Taubaté recebe 5º Festival de Música e Cultura

Evento promove visibilidade a artistas que desenvolvem trabalho em música coral, instrumental e literatura

A cidade de Taubaté recebe a partir desta sexta-feira (11), o 5º Festival Nacional de Música e Literatura. Realizado desde 2014 no município, o evento tem o objetivo de promover e dar visibilidade aos artistas, que desenvolvem um trabalho nos seguimentos de música coral, música instrumental e literatura.

Nesta edição se apresentam artistas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As apresentações acontecem em vários locais da cidade, como Sesc, Museu Mazzaropi e Taubaté Shopping.

A abertura do evento acontece nesta sexta-feira (11), às 20h, no Taubaté Shopping. A entrada é gratuita e a programação completa pode ser conferida no site do Festival. As atividades seguem até o dia 20 de outubro.

 

 

 

 

 

Fonte:
https://guiataubate.com.br/noticias/2019/10/taubate-recebe-5-festival-de-musica-e-cultura

Censo Maré: 46 mil jovens e crianças influenciam diretamente na cena cultural de comunidades

Vida cultural da Maré se mostra muito rica e diversificada

Quase um terço da população do Complexo de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, tem menos de 19 anos. Os quase 46 mil jovens e crianças que vivem no conjunto de comunidades influenciam diretamente na riqueza da vida cultural da região.

Os resultados apresentados pelo levantamento – obtido com exclusividade pelo RJ2 – fazem parte do Censo Maré, primeiro estudo com essa abrangência a ser realizado no complexo de favelas. Na quarta e última reportagem especial da série que trata da pesquisa, o telejornal mostra a efervescência cultural nas comunidades que integram a Maré.

As manifestações são muitas: dança, música, teatro, esportes. Começando pela paixão nacional, a bola é um clássico entre as preferências de jovens e crianças que moram no complexo de favelas.

O professor de futebol Serginho trabalha há 17 anos na comunidade. Com quase duas décadas de experiência, e tendo visto tantas gerações passarem pelos campos que existem na Maré, Serginho pode avaliar com propriedade como é o trabalho desenvolvido dentro do conjunto de favelas.

“A importância do meu trabalho é que eu salvo muitas vidas aqui, na comunidade. Principalmente as crianças. Eu pego criança de 3 anos até 18 anos, pra não se envolver [com o tráfico de drogas], pra não se enturmar e tal”, resumiu o professor.

Ainda que os alunos não virem jogadores profissionais, o objetivo, diz Serginho, é formar cidadãos. O treinador entende, e transmite àqueles que ensina, que o esporte pode salvar vidas.

Do campo de futebol para a pista de dança. A ginga para driblar serve também como suíngue para cantar e dançar. A música é a realidade do DJ Renan Valle, que também atua como professor na Maré. E Renan ensina quais são as manifestações culturais e artísticas no conjunto de comunidades.

“Dia de sexta rola nosso baile, aqui, no Parque União. Sábado rola baile na Nova Holanda, e domingo também tem o nosso pago funk, aqui no Parque União”, disse o DJ.

As variedades podem ser muitas, mas Renan explica que a preferência mesmo é o funk, algo que ele define como “o som da comunidade”.

“O som da comunidade é o funk. Pessoal gosta de curtir de dançar é o que está mais perto da gente, som de periferia, é o funk”, decreta o professor.

Som periférico que, de acordo com Renan, sofre muitas críticas infundadas.

“As pessoas criticam muito e falam que o ‘funk proibidão’ é, tipo, tá falando de arma, droga, entendeu?, mas se for em algum lugar, vai acabar… É a realidade da comunidade. (…) Não é que seja algo que vai influenciar é o que as pessoas veem entendeu”, resume.

Mas não é apenas funk. Rock, samba e pagode também são amplamente difundidos e escutados na Maré.

“Se você entrar aqui, cada lugar que você entrar vai ter um som tocando. Você vai escutar pagode, você vai escutar funk, rock, forró. (…) A música em si não tem fronteiras. Ainda mais aqui no Brasil, monte de gêneros, cores e raças tudo misturado aqui”, ensina o músico e pesquisador Diogo Nascimento.

E sim, “rock and roll”. Guitarras e baterias resistem na maré. O gênero, segundo o pesquisador, existe na Maré desde a década de 1970, e também é ouvido em rádios que ficam nas calçadas e esquinas das favelas que compõem o conjunto de comunidades.

