Boletim Funarte SP

Via: Funarte SP

 

Complexo Cultural Funarte SP

Alameda Nothmann, 1058

Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94

Edital de Credenciamento de projetos de formação de público na Funarte SP

O Edital busca incentivar o acesso aos espaços culturais e às suas programações. Por meio dele, a Fundação visa à contratação de pessoas jurídicas de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos, de natureza educacional ou sociocultural. Serão convocados até seis proponentes. Eles deverão formar pelo menos quatro grupos de até 30 pessoas; e agendar pelo menos quatro visitas aos espaços culturais da Funarte SP. Estes estarão disponíveis para agendamento de visitas, no período de junho a dezembro de 2022. Num total de R$ 60 mil de investimento, cada projeto contemplado receberá o valor bruto de R$ 10 mil para a realização das atividades.

 

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Edital de Credenciamento para realização de espetáculos de circo, dança, teatro e música na Funarte SP

O Edital tem como objetivo a contratação de até dez artistas, grupos e/ou companhias, para a realização de espetáculos no conjunto de espaços artístico-culturais da Funarte na Capital Paulista: o Complexo Cultural Funarte SP, em Campos Elíseos, e o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, na Vila Buarque. O programa comemora os 45 anos da Representação Regional da Funarte São Paulo e o Dia Nacional das Artes, 12 de agosto. As temporadas deverão ser realizadas desde essa data até o dia 2 de outubro de 2022. Os espaços estarão disponíveis de quarta-feira a domingo, entre 14h e 21h30. No total para essa ação foram destinados R$190 mil para pagamento aos contemplados.

 

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Novas salas de coworking na Funarte SP

Estão abertas as inscrições para o Edital de Credenciamento para Permissão de Uso das Salas do Complexo Cultural Funarte SP visando à elaboração de Projetos Artísticos e Culturais. O Edital tem por objeto o credenciamento de pessoas físicas ou jurídicas, interessadas no uso de salas do Complexo para elaboração de propostas direcionadas à criação e apresentação de espetáculos de circo, dança, teatro e música, ou a exposições de artes visuais. Serão disponibilizadas três salas com computadores. Cada contemplado poderá utilizar o espaço por um período de até três meses, que pode ser prorrogado por até três meses, se houver disponibilidade. As salas poderão ser utilizadas de segundas a sextas-feiras, das 9h às 18h. As inscrições são gratuitas. O edital foi publicado no Diário Oficial da União do dia 26 de abril de 2022, Edição 77, Seção 3, Página 170.

 

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Mostra 20 Anos da Cia Teatro Endoscopia

Sala Augusto Boal – Teatro de Arena Eugênio Kusnet SP

A ocupação consiste na apresentação de três espetáculos marcantes na história do grupo: Oração para um pé de chinelo, Astolpho Pitoresco, Esparadrapo e Tuf- Tuf brincam com gente Miúda e Vermelho – a Terra só está pedindo silêncio.  Criada em 2002 em Santo André (Grande São Paulo), dentro da Escola Livre de Teatro da cidade, a Cia Teatro Endoscopia chega aos vinte anos de trajetória reunindo no currículo espetáculos que transitam entre a linguagem teatral e a circense. Desde sua fundação, o grupo produziu nove montagens, com participações em diversos festivais pelo estado de São Paulo e circulação em espaços como o Teatro Municipal de Santo André, o Espaço Parlapatões, o Centro Cultural São Paulo e o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, da Funarte.  A primeira montagem de Oração para um pé de chinelo pela Cia Teatro Endoscopia foi feita em 2017. No texto, escrito por Plinio Marcos em 1969, Rato e Dilma ficam reféns de Bereco, que está fugindo da polícia. A história se desenrola em um único espaço, o barraco de Rato. As três personagens são excluídas de um sistema social que as criminaliza desde o nascimento. Já o infantil Astolpho Pitoresco, Esparadrapo e Tuf- Tuf brincam com gente Miúda, apresentado na primeira semana, foi criado pela companhia em 2019. O texto é de Flávio Marin, que também atua no espetáculo, ao lado de Alexandre Santo. Consiste em várias esquetes tradicionais de palhaços, com números de malabarismo, pernas de pau e mágicas. Finalmente, Vermelho – a Terra só está pedindo silêncio é o espetáculo mais recente do grupo, concebido em 2021. Com dramaturgia inédita de Sérgio Pires, retrata vidas solitárias no contexto da pandemia. Confira as próximas apresentações:

