Berlim inicia obra de controverso museu de arte do século 20

Com alto custo e arquitetura impopular, futuro Museum der Moderne começa a ser construído. Previsto para inaugurar em 2026, espaço visa relançar capital alemã como um centro mundial da arte, como fora no passado.

    
Esboço do Museum der Moderne, que deverá ser inaugurado em 2026 em BerlimEsboço do Museum der Moderne, que deverá ser inaugurado em 2026 em Berlim

Uma cerimônia para marcar o início das obras do futuro Museum der Moderne (Museu da Modernidade) em Berlim, um espaço dedicado à arte do século 20, foi realizada nesta terça-feira (03/12) com a presença da ministra alemã da Cultura, Monika Grütters, do prefeito de Berlim, Michael Müller, e do presidente da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, Hermann Parzinger.

“Com o Museu do Século 20, está sendo criado um espaço no coração da capital que torna as experiências formativas do século passado visíveis através do espelho da arte – com todos os seus transtornos, abismos e momentos de grandeza”, afirmou Grütters. “As espetaculares coleções de arte do século 20 da Nationalgalerie receberão finalmente o espaço que merecem.”

No entanto ainda será necessário esperar um bom tempo até que o museu abra suas portas para o público: a primeira exposição está prevista para 2026.

Bem antes da cerimônia desta terça-feira, o futuro hotspot cultural de Berlim já era motivo de controvérsia – e não apenas pelos altos custos, que chegam a 450 milhões de euros.

A abertura do novo museu foi originalmente planejada para 2021. Colecionadores dispostos a emprestar seus acervos, como a família Pietszsch, ficaram impacientes. Eles exigiam que a construção fosse inaugurada antes do final de 2019.

O Museum der Moderne será uma extensão da Neue Nationalgalerie (Nova Galeria Nacional), projetada por Ludwig Mies van der Rohe e construída em 1968. Pequeno demais para abrigar a extensa coleção de arte moderna da cidade, o museu está fechado para reformas desde 2015.

O Hamburger Bahnhof, outro museu estatal de arte moderna, também não parece grande o suficiente. Com o novo museu em construção, Berlim ganhará um novo e espetacular edifício que as autoridades esperam que se compare àqueles de outras capitais mundiais, como o Tate Modern em Londres e o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).

Projeto do Museum der Moderne em Berlim foi criticado por parte da populaçãoProjeto do Museum der Moderne em Berlim foi criticado por parte da população

O novo projeto foi bem recebido do outro lado do Atlântico. “Dessa forma, Berlim poderá recuperar a energia que outrora a tornou a capital da arte moderna”, escreveu Glenn Lowry, diretor do MoMa, em artigo publicado no jornal Tagesspiegel. Ele relembrou o papel central da cidade no mundo da arte na década de 1920, que teria inspirado o então diretor do museu nova-iorquino, Alfred H. Barr Jr.

O acervo da Nationalgalerie em Berlim é uma das maiores coleções de arte do século 20 do mundo, e atualmente se encontra quase inteiramente armazenado. Entre suas obras mais célebres estão trabalhos de Max Beckmann, Ernst Ludwig Kirchner, Hannah Höch, Nam June Paik, Andy Warhol, Werner Tübke, Wolfgang Mattheuer, Isa Genzken, Otto Piene e Wolfgang Tillmans.

A coleção de mídia também é única e abrangente, somando cerca de 800 obras de áudio, cinema e vídeo dos anos 1950 até os dias atuais.

Um museu para explorar a complexidade histórica

Joachim Jäger, diretor da Neue Nationalgalerie, destaca que o Museum der Moderne será uma parte única e insubstituível da cena de museus berlinenses. Ele descreve a coleção da cidade como “extremamente complexa” e “amplamente diversificada”.

Segundo Jäger, o museu visa dar luz à confrontação entre o Leste e o Oeste, presente na história da arte moderna. Como exemplo, ele diz que grandes pintores americanos como Frank Stella, Barnett Newman e Robert Rauschenberg se equiparam a artistas de destaque da antiga Alemanha Oriental, como Harald Metzkes, Werner Tübke e Angela Lampe.