Diogo também cita uma divisão territorial imposta pelo tráfico de drogas, e como a população – que geralmente tem receio de atravessar essa “linha imaginária” – acaba se reunindo nesses pontos para ouvir rock.

“A maré ser um lugar tão potente hoje, a gente tem esse conjunto de empreendimentos econômicos, por exemplo, essa população gigantesca. O que falta realmente é que a cidade conheça melhor esses espaços”, explica o coordenador do Censo Maré Dálcio Marinho Gonçalves.

“Nosso trabalho é justamente mostrar que a cidade é uma só, e a Maré é cidade, ela não é parte da cidade. Ela é cidade, e aqui a gente tem que lutar pra ter o mesmo direito que parte da cidade tem. A cidade é desigual, e a gente tá lutando pra que tenha igualdade, pra que a Maré tenha igualdade com outras partes da cidade”, cobra Dálcio.

Fonte:

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/10/10/censo-mare-quase-um-terco-da-populacao-no-conjunto-de-favelas-e-formado-por-jovens-e-criancas.ghtml

Bike preta: coletivo de mulheres negras cria centro cultural que ensina até mecânica

Casa La Frida, em Santo Antônio Além do Carmo, reúne café, poesia, bike e formação cultural

 

Há quem defenda e há quem discorde, mas não é exagero afirmar que o Santo Antônio Além do Carmo é um dos lugares mais charmosos da capital baiana. O chão de pedras ladrilhadas desde o Pelourinho, as casinhas coloridas que viram cenário para fotografias e a vista para a Baía de Todos os Santos se misturam à boemia da Cruz do Pascoal e tudo isso junto dá o tom do bairro.

É nesse lugar tão cheio de vida e cara de interior que fica a Casa La Frida. Um lugar tão cheio de coisas que é até difícil de definir. Lívia Suarez é uma das gestoras do local, que é oficina de bicicleta, centro cultural e profissionalizante.

Começou lá em 2015, quando Lívia, estudante de Letras na Universidade Federal da Bahia (Ufba), e Maylu Isabel, graduanda em Urbanismo na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), decidiram colocar um projeto na rua.

A estudante e empreeendora Lívia Suarez é uma das idealizadoras do projeto (Foto: Helen Salomão/ Divulgação)

A bicicleta era parceira na empreitada e, assim, nasceu o “La Frida Bike Café”, uma cafeteria itinerante e poética que atuava no campus de Ondina, na Ufba. As duas amigas recitavam poesias e vendiam café. O projeto logo ficou conhecido na Praça das Artes, local de convivência da Ufba, e as duas ficaram ‘encucadas’ com a quantidade de colegas, especialmente negras, que afirmavam também querer andar de bicicleta e que admiravam o fato de elas andarem para cima e para baixo em uma magrela ou camelo, como também chamam a bike na Bahia.

“A gente sempre quis empreender de forma autônoma e decidimos juntar café, poesia e bicicleta. Eu já pedalava na cidade, Maylu começou a pedalar logo depois e criamos o projeto. Frida é uma forma de ressignificar a imagem de Frida Kahlo. Uma mulher miscigenada, com descendências indígenas, e queríamos trazer essa imagem de duas mulheres negras com essas imagens de Frida”, contou Lívia.

A cafeteria itinerante rendeu convites para Lívia, Maylu e Jamile – idealizadoras do La Frida – participarem de eventos ligados à temática de mobilidade. Em um deles, o Bicicultura, uma inquietação começou a mexer com a cabeça das meninas: elas eram as únicas mulheres negras participando de atividades como aquela. Somou-se com as lembranças de outras mulheres querendo aprender a andar de bicicleta e pronto: nasceu o segundo projeto do La Frida. Batizado de “Preta, vem de Bike!”, a iniciativa já ensinou mais de 150 mulheres a pedalar por todo o Brasil.

Prêmio 
Em entrevista ao CORREIO, Lívia fez questão de deixar claro o quanto é importante o empreendedorismo social e a criatividade para mover o La Frida. Essa gana rendeu premiações, que fizeram o projeto se expandir. A principal delas foi internacional e rendeu uma casa para a iniciativa.