 

Oração para um pé de chinelo

De 19 a 22 de maio | De quinta a domingo, às 20h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)

Duração: 60 minutos | Classificação etária indicativa: 14 anos

 

Vermelho – a Terra só está pedindo silêncio –

De 26 a 29 de maio | De quinta a sábado, às 20h; domingo, às 18h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)

Duração: 60 minutos | Classificação etária indicativa: 14 anos

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Choros – Estudo Brasileiro nº 6

Ensaio aberto do Ballet Stagium 

Sala Renée Gumiel – Complexo Cultural Funarte SP

Dia 20 de maio | Sexta, às 19h

Entrada franca

 

A coreografia de Décio Otero, que dirige a companhia ao lado de Marika Gidali, nasceu de sua antiga paixão pelo gênero. Nas palavras do próprio coreógrafo, “o ‘romance’ afirmou-se quando todas as semanas, ao lado da minha casa, no bairro de Pinheiros [zona oeste de São Paulo], uma dezena de músicos reunia-se no meio da rua para tocar chorinhos.” Depois de cada uma dessas rodas de choro, Décio voltava para casa com o desejo de “fazer algo com aquela música” – o que enfim se realiza agora, na coreografia baseada em clássicos de Pixinguinha, Waldir Azevedo, Catulo da Paixão Cearense, Joaquim Callado, João de Barro, Octaviano Pitanga, Lina Pesce, Cartola, Zequinha de Abreu, Jacob do Bandolim, Severino Rangel (Ratinho) e Altamiro Carrilho. O Ballet Stagium, que acaba de completar 50 anos de trajetória, tem atualmente uma parceria com a Funarte, realizando seus ensaios em espaços do Complexo Cultural Funarte SP. Como contrapartida, o grupo oferece aulas de dança gratuitas para crianças, com o Projeto Joaninha.

Flamencodanza

Espetáculo internacional 

Sala Renée Gumiel – Complexo Cultural Funarte SP

Dias 27 e 28 de maio | Sexta e sábado, às 19h

Ingressos: R$ 35,00 (inteira) e R$ 17,50  (meia-entrada)

Classificação etária indicativa: livre

 

Com a bailarina Aylin Bayaz e o violinista Raúl Mannola, o show é uma performance contemporânea de dança e guitarra flamencas, manifestações emblemáticas da cultura espanhola. Em março deste ano o show foi apresentado no Centro Cultural de La Villa de Madrid, tendo passado anteriormente por Barcelona, pela Austrália e pela Nova Zelândia.  No Brasil, além de São Paulo, o espetáculo tem apresentações no Rio de Janeiro e em Curitiba. A britânica Aylin Bayaz começou a dançar flamenco aos cinco anos de idade. Em 2003 ela se muda para a Espanha, estudando o estilo de dança tradicional na Andaluzia e em Madri, onde vive atualmente. Já se apresentou ao lado de nomes mundialmente conhecidos do universo do flamenco, tais como o dançarino José Carmona ‘Rapico’ e o cantor Enrique Bermudes ‘Piculabe’. Raúl Mannola é argentino, guitarrista de flamenco e de jazz fusion. Dedicou mais de trinta anos ao estudo do gênero tradicional espanhol e foi aluno do lendário guitarrista Manolo Sanlúcar. É autor de dez álbuns solo, entre os quais Inner Visions of Flamenco, considerado um dos mais importantes do flamenco experimental.

