocional. O número de webinars e discussões gratuitas fornecidos por, entre outros, Cuseum , NEMO e AAM, foi inspirador e de suporte.

Justiça social.

Os protestos pela justiça social e os movimentos anti-racistas não só causaram agitação política e social no ano passado, mas também colocaram os museus em meio a uma tempestade de críticas por defender a supremacia branca, não apenas em termos de coleções, mas também de pessoal. Isso serviu como um chamado à ação para que as instituições em todo o mundo reconsiderassem como podem contribuir para a justiça social e a igualdade racial.

Participação do público.

Um efeito positivo da digitalização em mais museus foi a captação de públicos novos e mais diversificados. As ofertas digitais dos museus tornaram-se mais visíveis e disponíveis apesar da geografia, abertas a quem não pôde visitar o museu pessoalmente por diversos motivos, permitindo-lhes percorrer as salas digitais e ver o que as coleções do museu têm em estoque. tinha a oferecer, muitas vezes muito além das limitações das exibições físicas. Muitos de nós se convertem e continuarão a ser visitantes leais de museus online no futuro.

Não há como voltar para museus sem ofertas digitais. – Thomas Collins Presidente da Fundação Barnes .

Apesar de todos os efeitos negativos e perdas trágicas, a pandemia COVID -19 tem sido um verdadeiro acelerador da transformação digital e da implementação de novas tecnologias e inovações no campo dos museus. Muitos deles aproveitaram a crise para embarcar em sua jornada digital, e há uma coisa da qual temos certeza: o digital veio para ficar e continuará a desempenhar um papel importante na arena dos museus do futuro.

Os investimentos e horas de trabalho dedicados à implementação de novas tecnologias e conteúdos digitais terão retorno, se realizados de forma sustentável. Embora muitos museus tenham sido reabertos, seu futuro será híbrido e os visitantes esperarão ofertas presenciais e online. Novas fontes de receita digital na forma de experiências digitais únicas ajudarão os museus a se recuperar de grandes perdas financeiras, e a implementação de novas ferramentas de tecnologia melhorará e simplificará ainda mais as tarefas diárias de trabalho e passeios e experiências de visitantes.

Consultas: info@evemuseos.com

Recurso bibliográfico:

Olga Tykhonova y Sofia Widmann (editoras) (2021): The Museum Innovation Barometer. Producido por Museum Booster.

Fotografia principal: Cidade da Ciência

UFPB abre concurso público com 32 vagas para professor efetivo

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) publicou, nesta sexta-feira (8), no Diário Oficial da União e na página da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), o edital para concurso público de Provas e Títulos para professor de Magistério Superior. Estão sendo ofertadas 32 vagas, divididas entre o Campus I (João Pessoa) e o Campus II (Areia). As remunerações iniciais vão de R$ 3.980,21 a R$ 10.074,18, mais o auxílio-alimentação no valor de R$ 458,00.

As oportunidades são para os departamentos de Física, Sistemática e Ecologia, Ciências Sociais, Letras Estrangeiras e Modernas, Medicina Interna, Pediatria e Genética, Ciências das Religiões, Fundamentação da Educação, Habilitações Pedagógicas, Metodologia da Educação, Administração, Economia, Finanças e Contabilidade, Ciência da Informação, Engenharia de Produção, Engenharia Química, Ciências Farmacêuticas, Fisioterapia, Morfologia, Nutrição, Comunicação, Música, Turismo e Hotelaria, Fitotecnia e Ciências Ambientais e Solos e Engenharia Rural.

A Pró-Reitora de Gestão de Pessoas da UFPB, Profa. Rita de Cássia Pereira, destacou os incentivos para ingresso na UFPB como professor, a exemplo da possibilidade de progressão na carreira, remuneração e do ambiente propício ao desenvolvimento da carreira docente. “A UFPB é uma das universidades mais antigas do Brasil, uma das maiores do Nordeste e o docente que vem trabalhar conosco tem a oportunidade de desenvolver plenamente as suas atividades de ensino, pesquisa e extensão na área para a qual ele realizou o concurso”, comentou.

Serão aceitas inscrições realizadas pessoalmente pelo candidato, por procurador ou por via postal expressa (tipo Sedex). O cronograma e requisitos exigidos de cada concurso ficam a cargo dos departamentos e podem ser encontrados no edital.