A Casa La Frida é fruto de um fundo obtido junto à Frida Kahlo Foundation, instituição que fornece investimento a ações feministas e de impacto social.

Com a casa, vieram novas ideias: hoje o La Frida tem oficina própria, já ofereceu cursos de mecânica para mulheres e tem até invenções próprias. A mais famosa delas é o capacete projetado para cabelos afro, qualquer que seja ele, do black power ao dread.

A La Frida também tem sua linha própria de bicicletas, que podem ser compradas a partir de R$ 450, com opções de personalização.

 

 

 

Fonte:

https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/bike-preta-coletivo-de-mulheres-negras-cria-centro-cultural-que-ensina-ate-mecanica/

Minha Terra tem Palmeiras

‘Minha terra tem palmeiras’ reúne 50 obras de 15 artistas na Caixa Cultural RJ

Mostra discute a formação da memória cultural do país a partir do poema Canção do exílio, de Gonçalves Dias

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 8 de setembro a 20 de outubro de 2019 (terça-feira a domingo), a exposição Minha terra tem palmeiras. Com curadoria de Bruno Miguel, a mostra reúne 50 obras de 15 artistas contemporâneos brasileiros para discutir a formação da memória cultural do país. A exposição tem patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

São obras de Afonso Tostes, Anna Bella Geiger, Armando Queiroz, Ayrson Heráclito, Carlos Zilio, Daniel Murgel, Flávia Junqueira, Ivan Grilo, Jaime Lauriano, Marcos Cardoso, Raquel Versieux, Rodrigo Braga, Rodrigo Andrade, Vicente de Mello e Virginia de Medeiros, num recorte de algumas décadas de arte contemporânea brasileira.

Ayrson Heráclito - Bori Cabeça de Oxóssi
Ayrson Heráclito – Bori Cabeça de Oxóssi

O ponto de partida da exposição é o poema Canção do exílio, ícone do primeiro momento do romantismo brasileiro, escrito por Gonçalves Dias em 1857. Trafegando por diferentes mídias, como pintura, fotografia, gravura, escultura, instalação, objeto e assemblage, esses artistas convidam o público a uma reflexão sobre a identidade nacional, das suas origens românticas no século XIX até os dias de hoje.

Histórias e memórias:
O curador Bruno Miguel destaca que artistas contam histórias e criam memórias – visuais e poéticas – sobre aspectos que geralmente passam desapercebidos pela maioria. Segundo ele, um dos principais objetivos da mostra é justamente relacionar a pluralidade de um Brasil de variados campos de pensamento artístico com temas como memória, política e ancestralidade.

“Distância é espaço e tempo. Lembrança é experiência vivida, ou não, pelo próprio ou pelo outro”, explica o curador. “Não apenas os indivíduos se lembram das coisas, mas também grupos, sociedades e nações. Lembrar e esquecer passaram a ser reconhecidos como aspectos importantes tanto da convivência em sociedade quanto também da política”, completa.

Serviço:

Exposição Minha terra tem palmeiras

Curadoria: Bruno Miguel

Artistas: Afonso Tostes, Anna Bella Geiger, Armando Queiroz, Ayrson Heráclito, Carlos Zilio, Daniel Murgel, Flávia Junqueira, Ivan Grilo, Jaime Lauriano, Marcos Cardoso, Raquel Versieux, Rodrigo Braga, Rodrigo Andrade, Vicente de Mello e Virginia de Medeiros

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4 (Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro – Metrô e VLT: Estação Carioca)

Abertura: 7 de setembro (sábado), às 16h
Visitação: de 8 de setembro a 20 de outubro de 2019
Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Entrada franca
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (21) 3980-3815
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Fonte:
https://www.sopacultural.com/exposicao/minha-terra-tem-palmeiras-reune-50-obras-de-15-artistas-na-caixa-cultural-rj/

Oktoberfest Rio traz tradições germânicas para a Marina da Glória

Oktoberfest Rio traz tradições germânicas para a Marina da Glória

 

Após a estreia de sucesso no ano passado, a Oktoberfest Rio entra para o calendário oficial da cidade e retorna à Marina da Glória em 2019 ainda maior. Serão dois finais de semana – de 18 a 20 e de 25 a 27 de outubro, com mais de 20 shows de artistas brasileiros e grupos folclóricos alemães, diversos rótulos de cerveja e duração de 12 horas de evento por dia. O festival é apresentado pela Cervejaria Brahma, realizado pela Peck Produções em parceria com a Câmara de Comércio Alemã, e apoio do Consulado Alemão.