 

Crédito da imagem: Laura Oja, Christian de Hericourt

Canto das Ditas, Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes 

Espetáculo teatral e conversa com Filhas da Dita e Leda Maria Martins 

Sala Guiomar Novaes – Complexo Cultural Funarte SP

Dia 27 de maio | sexta, às 15h

Entrada franca | Classificação etária indicativa: 14 anos

 

A peça é uma ‘afrografia’ – termo cunhado pela poeta e ensaísta Leda Maria Martins, cuja obra foi fonte de inspiração direta para esta criação – do cotidiano da Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo. No espetáculo, a vida no bairro é relacionada à perspectiva mítica da herança africana e ao “espírito feminino ancestral da humanidade”, representado pelas figuras das Yabás (Orixás femininas), num “espelho mítico das personagens sagradas”, como dizem as integrantes do coletivo. Para isso foram colhidos depoimentos de familiares e antigas moradoras do bairro, os quais se tornaram a base da narrativa. Após a apresentação, haverá uma conversa do público com Leda e o coletivo feminino. Filhas da Dita nasceu em 2007 e em seu repertório estão os espetáculos Os Tronconenses (2007), A Guerra (2013), Sonho de Tatiane – Uma Poética Sobre Juventudes (2017). Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes foi concebido em 2019. A artista mineira Leda Maria Martins, além de poeta e ensaísta, é congadeira e dramaturga. Doutora em Letras-Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais, tem mestrado em Artes pela Indiana University. Como professora, foi visitante da New York University, Department of Performance Studies entre 2009 e 2010 e  docente dos cursos de Letras e de Artes Cênicas da UFMG, entre os anos de 1993 e 2018. Na lista de títulos publicados, estão  A cena em sombras e Afrografias da memória.

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Show Pompeia – a Liverpool brasileira 

Sala Guiomar Novaes – Complexo Cultural Funarte SP

Dia 28 de maio | sábado, às 20h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)

Classificação etária indicativa: livre

 

No ano de 2020, alguns amigos músicos – moradores ou ex-moradores do bairro da Pompeia, zona oeste de São Paulo – resolveram se unir e criar um grupo para celebrar o gênero musical da sua preferência, o rock. Surgiu assim a Pompeia Confraria do Rock, que no próximo dia 28 de maio, sábado, faz um show na Sala Guiomar Novaes, da Funarte SP. O repertório traz 23 canções, com destaque para bandas da própria Pompeia, como a Made in Brazil. Também serão executados clássicos do rock dos anos 60, 70 e 80 – entre eles, músicas dos Mutantes e do Led Zeppelin.  Ao todo, doze músicos da Confraria irão participar da apresentação.

 

Guitarra: Tadeu Dias e Geraldo Guimarães | Violão: Maurício Lamussi | Baixo: Vitor Schiffnaguel | Bateria: Fábio Xepa, Henrique Iafelice, Lé J Lopez Léo e  Carlinhos Machado | Teclado:  Antonio Pereira | Vocais: Luiz Correa, Bruno Scola, Paula Mota

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Sinos de Câmara 

Série de concertos com Orquestra Filarmônica Sinos Azuis 

Sala Guiomar Novaes – Complexo Cultural Funarte SP

Dia 29 de maio  | Domingo, às 16h

Entrada franca | Classificação etária indicativa: livre

 

A Orquestra Sinos Azuis inicia uma nova série de concertos gratuitos na Sala Guiomar Novaes do Complexo Cultural Funarte SP. Em março deste ano, a orquestra paulistana fez uma série de três apresentações gratuitas no espaço. Inscrita na Chamada Pública para Permissão de Uso de Espaços da Funarte SP – abril a agosto de 2022, ela agora retorna para apresentar a série Sinos de Câmara, em formações reduzidas e com repertório camerístico. Os próximos concertos acontecem nos dias 18 e 26 de junho. A Orquestra Filarmônica Sinos Azuis (OFSA) foi criada em 2019 por iniciativa de amigos músicos, entre eles o contrabaixista Webster Silas da Silva, hoje seu presidente. Tem o propósito de difundir a música de concerto nas diversas regiões de São Paulo com pouco acesso a atividades culturais.