Há tempos Berlim carecia de um local de exposições dedicado a explorar essa complexidade histórica, diz Jäger. “É incompreensível que esta cidade, tão intimamente ligada à ascensão e à queda da arte moderna, não possuísse um lugar onde o discurso artístico do século 20 pudesse ser vivenciado de forma compreensiva.”

Em seu pronunciamento durante a cerimônia, o prefeito Michael Müller disse esperar que a nova coleção possa “refletir a conturbada história dessa época complexa”. “O projeto intensamente discutido para a arte do século 20 é mais um grande tesouro que enriquece nossa cidade e a deixa ainda mais atraente para nossos convidados vindos de todo o mundo”, exaltou.

Altos custos e design impopular

Embora a localização do novo museu não seja controversa, o mesmo não pode ser dito para o projeto de construção consideravelmente caro. Com orçamento inicialmente estimado em 200 milhões de euros, os custos da obra mais do que dobraram, chegando a 450 milhões.

Essas verbas, já aprovadas pelo governo, são doloridas para muitos, incluindo para outros museus estaduais de Berlim que funcionam com orçamentos limitados e sem pessoal adequado.

O futuro edifício foi projetado pela firma suíça de arquitetura Herzog & de Meuron, também responsável por uma série de museus de alto nível, incluindo o Tate Modern, o Museu de Arte de Miami e o M+ de Hong Kong, ainda em construção.

A visão dos suíços para o museu de Berlim, entretanto, gerou críticas por parte da população. Alguns dizem que se assemelha a barracões de cerveja ou a lojas de artigos baratos, além de gerar comparações com outra obra icônica dos arquitetos, a Filarmônica do Elba, em Hamburgo, que excedeu em dez vezes o orçamento original, chegando a custar 800 milhões de euros.

 

 

 

 

 

fonte:

https://www.dw.com/pt-br/berlim-inicia-obra-de-controverso-museu-de-arte-do-s%C3%A9culo-20/a-51516487

Museu do Holocausto reabre em Buenos Aires após dois anos

Em um antigo prédio de 3.000 metros quadrados, recursos tecnológicos, fotos e vídeos históricos destacam testemunho de sobreviventes.

Uma foto gigante produz no visitante a sensação de entrar no campo de concentração de Auschwitz Foto: JUAN MABROMATA / AFP

 

Buenos Aires – Para alertar sobre o que o ódio pode gerar nos seres humanos, manter viva a memória das vítimas e divulgar testemunhos de sobreviventes, o Museu do Holocausto de Buenos Aires reabriu suas portas hoje após dois anos. A primeira imagem causa impacto: ao entrar no edifício localizado no bairro Norte da capital argentina, o visitante avança por um caminho de paralelepípedos que leva a uma porta de vidro na qual uma foto gigante produz no visitante a sensação de entrar no campo de concentração de Auschwitz .

Em um antigo prédio de 3.000 metros quadrados, o museu abriga uma exposição permanente sobre o Holocausto, ou seja, o extermínio de seis milhões de judeus nas mãos do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) . A exposição mostra como o que começou com restrições e “proibições quase absurdas aos judeus para forçar sua emigração da Alemanha” levou à chamada “solução final” que procurou eliminar os judeus do planeta, explicou o historiador Bruno Garbari, responsável pelo  conteúdo. “Não se pode explicar o Holocausto sem entender como Hitler chegou ao poder”, disse o especialista.

Mulher assiste a uma projeção de filmes nazistas no Museu do Holocausto em Buenos Aires. O museu, que abriga uma exposição permanente sobre o extermínio de seis milhões de judeus nas mãos do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi reaberto ao público no domingo (1º de dezembro), após dois anos fechado Foto: JUAN MABROMATA / AFP

 

Recursos tecnológicos, telas sensíveis ao toque, espaços sensoriais, tablets interativos destacam os testemunhos de sobreviventes, fotos e vídeos históricos, enquanto estatísticas dolorosas completam a informação. Seis milhões de nomes são projetados nas paredes de uma das salas, expressando a magnitude do genocídio. Focada nos sobreviventes que chegaram e reconstruíram suas vidas na Argentina, a exposição também reflete a contradição do país sul-americano de ser um refúgio para judeus perseguidos, mas também por ter abrigado líderes nazistas após a queda do regime.  Um setor é dedicado à captura em 1960 nos arredores de Buenos Aires de Adolf Eichmann, um dos principais responsáveis pela ‘solução final’, que foi sequestrado por agentes do Mosad, o serviço secreto israelense, e levado para Israel onde foi julgado e enforcado em 1962.