A 2ª edição da Oktoberfest Rio recebe nomes de peso do rock nacional. Ira!, Barão Vermelho e Humberto Gessinger sobem ao palco no primeiro dia (18) e prometem esquentar a Marina da Glória. No sábado (19), Paulinho Moska, Nando Reis e Rodrigo Santos se encontram para animar o público. Já Cláudio Zoli, Gabriel O Pensador e Detonautas são as estrelas da noite de domingo (20).

Dando início ao segundo final de semana de evento, Frejat, Biquini Cavadão e Fernanda Abreu são as atrações da noite de sexta (25). No dia 26, Blitz, Léo Jaime e Leoni levam aos fãs grandes sucessos que embalaram os anos 80. Encerrando a temporada, Raimundos, Plebe Rude e CPM 22 agitam o público no domingo (26).

A festa conta com diversos rótulos de cervejas e uma grande variedade gastronômica, disponibilizadas em food parks e food trucks de marcas renomadas. Durante os seis dias de festa, a Marina da Glória recebe decoração especial no estilo alemão. Mesas comunitárias, restaurante à la carte, bar da cerveja oficial da festa, bar de shot e estandes com experiências, tenda de pequenos expositores e área ao ar livre complementam as atrações para o grande público.

“Estamos muito felizes em promover a segunda edição da Oktoberfest Rio. A Cerveja Brahma convida o público a brindar ao que realmente importa e reforça que momentos bons resistem ao tempo. E é exatamente este o conceito da festa, que une a tradição alemã com a alegria da cultura brasileira”, diz Pedro Araújo, gerente de marketing Rio da Ambev.

O espaço de 15 mil metros será dividido em dois ambientes, com um palco cada. No lado alemão, a programação traz dança folclórica, concurso de chope a metro, e as bandas BauernBand, Hochsollerleben, Bauernjazz e Hausmuskanbten, que trazem um repertório tradicional.

A Oktoberfest Rio mostra para o público a riqueza cultural revelada pelo amor à música, à dança e à gastronomia típica, no intuito de preservar os costumes e a atmosfera do país pioneiro. Tudo isso aliado ao que o Brasil tem de melhor: a alegria dos anfitriões, um cenário privilegiado e a nossa qualidade musical.

“A Oktoberfest Rio veio para fazer história. Se consolida e finca bandeira no calendário cultural do Rio de Janeiro nesta segunda edição, que, devido ao sucesso de 2018, ganhou mais um final de semana. É um festival para toda a família, onde todos podem conferir as culturas germânica e brasileira através da música, gastronomia, dos serviços oferecidos e das experiências. Quem quiser tirar seu traje típico do armário, será muito bem-vindo! Proust!”, convida Peck Mecenas, idealizador e produtor do evento.

Confira a programação

18 DE OUTUBRO

Palco Brasil:

DJ Marcelinho da Lua

Ira, Barão Vermelho e Humberto Gessinger.

Palco Alemanha: BauernBand, Hochsollerleben

19 DE OUTUBRO

Palco Brasil:

DJ Marcelinho da Lua

Paulinho Moska, Nando Reis e Rodrigo Santos

Palco Alemanha: BauernBand, BauernBand, Hochsollerleben

20 DE OUTUBRO

Palco Brasil:

DJ Marcelinho da Lua

Cláudio Zoli, Gabriel O Pensador e Detonautas

Palco Alemanha: BauernJazz, BauernBand, Hochsollerleben

25 DE OUTUBRO

Palco Brasil:

DJ Marcelinho da Lua

Frejat, Biquini Cavadão e Fernanda Abreu

Palco Alemanha: BauernBand, Hausmuskanbten

26 DE OUTUBRO

Palco Brasil:

DJ Marcelinho da Lua

Blitz, Léo Jaime e Leoni

Palco Alemanha: BauernJazz, Hausmuskanbten, BauernBand

27 DE OUTUBRO

Palco Brasil:

DJ Marcelinho da Lua

Raimundos, Plebe Rude e CPM 22

Palco Alemanha: BauernJazz, Hausmuskanbten, BauernBand

Serviço

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, S/N – Glória, Rio de Janeiro – RJ