As inscrições presenciais serão feitas na secretaria do departamento acadêmico responsável pela área objeto do concurso, nos endereços e nos prazos listados no quadro de vagas. Na inscrição por via postal, o candidato deverá remeter correspondência endereçada ao departamento acadêmico responsável contendo cópia autenticada de todos os documentos exigidos.

Há cargos com regimes de trabalho de 20 horas semanais, 40 horas semanais e de dedicação exclusiva, definidos pelos departamentos no edital. A classe de ingresso é professor Adjunto A e os requisitos estão dispostos no edital. O valor da taxa de inscrição é de R$ 88,00 para regime de trabalho T-20; R$ 125,00 para regime de trabalho T-40; e R$ 192,00 para dedicação exclusiva.

Confira na tabela, abaixo, os valores de remuneração e taxa de inscrição:

Regime de

Trabalho

Denominação/

Classe

Titulação Vencimento

básico

Retribuição por Titulação

(Comprovada e não cumulativa – R$)

Auxílio-alimentação Remuneração

inicial bruta (R$)

Taxa de inscrição
T-20 Adjunto A Doutorado 2.236,32 1.285,89 458,00 3.980,21 88,00
T-40 Adjunto A Doutorado 3.130,85 2.700,36 458,00 6.289,21 125,00
Dedicação exclusiva Adjunto A Doutorado 4.472,64 5.143,54 458,00 10.074,18 192,00

Para solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição, os candidatos devem estar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e serem membros de família de baixa renda. Ou, ainda, possuir carteira de cadastro no Registro Nacional de Doador Voluntário de Medula Óssea (REDOME), em entidade reconhecida pelo Ministério da Saúde.

As seleções serão realizadas em três etapas, sendo elas: prova escrita, prova didática, prova de plano de trabalho (exclusiva para a classe Adjunto A) e exame de títulos.

O resultado final será homologado pelo Conselho de Centro, em data a ser definida. O prazo de validade do concurso é de 1 ano, contado a partir da data de publicação da homologação dos resultados finais no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período. Mais informações podem ser consultadas no edital.

* * *
Reportagem: Carlos Germano
Edição: Aline Lins
Foto: Angélica Gouveia e Oriel Farias
Reportagem Original: http://plone.ufpb.br/ufpb/contents/noticias/ufpb-abre-concurso-publico-com-32-vagas-para-professor-efetivo?fbclid=IwAR1lhyLwCBG4bRf37_MGm9piOJL1UiUTmbcZqOHYfm192bUcSpiI2IkKuvk

Pandora Papers. Artigo de Thomas Piketty

Via: Instituto Humanas Unisinos

“Ao renunciar a qualquer ambição em termos de soberania fiscal e justiça social, não fazemos senão encorajar o separatismo dos mais ricos”, escreve Thomas Piketty, diretor de pesquisas na École des Hautes Études en Sciences Sociales e professor na Paris School of Economics, em artigo publicado originalmente no Le Monde e reproduzido por A Terra é Redonda, 12-10-2021. A tradução é de Aluisio Schumacher.

 

Eis o artigo.

 

Depois dos “LuxLeaks” em 2014, os “Panama Papers” em 2016, os “Paradise Papers” em 2017, as revelações dos “Pandora Papers”, resultantes de um novo vazamento de 12 milhões de documentos de finanças offshore, mostram o quanto os mais ricos continuam a sonegar impostos. Ao contrário do que por vezes se afirma, não há indicador fiável que nos permita afirmar que a situação melhorou nos últimos dez anos. Antes do verão, o site ProPublica havia revelado [i] que os bilionários americanos quase não pagavam impostos em comparação com seu enriquecimento e com o que paga o resto da população.

Segundo Challenges, as primeiras 500 fortunas francesas saltaram de 210 bilhões de euros, para mais de 730 bilhões, entre 2010 e 2020, e tudo indica que os impostos pagos por essas grandes fortunas (informações afinal bastante simples mas que o poder público ainda recusa publicar) têm sido extremamente baixos. Devemos simplesmente esperar pelos próximos vazamentos, ou não é hora de a mídia e os cidadãos formularem uma plataforma de ação e pressionarem os governos a resolver o problema de forma sistemática?

O problema básico é que continuamos, no início do século XXI, a registrar e a tributar os bens apenas com base nas propriedades imobiliárias, utilizando os métodos e cadastros estabelecidos no início do século XIX. Se não criarmos os meios para mudar este estado de coisas, os escândalos vão continuar, com o risco de uma lenta desintegração do nosso pacto social e fiscal e a inexorável ascensão do cada um por si.