Um conjunto de 83 objetos nazistas encontrados e apreendidos em 2017 não fazem parte da exposição permanente, apesar das expectativas geradas há quase dois meses, quando foram entregues ao Museu pela justiça argentina. “Essas peças ainda não foram escolhidas para exibição, estão sob investigação. Quando houver um resultado confiável que valha a pena, vamos instalá-las”, disse Karszenbaum. A coleção – cuja autenticidade gerou polêmica – foi encontrada durante uma operação de busca na casa de um colecionador como parte de uma investigação em Buenos Aires por suposto tráfico de objetos chineses.

O passaporte usado pelo oficial nazista Adolf Eichmann para escapar da Alemanha para a Argentina – onde foi capturado em 1950 Foto: JUAN MABROMATA / AFP

 

 

 

 

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https://oglobo.globo.com/mundo/museu-do-holocausto-reabre-em-buenos-aires-apos-dois-anos-24111892

Exposição discute a inclusão da mulher na arte

A presença da mulher na arte contemporânea. Este é o tema da exposição coletiva Artista, o Substantivo no Feminino, que entrou em exibição na quinta-feira, 28, na ArtEEdições Galeria. Sob a curadoria de Claudia Marchetti, ao todo, seis artistas – três brasileiras e três inglesas -, foram convidadas a utilizar o tema como inspiração em suas obras.

“Essa é uma questão que vem permeando a sociedade em todos os lugares em que cabe essa discussão”, explica a artista Leda Catunda, durante entrevista ao Estado. “Vim de uma época em que a mulher artista não era vista como alguém com grande intelecto. Nosso trabalho era muito reduzido ao artesanato. Então, me alegra ver uma busca maior pela inclusão.”

Sonia Gomes, artista negra que encabeça o trio formado pelas brasileiras, também vê a representatividade como algo importante. “Mesmo na arte contemporânea, a participação da mulher ocorre de forma muito reduzida, o que torna esse mercado mais restrito aos homens. A situação é ainda mais delicada quando falamos da mulher negra.”

No entanto, isso é algo que pode ser visto no universo da arte de forma geral, conforme explica a própria Sonia. “Historicamente, nós, artistas mulheres, sempre tivemos pouquíssimo reconhecimento.”

Entretanto, um tom mais ativista não será visto de forma explícita nessa mostra. Aqui, a força do feminino está representada na figura de suas expositoras, mulheres experientes que estão nesse mercado há algum tempo. “Não sou exatamente uma artista protesto”, diz Cris Ioschpe. “Minha forma de contestar essa situação não envolve a voz, mas a minha insistência em continuar produzindo até marcar o meu espaço.”

E se o tema é denso, elas compensam com a leveza das obras. A série Livro de Fábulas II, de Sonia, parece ter saído de um conto de fadas. Delicadas, as peças são feitas valendo-se de páginas de um livro antigo, de autoria e ano desconhecidos, que ela ganhou de um amigo.

“Não tenho muita preocupação em ler a história, prefiro criar de forma livre. Mas minhas ilustrações dialogam bem com os desenhos do livro.” Cores, recortes e pedaços de tecidos são alguns dos detalhes que fazem parte dessa coleção, que, apesar de já ter sido exibida em algumas feiras de arte pela curadora, está sendo oficialmente apresentada por Sonia pela primeira vez.

Já Leda Catunda traz oito gravuras feitas na Inglaterra, em 2014, que são praticamente inéditas, se considerado o fato de que elas ficaram em exibição por curto tempo no Tomie Ohtake. As gravuras trazem todo um toque de feminilidade, algo muito presente no trabalho da artista. “Minhas obras evocam uma sensualidade que pode ser vista na escolha das cores e nas formas, que remetem diretamente à figura do feminino”, explica.