Classificação: Livre. Menores apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

HORÁRIO DO EVENTO

Sexta (18/10): das 18h às 04h

Sábado (19/10): das 16h às 04h

Domingo (20/10): das 13h às 24h

Sexta (25/10): das 18h às 04h

Sábado (26/10): das 16h às 04h

Domingo (27/10): das 13h às 24h

INGRESSOS

Área Beer Garden – Acesso a toda área do evento

1º LOTE

Meia R$ 50 / Inteira R$ 100

Área VIP – área reservada com cobertura, piso elevado, vista privilegiada para o palco Brasil, bares, banheiros e entrada exclusiva

1º LOTE

Meia R$ 100 / Inteira R$ 200

 

 

 

 

 

 

Fonte:
https://www.jb.com.br/rio/2019/10/1018378-oktoberfest-rio-traz-tradicoes-germanicas-para-a-marina-da-gloria.html

Cultura Popular, teatro e dança entre os contemplados pelo SIC em 2020

Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) é retomado pela Prefeitura do Recife, que lança edital com incentivo de mais de R$ 5 milhões para produções artísticas locais

Pelo menos R$ 5,6 milhões serão investidos em produções culturais do Recife em 2020, com a regulamentação do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC), que voltou a vigorar depois de quase uma década de estagnação, desde o lançamento do seu último edital, em 2010. Um alento para o universo artístico da Cidade, que nos últimos tempos tem usufruído de poucas possibilidades de fomentos na área, principalmente em âmbito federal e que, consequentemente, reflete nas gestões estaduais e municipais de cultura em todo o País.

“A palavra de ordem é resistência. Em todos os atos, ações e decisões. Neste lugar aqui, que é de Ariano Suassuna e de Paulo Freire, vamos fortalecer uma das coisas mais importantes de uma nação, a cultura, porque afinal, o que seria a história do Recife sem a cultura? Não existe nossa cidade sem ela”, ressaltou o prefeito Geraldo Júlio, durante assinatura, junto à secretária de Cultura do município, Leda Alves, em cerimônia realizada sexta-feira (11), ocasião em que o retorno do incentivo foi anunciado. “Foi um ato de coragem, na contramão do que está acontecendo, quando todos estão fugindo de tudo. É a mais difícil gestão de cultura que eu vivi”, salientou a secretária.

A partir desta segunda-feira (14), até 29 de novembro, realizadores da música, do audiovisual, do teatro, dança, circo, cultura popular, literatura, artes visuais, artesanato e patrimônio, podem inscrever suas ideias para que sejam colocadas em prática, caso sejam aprovadas. Duas formas de inscrição dos projetos estão previstas no edital: o Fundo de Incentivo à Cultura e o Mecenato, sendo o primeiro deles com aporte direto do poder público municipal, com orçamento de R$ 3,5 milhões, e o segundo com fomento de R$ 2,1 milhões e dedução fiscal do Imposto Sobre Serviço (ISS) de até 20%.

Depois de inscritos, os projetos são avaliados pela Comissão Deliberativa do SIC, composta por representantes da prefeitura, da secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura, além de representantes do Conselho Municipal de Cultura. “Todos podem participar, incentivando, dessa forma o valor inicial colocado pela prefeitura, de cinco milhões, será ampliado”, ressalta o chefe do Executivo municipal, que promete, em 2020, lançamento de um segundo edital do Sistema com valores de incentivo que podem, somados aos deste ano, chegar a R$ 15 milhões. Os interessados passarão por etapas online e presencial. Por meio do endereço www.culturarecife.com.br, informações como modelos de documentação poderão ser consultadas.

Distribuição
Dos R$ 3,5 milhões do Fundo de Incentivo, artes cênicas (R$ 1,07 milhão) e música (R$ 960 mil) abarcarão as maiores cotas. No audiovisual será investido R$ 500 mil e na cultura popular, R$ 820 mil. “Sou brincante desde os meus três anos de idade. O cavalo marinho e o maracatu foram minha faculdade e, por isso, o momento, com os valores destinados à cultura popular, é só de agradecimento”, discursou Pedro Salustiano, um dos filhos do saudoso Mestre Salustiano.