 

Capacidade contributiva

O importante é que o registro e a tributação das propriedades sempre estiveram intimamente ligados. Em primeiro lugar, porque o registro da propriedade dá ao proprietário uma vantagem (a de se beneficiar da proteção do sistema jurídico) e, em segundo lugar, porque apenas um imposto mínimo pode tornar o registro verdadeiramente obrigatório e sistemático. Acrescentemos que a posse de um patrimônio é também um indicador da capacidade contributiva das pessoas, o que explica porque a tributação do patrimônio sempre desempenhou um papel central nos sistemas fiscais modernos, em complemento à tributação que pesa sobre os fluxos de rendas (fluxo que às vezes pode ser manipulado para baixo, em particular para ativos muito elevados, como demonstrou ProPublica).

Ao estabelecer um cadastro centralizado para todos os imóveis, tanto para habitação como para bens profissionais (terrenos agrícolas, lojas, fábricas, etc.), a Revolução Francesa instituiu no mesmo gesto um sistema tributário sobre as transações (direitos de transmissão ainda hoje em vigor) e, acima de tudo, sobre a propriedade (com imposto sobre a propriedade). Na França, como nos Estados Unidos e em quase todos os países ricos, o imposto sobre a propriedade, ou seu equivalente anglo-saxão, a property tax, continua a representar o principal imposto sobre o patrimônio (cerca de 2% do PIB, aproximadamente 40 bilhões de euros de receitas anuais na França). Por outro lado, a ausência de tal sistema de registro e tributação de bens imóveis e propriedades profissionais explica, em muitos países do Sul, a hipertrofia do setor informal e as dificuldades subsequentes na implementação da tributação das rendas.

 

O separatismo dos ricos

O problema é que esse sistema de registro e tributação de ativos praticamente não mudou em dois séculos, enquanto os ativos financeiros assumiram uma importância preponderante. O resultado é um sistema extremamente injusto e desigual. Se você possui uma casa ou propriedade profissional no valor de 300.000 euros, e se você está endividado em 290.000 euros, então você pagará o mesmo imposto sobre a propriedade que uma pessoa que herdou bem equivalente e possui, além disso, uma carteira financeira de 3 milhões euros. Nenhum princípio, nenhum raciocínio econômico pode justificar um sistema tributário tão violentamente regressivo (os pequenos patrimônios pagam de fato uma taxa efetiva estruturalmente superior àquela dos mais elevados), além do fato de se partir do princípio que seria impossível registrar ativos financeiros. Ora, não se trata de impossibilidade técnica, mas de escolha política: optamos por privatizar o registro de títulos financeiros (junto a depositários centrais de direito privado, como Clearstream ou Eurostream) e, em seguida, estabelecer a livre circulação de capitais garantida pelos Estados, sem qualquer coordenação fiscal prévia.

Os “Pandora Papers” também lembram que os mais ricos conseguem evitar os impostos sobre seus imóveis, transformando-os em títulos financeiros domiciliados offshore, como mostra o caso casal Blair e de sua casa de 7 milhões de euros em Londres (400.000 euros de direitos de mutação evitados) ou de vilas na Côte d’Azur controladas por meio de empresas de fachada pelo primeiro-ministro checo Andrej Babis.

Que fazer? A prioridade deveria ser o estabelecimento de um cadastro financeiro público e a tributação mínima de todos os patrimônios, nem que seja para produzir informações objetivas sobre eles. Cada país pode mover-se imediatamente nesta direção, exigindo que todas as empresas detentoras ou operando bens em seu território divulguem a identidade de seus titulares e os tributem de modo transparente e da mesma forma que os contribuintes comuns. Nem mais nem menos. Ao renunciar a qualquer ambição em termos de soberania fiscal e justiça social, não fazemos senão encorajar o separatismo dos mais ricos. Está mais do que na hora de agir.

Ampliação no portfólio de cursos

A ABGC e a Expomus ampliam o portfólio de cursos de pós-graduação chegando em Minas Gerais com o lançamento dos MBAs no campo da cultura, dos museus e do meio ambiente, em convênio com a UniBH, agora já no segundo semestre de 2021. Estamos oferecendo descontos especiais para matrículas antecipadas em setembro! A inscrição pode ser feita nos sites da ABGC e da UniBH!