Das três, ela é a que tem maior envolvimento nessa busca por dar às artistas mais protagonismo no disputado universo da arte. “Minha carreira é feita com pinceladas de exposições pensadas por mulheres e para mulheres. Também já expus na cidade de Washington, em um local chamado Museu Nacional para a Mulher nas Artes. Essa preocupação é algo incrivelmente presente dentro da sociedade americana, mas que parece começar a surgir com bastante força aqui no Brasil.”

Otimismo

Cris leva aos visitantes o seu trabalho mais recente e exclusivo. Na série Moléculas, composta por oito quadros, ela estuda as cores e as formas que são geradas a partir de uma série de reações químicas. Do experimento, ela tira o nome de seus quadros.

Com pensamentos positivos, ela acredita que a situação está começando a melhorar e que a arte está caminhando, mesmo que a passos curtos, para um cenário de inclusão. “Creio que estamos chegando a algum lugar, as mulheres são maioria dentro desse universo e estamos conseguindo afirmar a nossa presença. Vamos conquistar o nosso espaço”, finaliza.

Completam a mostra as inglesas Catherine Yass, Elizabeth Magill e Rachel Whiteread.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

 

fonte:

https://istoe.com.br/exposicao-discute-a-inclusao-da-mulher-na-arte/

Museu de Arte de São Paulo lança o aplicativo MASP Áudios

Museu de Arte de São Paulo (MASP) lança, nesta terça-feira (3/12), o aplicativo MASP Áudios. A plataforma será oferecida para os sistemas operacionais Android e iOS.
MASP Áudios será uma espécie de guia no museu. O app utiliza a realidade aumentada para combinar os elementos reais com os virtuais. Os visitantes do MASP apontam a câmera do celular para a obra exposta no museu e o aplicativo irá reconhecer a imagem reproduzindo o áudio logo em seguida. Estes áudios, além de serem explicações técnicas a respeito das obras, também as contextualizam em relação ao artista e período em que foram produzidas.
De inicio, a plataforma digital terá disponivel 160 áudios de historiadores, curadores, artistas, professores, pesquisadores, ativistas e de algumas crianças.
Fonte
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2019/12/03/interna_diversao_arte,811098/aplicativo-masp-audios.shtml

Recife prorroga inscrição para edital de incentivo à cultura com investimento de até R$ 5,6 milhões

Cada candidato pode inscrever até três projetos em cada segmento da seleção. Prazo, que ia até 29 de novembro, foi para sexta-feira (6).

O prazo para inscrição de produções artísticas que podem receber um investimento de R$ 5,6 milhões do Poder Executivo municipal foi prorrogado para a sexta-feira (6). Para participar da seleção, cada candidato que tenha projetos nas áreas de audiovisual, música, teatro, dança, fotografia, literatura, artes visuais e circo pode inscrever, no máximo, três projetos para qualquer um desses segmentos.

A iniciativa acontece por meio do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC). Segundo a Prefeitura do Recife, o SIC se divide nos segmentos Fundo de Incentivo à Cultura e Mecenato de Incentivo à Cultura.

De acordo com o edital, no primeiro deles, serão destinados R$ 3,5 milhões para projetos e eventos culturais diversos. Outros R$ 2,1 milhões, referentes ao mecenato, são para grupos culturais e artistas, por meio de apoio privado, com renúncia fiscal do Imposto Sobre Serviço (ISS).

A cada investidor, a renúncia garantida pelo poder municipal será de, no máximo, 20% do ISS que incide sobre suas atividades. Cada projeto selecionado pode ter mais de um incentivador.

Para participar, o candidato precisa preencher formulários disponíveis no site da Prefeitura do Recife e entregar esse e outros documentos na sede da administração municipal, no Cais do Apolo, 925, no Bairro do Recife. As inscrições podem ser feitas até a sexta-feira (6), das 9h às 12h e das 13h às 17h.

O cronograma das próximas etapas da seleção vai ser alterado pela prefeitura e divulgado no site do SIC.