O artesanato terá o quinhão de R$ 100 mil e a fotografia, R$ 50 mil. Quem optar pelo Mecenato, terá limites entre R$ 100 mil (artes visuais, literatura e circo, entre outros) e R$ R$ 700 mil (audiovisual). “As duas formas, cada uma delas, estão previstas em um edital específico. Todos os membros da Comissão Deliberativa se tornam fundamentais, inclusive o Conselho de Cultura, para avaliar tudo e dar início às ações em 2020”, comentou o presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Diego Rocha.

Opiniões em sintonia
Entre artistas e produtores culturais, é uníssona a fala sobre a importância da cultura e o quanto ela tem sido “castigada” por cortes e desmontes no âmbito do Governo Federal. Alentados pelo anúncio da regulamentação da lei 16.215/96 (SIC), nomes como Cannibal (Devotos), Almir Rouche, Spok e Gerlane Lops, exaltaram o incentivo que será dado à área, sugerindo, todos eles, que o Recife tem se colocado na “contramão” do abandono da cultura no País.

Cannnibal
“Quanto mais apoio, mas longe um artista pode chegar. A Prefeitura sabe que a gente não segue sem ajuda, sem fomento. Estão querendo acabar com a nossa cultura, que funciona como um mode de ver de um povo, que se manifesta por meio dela e por isso a sua importância”.

Gerlane Lops
“Já pensei muitas vezes, como artista, em desistir por falta de incentivo. O retorno do SIC nos faz querer criar mais, sonhar e colocar em prática. Acho que os artistas do Recife têm gratidão, porque vamos poder vislumbrar projetos para o futuro”.

Spok
“Na contramão do que está acontecendo com a nossa cultura, Recife abre portas e janelas para o universo artístico. É uma felicidade para nós que estamos nessa situação dificílima das artes”.

Almir Rouche
“Cultura é a alma desse País. Espero que possamos servir de exemplo para outras cidades e que outros gestores percebam que o dinheiro investido em cultura volta para o bolso de quem incentiva”.

Ilana Queiroga
“Muito além da verba disponível, estou feliz porque nós artistas vamos conseguir realizar sonhos e com isso incentivar a manutenção da cultura. Não podemos desistir”.

Pedro Salustiano
“Com tantos desmontes da cultura, que já perdeu tanta coisa, editais e Ministério, temos agora uma porta aberta. Agradeço ao meu pai pela convivência com ele que me fez amar ser brincante e agora, muito feliz eu fico com o incentivo que será dado à Cultura Popular”.

Rominho (Som da Terra)
“O SIC terá grande importância para quem está iniciando carreira e para quem já está na estrada, será mais um agregador para melhorar os projetos, principalmente em um momento tão difícil para os artistas”.

 

 

 

 

 

 

Fonte:
https://www.folhape.com.br/diversao/diversao/cultura/2019/10/12/NWS,118709,71,1409,DIVERSAO,2330-CULTURA-POPULAR-TEATRO-DANCA-ENTRE-CONTEMPLADOS-PELO-SIC-2020.aspx

Programa que prevê R$ 33 milhões para projetos culturais no Paraná abre inscrições na hoje

Prazo de inscrição de projetos no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice) vai até 28 de novembro; edital está disponível para consulta.

As inscrições de projetos culturais paranaenses no Programa Estadual de Fomente à Cultura (Profice) começam na segunda-feira (14). Conforme a Secretaria de Estado da Comunicação Social de Cultura, serão destinados R$ 33 milhões em renúncia fiscal no biênio 2020/2021.


Apresentação de projeto cultural contemplado pelo Profice no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba — Foto: Agência de Notícias do Paraná/Divulgação

O prazo de inscrição, que deve ser feita pela internet, vai até o dia 28 de novembro. O edital foi publicado no Diário Oficial do Paraná na quinta-feira (10) e está disponível para consulta. Serão contemplados no programa projetos nas seguintes áreas:

  • artes visuais
  • audiovisual
  • circo
  • dança
  • literatura
  • livro e leitura
  • música
  • ópera
  • patrimônio cultural material e imaterial
  • povos, comunidades tradicionais e culturas populares
  • teatro

Nas duas edições anteriores, em 2014 e 2017, o Profice destinou R$ 60,3 milhões em renúncia fiscal a 323 projetos que tiveram ações realizadas em 374 municípios, segundo dados do Governo do Paraná.

Quem pode apresentar projetos?