MBAs ABGC | EXPOMUS em Belo Horizonte

A ABGC e a EXPOMUS comemoram parceria com a UniBH – Centro Universitário de Belo Horizonte com o lançamento dos MBAs em Belo Horizonte:

Encontros mensais, com aulas presenciais, visitas técnicas, palestras e webinários.

Conheça os programas das pós-graduações e inscreva-se no site:

https://unibh.br/pos

Ministério da Economia: não há edital aberto para venda do Palácio Capanema

Por: Bernardo Costa

Via: O Dia

Rio – Diante dos rumores de que o Palácio Capanema, no Centro do Rio, será oferecido à iniciativa privada em um leilão de imóveis, o Ministério da Economia informou que, atualmente, não há nenhum edital aberto para a alienação de edifício tombado. O Palácio Capanema foi construído entre os anos de 1936 e 1945, e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1948. Porém, a pasta afirmou que o edifício faz parte de uma lista de imóveis que podem receber proposta de compra.

Segundo o Ministério da Economia, desde junho de 2020, a partir da publicação da Lei nº 14.011/2020, todos os imóveis públicos federais podem receber uma Proposta de Aquisição de Imóveis (PAI) por qualquer cidadão interessado na compra.

“À União compete, uma vez recebida a PAI, avaliar se há ou não interesse na venda. Em caso positivo, também cabe ao governo impor obrigações aos compradores, principalmente, no caso de imóveis tombados ou com interesse histórico e cultural para a preservação do patrimônio do País”, diz a nota do Ministério da Economia.

A pasta acrescenta que os imóveis pertencentes ao governo federal aparecem numa listagem disponível no site do Ministério da Economia, pois ‘a SPU (Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União) possui obrigação legal de garantia da transparência de seus imóveis’, diz a nota.

Debate na Alerj

Nesta quarta-feira, às 10h, haverá uma reunião, no Palácio Tiradentes, entre o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), com representantes de associações culturais e ligadas ao patrimônio histórico para discutir o destino do Palácio Capanema que, segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da Alerj, ‘pode ser colocado à venda pelo Governo Federal’.

Ceciliano e o governador Cláudio Castro conversaram sobre o assunto na segunda-feira. Na ocasião, os dois levantaram a hipótese de fazerem uma proposta de compra ao governo federal caso imóvel vá a leilão. Cada ente aportaria metade do valor total para a aquisição do edifício.

O Palácio Capanema, que fica na Rua da Imprensa, tem 16 andares e é considerado um marco da arquitetura moderna brasileira. Foi construído a partir de projeto dos arquitetos Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira, sob supervisão do arquiteto franco-suíço Le Corbusier.

O que é Patrimônio Histórico? [Entenda o Conceito]

Por: Click Museus

Via: Click Museus

Não é de hoje que um dos principais debates dentro do campos das ciências humanas é realmente uma situação calorosa quando o assunto é patrimônio. Afinal de contas, o que é Patrimônio Histórico?

Como decidir que alguma coisa possui uma importância em sua existência e por isso precisa ser preservada?

Quais os conceitos, importâncias e detalhes de um patrimônio?

Hoje nós do Click Museus gostaríamos de tratar um pouco mais a fundo sobre este tema. Espero que seja algo bastante útil para que você entenda de maneira geral até mesmo o que os museus representam em si.

O que é Patrimônio Histórico?

Bom, a maneira mais simples de explicar este conceito é falar que um patrimônio histórico é basicamente qualquer bem material ou imaterial, ou até mesmo alguma coisa natural que possui importância na história de uma nação ou sociedade.

Hoje é possível falar de dois tipos principais, como por exemplo:

Patrimônio Material: Neste caso falamos de coisas tangíveis, algo que você pode ver, tocar e interagir. Sendo um exemplo bastante clássico os itens de um museu.

Entretanto, as cidades, ruínas, praças, estátuas e vários outros locais podem servir como um exemplo adequado.

Patrimônio Imaterial: Esta segunda categoria está mais diretamente relacionada a alguns pontos culturais.

Algo que você não tem a capacidade de tocar em si, mesmo que dê origem a algo.

Um exemplo bem simples são os costumes, festas, danças, folclore e lendas. Até mesmo as comidas típicas de um local podem servir como patrimônio imaterial.

Surgimento do conceito e aplicações

Tudo surgiu após a Revolução Francesa, tomando parte na sociedade intelectual do final do século XVIII e início do século XIX.

E junto com esta conceituação, surgiu a necessidade de preservação, levando ao ato de “tombar” um patrimônio.