Teto dos recursos

Para o Mecenato, os limites por linguagens são os seguintes:

  • Audiovisual: R$ 700.000
  • Música: R$ 200.000
  • Teatro: R$ 200.000
  • Dança: R$ 150.000
  • Circo: R$ 100.000
  • Cultura popular: R$ 200.000
  • Patrimônio: R$ 150.000
  • Fotografia: R$ 100.000
  • Literatura: R$ 100.000
  • Artes visuais: R$ 100.000
  • Artesanato: R$ 100.000

Para o fundo, os investimentos são nas seguintes categorias.

  • Audiovisual: R$ 500.000
  • Música: R$ 960.000
  • Artes Cênicas: R$ 1.070.000
  • Fotografia: R$ 50.000
  • Cultura Popular: R$ 820.000
  • Artesanato: R$ 100.000

 

 

Fonte:

https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2019/12/02/recife-prorroga-inscricao-para-edital-de-incentivo-a-cultura-com-investimento-de-ate-r-56-milhoes.ghtml

Projeto pioneiro cria arte e design a partir de resíduos da construção civil

Iniciativa Obra & Arte transforma material que antes seria descartado em mobiliário e peças decorativas; exposição fica aberta ao público até 10 de janeiro, em Curitiba

CURITIBA, Brasil, 3 de dezembro de 2019 /PRNewswire/ — O projeto-piloto Obra & Arte apresenta o resultado de um ano de atividades e ressignificação do uso de materiais descartados da construção civil. Ao todo, cinco oficinas foram realizadas em 2019 com colaboradores da A.Yoshii em Curitiba, ministradas pelo Coletivo ÔDA, que é formado por profissionais de design, arquitetura e artes de Curitiba e São Paulo. Doze funcionários, entre carpinteiro, pintor, pedreiro, encanador e armador, transformaram em mobiliário e peças decorativas restos de obras que iriam para o lixo.

O Obra & Arte teve início em novembro de 2018 com o mote da "construção coletiva"

A iniciativa foi proposta pelo Instituto A.Yoshii, braço de Responsabilidade Social do Grupo A.Yoshii, juntamente com o Coletivo. A constituição do Obra & Arte teve início em novembro de 2018, com planejamento que contempla um de seus objetivos: a construção coletiva. O resultado pode ser visto em exposição até 10 de janeiro, no showroom da construtora em Curitiba.

“Inicialmente interagimos com a apresentação de vídeos sobre design e arte em seus diversos formatos. Nos encontros que seguiram, produzimos as peças em conjunto e criamos uma conexão, uma sinergia, uma identidade de grupo, um pertencimento. Nos surpreendemos com o resultado, pois houve um interesse absoluto por parte dos voluntários em participar desta construção”, diz a coordenadora do projeto e integrante do Coletivo ÔDA, Ticiana Martinez.

Entre pendentes, luminárias, mesa de centro e poltrona, estão expostas 16 obras exclusivas feitas pelos profissionais do Coletivo ÔDA e outras quatro produzidas pelos colaboradores da A.Yoshii com a supervisão do Coletivo. coordenadora do projeto; pelos designers Aline Volpato e Alberth Diego; pela arquiteta e produtora cultural Consuelo Cornelsen; pelo artista plástico Eduardo Bragança e pelo designer paulista Leo Capote, que foi especialmente convidado para participar do projeto e é uma referência no mercado.

Apurando o olhar

O encanador de um dos empreendimentos em construção da A.Yoshii, Nelson Oliveira, passou a ver novas possibilidade para as sobras. Após criar uma poltrona com bobina e canos, pretende fazer novos objetos. “Eu entrei de cabeça neste projeto e não quero parar. Podemos criar peças novas com restos de obras que descobrimos que são recicláveis, e que às vezes achamos que não servem mais para nada, mas podemos fazer algo a mais. Agora vejo as coisas sob ângulos diferentes, tenho uma visão ampla do que dá para fazer com resíduos. A minha esposa também se inspirou e já começou a criar peças com o que sobra em casa”, conta Nelson.