De acordo com a secretaria, poderão apresentar projetos pessoas físicas domiciliadas ou estabelecidas no estado, no mínimo, há dois anos.

Também são aceitos proponentes pessoas jurídicas de direito privado que tenham como objeto atividades artísticas e culturais estabelecidas no mesmo período.

Os interessados devem fazer o cadastramento e manter atualizados os dados no sistema de inscrições do Profice.

Quais são as exigências?

  • Promover a criação, a formação, a produção, a manutenção, a difusão e a circulação artística e cultural;
  • incentivar a preservação, a pesquisa e a difusão do patrimônio histórico, artístico e cultural;
  • estimular o acesso aos bens e valores culturais;
  • apresentar contrapartidas alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ação mundial voltada à erradicação da pobreza e à promoção da vida digna para todos.

Novidades do Profice

Segundo a secretaria, o edital tem novas modalidades para inscrição de projetos de acordo com o local de domicílio do candidato.

Os proponentes que são residentes e domiciliados em Curitiba devem se inscrever na modalidade “Capital”. Os residentes e domiciliados em outras cidades do Paraná devem se inscrever na modalidade “Municípios”.

Outra alteração é a ampliação do item “Abrangência”, permitindo que mais regiões do estado sejam contempladas, desde os municípios pequenos até aqueles com maior número de habitantes.

Com a mudança, entram 17 cidades na última faixa, que corresponde aos municípios com mais de 70 mil habitantes e os mais populosos. As faixas de abrangência foram delimitadas da seguinte forma:

  • até 20 mil habitantes;
  • de 20.001 a 70 mil habitantes;
  • e acima de 70 mil habitantes.
Fonte:
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2019/10/13/programa-que-preve-r-33-milhoes-para-projetos-culturais-no-parana-abre-inscricoes-na-segunda-14.ghtml

Museu de Ciências da Terra, no Rio, será revitalizado com verba do petróleo

Reforma no Museu da Terra

 

Os avanços tecnológicos da indústria do petróleo serão um dos motes principais da comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil, em 2022.

Até lá deve estar pronto o projeto de revitalização do Museu de Ciências da Terra, que fica na Urca, no Rio de Janeiro, integrando parte das festividades.

Ele vai receber estimados R$ 123 milhões para melhorias nas instalações e ainda prepara a abertura de um novo pavilhão dedicado à exploração petrolífera.

Um passo importante para a realização do projeto foi a aprovação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) do plano de trabalho para a elaboração dos projetos executivos das obras.

Essa etapa de planejamento deve durar 15 meses e vai custar R$ 6,2 milhões. Depois disso, começa a restauração do chamado Palácio dos Estados, prédio em estilo neoclássico, construído para a Exposição Nacional de 1908, que marcou o centenário da chegada da Família Real ao Brasil.

“O prédio do museu será modernizado. Ganhará melhor infraestrutura e melhores condições de segurança. Mas o que é mais importante é o investimento no potencial do lugar como centro de ensino e pesquisa”, afirma o diretor-geral na ANP, Décio Oddone.

Por lei, as empresas exploradoras de petróleo precisam destinar parte de sua receita bruta para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

Nos contratos de concessão e partilha, o percentual fica em 1% e em 0,5% no modelo de cessão onerosa. A Petrobras está cumprindo com essa exigência apoiando a recuperação do museu.

O acordo firmado com a CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), responsável pelo museu, prevê também a construção de novos laboratórios anexos ao prédio histórico.

Atualmente, a Petrobras guarda importante acervo de rochas e fluidos de inestimável valor histórico e científico, que será doado para a exposição ao público e disponibilizado para estudos científicos.

Grande parte desse patrimônio ficará em três litotecas (seleções de amostras minerais) que serão construídas na Ilha do Fundão, zona Norte do Rio, em Manaus (AM) e em Feira de Santana (BA).

Atualmente, o Museu de Ciências da Terra já possui ricas coleções de rochas, meteoritos, fósseis, entre outros materiais, totalizando mais de 50 mil peças.

Há ainda biblioteca com quase 100 mil obras, recomposta depois de um incêndio que destruiu esse espaço em 1973.
O assessor da presidência da CPRM, Paulo Romano, reconhece que a instituição precisa de fato incorporar todo esse conhecimento acumulado pela indústria do petróleo.