Basicamente, assim que um patrimônio é tombado, ele não pode ser demolido ou mesmo reformado. No máximo pode-se fazer restaurações para se manter o estado original.

Hoje a maioria dos grandes patrimônios é mantido pela UNESCO.

E aí, entendeu o que é Patrimônio Histórico?

Então deixe nos comentários as suas dúvidas e contribuições.

Até a próxima!

Foto de Capa: Iphan

Museus, galerias e feiras de arte de Nova York exigem passes de vacinas para a entrada

Por: ANGELICA VILLA

Via: ART News

O Metropolitan Museum of Art.VWPICS VIA IMAGENS AP

Um novo mandato do governo exigirá que todos os visitantes de museus, feiras de arte e galerias na cidade de Nova York forneçam prova da vacinação contra o coronavírus. As regulamentações entram em vigor no dia 16 de agosto e entrarão em vigor a partir de 13 de setembro. A cidade está entre as primeiras nos Estados Unidos a adotar tal medida.

A disposição vem como parte de uma nova iniciativa batizada de Key to NYC Pass, que foi anunciada pelo prefeito de Nova York Bill de Blasio em 3 de agosto. A regra exige que os membros da equipe e participantes de instalações públicas, como locais de entretenimento e academias de ginástica, apresentem provas de vacinação. As multas por não conformidade começam em US $ 1.000.

“É hora de as pessoas verem a vacinação como literalmente necessária para viver uma vida boa, plena e saudável”, disse o prefeito Bill de Blasio em uma coletiva de imprensa, enfatizando que a vacina é fundamental para que o público tenha acesso a várias instituições e eventos culturais ao redor do cidade.

A nova política está sendo estabelecida por uma ordem executiva do prefeito e uma ordem do comissário de saúde, que deve ser assinada hoje. Os usuários poderão confirmar seu status de vacinação por meio de seu cartão, o aplicativo NYC COVID Safe ou o aplicativo Excelsior do estado.

O mandato de vacina de Nova York para recreação indoor é o primeiro desse tipo no país. Nos EUA, outras cidades seguiram o exemplo. São Francisco e Nova Orleans exigirão vacinação para os clientes de atividades internas nos setores de alimentação, fitness e entretenimento a partir de 20 e 23 de agosto, respectivamente.

Disposições semelhantes foram estabelecidas no exterior. Conhecidas como “passe verde” na Itália e “passe da saúde” na França, essas iniciativas atraíram protestos nas últimas semanas de membros do público que se opunham aos mandatos de vacinas.

TRANSMISSÃO ON-LINE: Pensa Rio | Quais os caminhos para um estado mais acessível, resiliente e sustentável?

Via: Casa Firjan

 

Nessa edição, o Pensa Rio vai debater o acesso à moradia como uma dívida social a ser paga, além de abordar a questão do saneamento e a construção de uma cultura urbana resiliente. Como acabar com a disparidade no acesso à habitação e tornar a moradia um direito de todos? Participe do debate com especialistas sobre as necessidades de uma reestruturação dessas políticas na cidade e no estado do Rio.

Convidados:

Washington Fajardo | Secretário  de Planejamento Urbano do Município do Rio de Janeiro

Philip Yang |  Fundador do Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole (URBEM)

Maria Fernanda Lemos | Professora de Urbanismo da PUC-Rio
Abertura:

Luiz Césio Caetano | Vice-presidente da Firjan
Curadoria:

José Luiz Alquéres | Presidente do Conselho Estratégico da Casa Firjan
Mediação:

Julia Zardo | Gerente de Ambientes de Inovação da Firjan

Inscreva-se e assista à transmissão.

SERVIÇO

Data: 25 de agosto de 2021

Horário: 11h30

Tipo: Pensa Rio

Preço: Gratuito

ParticipeVer todos os eventos >

Agenda
25 DE AGOSTO DE 2021

EDUCAÇÃO EXECUTIVA

Carga horária 8h+1h mentoria

Design Thinking para Lideranças

Descubra o poder transformador do Design Thinking. Uma abordagem para solução de problemas adaptável para o contexto da sua empresa que se apoia nos pilares da empatia, colaboração e experimentação para criar mudanças positivas para seus consumidores e funcionários.

 

26 DE AGOSTO DE 2021

CURSO ON-LINE

Carga horária 18h

Criatividade Aplicada

A criatividade é uma habilidade que, apesar de ser inerente ao ser humano, precisa ser estimulada e desenvolvida