Para a presidente do Instituto A.Yoshii, Simoni Bianchi, o projeto é da maior importância e ganha contornos sustentáveis quando contribui para minimizar o impacto ambiental. Ela também celebra um novo ciclo que a entidade inicia com o projeto Obra & Arte. “Criar e fazer arte transforma a vida das pessoas. É fabuloso poder envolver nossos colaboradores, tanto no aspecto cultural quanto emocional, de apurar o olhar para os insumos que eles usam diariamente no trabalho, e que agora estão se transformando em objetos de arte e design”, conta.

Para o presidente do Grupo A.Yoshii, Leonardo Yoshii, faz parte dos valores e premissas da empresa movimentar os colaboradores para que despertem um novo olhar sobre o seu cotidiano de trabalho. “A comunicação e o investimento em pessoas é uma prática constante. Somos referência em qualidade há mais de 50 anos porque acreditamos e investimos em nosso time. O projeto Obra & Arte vem reforçar este nosso compromisso por uma equipe mais feliz e integrada”, diz.

Compromisso com a sustentabilidade

Desde o início das atividades em 2006, o Instituto A.Yoshii responde pelas ações de RSE do Grupo A.Yoshii, tendo como premissa as diretrizes do Pacto Global e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com atuação em projetos próprios de fomento à Educação, Meio Ambiente e Cultura.

Grupo A.Yoshii

Fundado há mais de 50 anos, o Grupo A.Yoshii construiu mais de 2 milhões de m² do sul ao nordeste do Brasil, entre obras industriais, edifícios corporativos e residenciais, escolas, universidades, teatros e centros esportivos. É composto pela A.Yoshii Engenharia, com sólida atuação em construções de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em Londrina, Maringá, Curitiba, e que prepara sua entrada na cidade de Campinas no segundo semestre de 2019; pela Yticon Construção e Incorporação, que realiza empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização em municípios do Paraná e interior de São Paulo, e pelo Instituto A.Yoshii, voltado para a inserção social e a democratização cultural.
www.ayoshii.com.br

 

 

 

 

fonte:
https://exame.abril.com.br/negocios/releases/projeto-pioneiro-cria-arte-e-design-a-partir-de-residuos-da-construcao-civil/

Jô Soares: “A cultura do Brasil está na UTI”

O ator e diretor Jô Soares foi um dos premiados do evento ‘Brasileiros do Ano’ na categoria Cultura, organizado pela Editora Três na noite desta segunda-feira (2) em São Paulo.

“Obrigado! Olha, fizeram a imprudência me dar um microfone ligado. Temos aqui entre nós, apesar dos prêmios, um grande herói: o Coronel Robespierre. É uma honra receber esse prêmio junto com ele. Também quero agradecer ao defensor da democracia Rodrigo Maia. Também temos mulheres maravilhosas e incríveis. Mas por qual motivo apenas três? Temos muitas outras que mereciam estar aqui. Mas mulher não tem muita vez aqui no Brasil”, afirmou Jô.

“A cultura está em um pior estado do que eu, que estou aqui de cadeira de rodas. A nossa cultura, tirando a de vírus como temos o Sarampo agora, está na UTI. É preciso que se faça alguma coisa. Eu vejo as nomeações e há uma preocupação de qualquer coisa que se assemelhe a esquerda. Por exemplo: se vivo, Jesus Cristo seria crucificado porque era um homem de esquerda. Por favor: um País só avança com tecnologia e cultura e é o que eu espero que seja feita por aqui, principalmente nas ações feitas pelo atual governo”, completou o apresentador.

A exemplo de Leonardo da Vinci, que se dedicou a várias disciplinas, Jô pode ser chamado de polímata à brasileira, tendo sido ator, dramaturgo, humorista, diretor, apresentador, músico e escritor.

Até o fim do ano, Jô promete lançar o romance “O centauro de luvas,” inspirado na segunda visita da atriz francesa Sarah Bernhard ao Brasil, no final do reinado de dom Pedro II e em 2020,  pretende montar a peça “Gasslight”, baseada em um filme de suspense dos anos 1940.