“Este é um sonho antigo que está sendo concretizado. Além das melhorias, precisamos ressaltar essa nova fase do Serviço Geológico do Brasil, que está mais vinculado à exploração de petróleo e gás”, afirma Romano.

INTERATIVIDADE

Paralelamente à revitalização, a instituição toca em parceria com o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) projeto de um novo pavilhão que está sendo chamado de Museu do Petróleo.

A ideia é montar exposições interativas com o que há de mais avançado em tecnologia digital e realidade virtual, com foco nos estudantes. O investimento, ainda não calculado, virá de doações de empresas petrolíferas filiadas à entidade.

“Estamos nos inspirando em experiências de sucesso no exterior para mostrar a importância da indústria do petróleo para o Rio e para o País. São referências os museus de Houston e Dallas, nos EUA, o de Stavanger, na Noruega, e de Astana, no Cazaquistão.

A ideia é fazer algo bastante atrativo e envolvente, mas ao mesmo tempo informativo, para despertar nos estudantes o interesse pelas áreas do conhecimento que são fortes na nossa atividade”, explica o secretário-geral do IBP, Milton Costa Filho.

 

 

Fonte:

7ª FEESP – Festival de Esquetes de Petrópolis

O 7ºFEESPE – Festival de Esquetes de Petrópolis, acontecerá de 15 a 20 de outubro de 2019 e tem como finalidade incentivar a criação teatral, a formação de plateia, difundir valores culturais, artísticos, sociais e democratizar o acesso ao teatro e demais expressões artísticas, através de suas atividades: “Mostra FEESPE”, “Teatro de rua”, “Oficinas”, “Debate”, “Poesia” e “Bistrô FEESPE”, além dos esquetes concorrentes e convidados.

Centro Cultural Correios recebe a Mostra Ásia

Centro Cultural Correios recebe a Mostra Ásia

Uma fantástica experiência por 15 países da Ásia em uma única viagem!  Esta é a proposta da Mostra Ásia que, a partir desta quarta-feira, 9/10, transformará o Centro Cultural Correios, no Centro do Rio, em um grande espaço de comunicação, compreensão e conexão de países do maior continente do mundo com a Cidade Maravilhosa.

O evento, que seguirá até o fim do mês de novembro, apresentará ao público carioca as ricas e plurais tradições e detalhes das culturas históricas de países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), China, Coreia do Sul, Índia, Japão e Timor-Leste, incluindo exposição de trabalhos de fotógrafos internacionais e brasileiros, palestras, workshops de línguas japonesa, coreana e chinesa, oficina de origami, caligrafia, danças, yoga, demonstração de massagem terapêutica, aulas de Muay-Thai , Judô, Aikido e Taekwondo, peça de teatro, entre outros.

Com o crescente interesse dos brasileiros pela história, cultura e tradições de povos da Ásia, a Mostra Ásia vem para promover a aproximação e o desenvolvimento dos laços de amizade entre os povos.

As atividades da Mostra Ásia, soba curadoria e a idealização de Marcelle Torres, são realizadas com o apoio de representações diplomáticas, associações culturais e a parceria com a Universidade Estácio de Sá. Além disso, a Mostra Ásia conta com o apoio institucional do Ministério das Relações Exteriores com sua representação no Rio de Janeiro.

A Mostra Ásia é um importante evento que serve como plataforma para os países asiáticos introduzirem suas culturas no Brasil. A Indonésia tem a honra de fazer parte deste evento. Também estamos firmemente convencidos de que a cultura pode ser um facilitador da diplomacia, além de promover a harmonia entre os países”, afirma Edi Yusup, embaixador da República da Indonésia no Brasil.

Em 2019, comemoramos 52 anos da ASEAN, um símbolo de integração, paz e cooperação na Ásia. Pela primeira vez, o Rio de Janeiro receberá um evento com a participação e o apoio de representações diplomáticas da ASEAN no Brasil. É com muita alegria que a AsiaColors irá promover a Mostra Ásia, a qual é um convite ao público carioca a conhecer mais sobre a Ásia e seus encantos”, ressalta Marcelle Torres, diretora executiva da AsiaColors.

SERVIÇO:
MOSTRA ÁSIA
Exposição e atividades de 10 de outubro a 24 de novembro
Visitação de terça a domingo das 12h às 19h
Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro

 

 

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