Fonte:
https://istoe.com.br/jo-soares-a-cultura-do-brasil-esta-na-uti/

Em Belo Horizonte Alexandre Kalil nomeia presidente da Fundação Municipal de Cultura para assumir secretaria

Fabíola Moulin ocupará o cargo de secretária de Cultura e ainda fica interinamente na chefia da fundação. Na semana passada, o prefeito demitiu o ex-secretário Juca Ferreira porque, segundo Kalil, ele será pré-candidato à Prefeitura de Salvador, na Bahia, pelo PT.


Fabíola Moulin, presidente da Fundação Municipal de Cultura, assume a Secretaria de Cultura de Belo Horizonte — Foto: Ricardo Laf/Prefeitura de Belo Horizonte

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), nomeou a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin, para chefiar a Secretaria Municipal de Cultura. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município desta segunda-feira (2).

Na última sexta-feira (29), o prefeito exonerou o antigo secretário, Juca Ferreira. Em uma publicação no Twitter, Kalil agradeceu ao ex-secretário pelos trabalhos prestados na área da cultura em BH e disse que o motivo do desligamento é a pré-candidatura de Juca à prefeitura de Salvador pelo PT.

No ato de nomeação da nova secretária, Alexandre Kalil também exonerou outros sete funcionários, que pertenciam à base de Juca Ferreira. Agora, a nova secretária municipal de cultura deve indicar outras pessoas para ocupar as vagas.

Prefeito Alexandre Kalil e Juca Ferreira, em 2017 — Foto: Adão de Souza/PBH/Divulgação

Prefeito Alexandre Kalil e Juca Ferreira, em 2017 — Foto: Adão de Souza/PBH/Divulgação

Nova secretária

Fabíola Moulin é artista visual, curadora, educadora e gestora cultural. Ela foi diretora de difusão museológica na Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais entre 2004 e 2005. Também dirigiu as artes visuais do Museu de Arte da Pampulha, entre 2007 e 2010, e na Fundação Clóvis Salgado, entre 2010 e 2014.

Ainda de acordo com o Diário Oficial do Município, Fabíola continua, interinamente, como presidente da Fundação Municipal de Cultura. Em breve um novo nome deve ser divulgado para o cargo.

*Reportagem com supervisão de Raquel Romagna

https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/12/03/alexandre-kalil-nomeia-presidente-da-fundacao-municipal-de-cultura-para-assumir-secretaria.ghtml

Apagão na Cultura do Rio: secretaria estadual não aplica orçamento disponível

No orçamento do estado para 2019, o programa Estímulo à Produção Cultural no Território, criado para manter tradições populares pelo estado afora, contava com R$ 3,49 milhões para investimentos.

Grafite de Márcio SWK no morro dos prazeres

A Secretaria de Cultura, porém, não chegou a empenhar nem 5% desse total até o último dia 24. Apenas R$ 153 mil, insuficientes para apoiar míseros três pontos de cultura durante um ano.

Em 2018 — também um ano de crise — pelo menos 14 pontos receberam R$ 60 mil cada.

Na pobreza

Estudo feito pelo gabinete do deputado Eliomar Coelho (PSOL), presidente da Comissão de Cultura da Assembleia, revela que os gastos com difusão cultural do governo Wilson Witzel (PSC) despencaram — ainda que o antecessor também não tenha sido especialmente atencioso com a área.

Leandro Monteiro, secretário de Pezão e Dornelles, gastou R$ 3,8 milhões dos R$ 25,5 milhões destinados em 2018.

Ruan Lira, porém, apertou ainda mais o cinto e só aplicou R$ 768 mil — ou seja, 2% do dindim disponível.

Em resposta à nota, o ex-secretário Leandro Monteiro afirma que o orçamento para os pontos de cultura era de R$ 7 milhões. Porém, só foi possível investir pouco mais de 50% porque nem todos os centros estavam com a documentação em dia.

Por Aline Macedo e Berenice Seara

Fonte:
https://extra.globo.com/noticias/extra-extra/apagao-na-cultura-do-rio-secretaria-estadual-nao-aplica-orcamento-disponivel-24113847.html