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Transcenda o Corpo e Toque na Alma 

De Jorge Anami

Sala Renée Gumiel – Complexo Cultural Funarte SP

Dias 21 e 22 de maio | Sábado, às 19h, e domingo, às 18h

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)

Classificação etária indicativa: livre

 

O espetáculo de dança contemporânea idealizado por Jorge Anami trata das relações interpessoais e de como elas são afetadas por fatores ambientais e sociais. Segundo o coreógrafo, “a pandemia que nos assola implicou a necessidade de atualizar o modo de se relacionar e, assim, ressignificar nossas atitudes.” Esse esforço é o motor do espetáculo, no qual os bailarinos, conectados pelos sentidos, representam a ideia de transcender os próprios corpos na busca de uma relação mais profunda entre si. O Grupo Elo foi criado em 2019 a partir de trabalhos desenvolvidos por Jorge Anami, com o objetivo de desenvolver coreografias com a linguagem da dança contemporânea.

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Só Vibras 

Festival de Vibrafone

Sala Guiomar Novaes – Complexo Cultural Funarte SP

 

De 20 a 22 de maio de 2022 | Sexta e domingo, às 18h; sábado, às 19h

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)

Classificação etária indicativa: livre

 

Concebido e produzido por Lucia Rodrigues, o Só Vibras surgiu em 2016 numa iniciativa – inédita no Brasil – de reunir vibrafonistas de vários lugares do país num mesmo evento, cada um apresentando o seu grupo. A edição de 2022, na Sala Guiomar Novaes, já é a quarta do festival e contará com importantes instrumentistas brasileiros, como Guga Stroeter, além de uma participação internacional: a do chileno Ruben Zuñiga.

 

Veja a programação do festival:

 

20 de maio: Carlos dos Santos | Beto Caldas

21 de maio: André Juarez | Guga Stroeter

22 de maio: Ruben Zuñiga (Chile) | Duo Clavis

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Black is Beautiful

Exposição de Dejair Paulo da Silva 

Galeria Flávio de Carvalho – Complexo Cultural Funarte SP

De 28 de maio a 26 de junho de 2022 | de terça a domingo, das 14h às 19h

Entrada franca | Classificação etária indicativa: livre

 

O eixo principal da exposição é a representação artística da beleza de pessoas negras – o que, segundo o artista visual capixaba, contraria o padrão vigente na arte ocidental, no qual se privilegia a beleza dos brancos. Além deste eixo, a mostra também aborda o tema da sustentabilidade, pois muitos dos trabalhos são feitos com materiais reutilizados, como papelão e papel kraft. Segundo Dejair Paulo da Silva, tal abordagem suscita uma reflexão sobre a “materialidade da arte”, desmistificando a sua posição como “algo restrito às elites” – e propondo, portanto, que ela seja acessível a todos. As 21 obras da exposição foram apresentadas no ano passado no Museu Capixaba do Negro “Verônica da Pas” – Mucane, em Vitória-ES.

Todo Ponto de Vista é a Vista de um Ponto

Exposição do Grupo Quartas

Galeria Mario Schenberg – Complexo Cultural Funarte SP

 

De 14 de maio a 12 de junho de 2022 | de terça a domingo, das 14h às 19h

Entrada franca | Classificação etária indicativa: livre

 

Criado em 2017, o Grupo Quartas é formado por alunos e ex-alunos de um curso ministrado pelo pintor Paulo Pasta no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A maioria de seus integrantes participou da exposição Pin-Céu (selecionada pelo Edital Funarte Paralelos – Artes Visuais) em 2019, na Funarte SP. Agora o grupo apresenta uma nova exposição na Galeria Mario Schenberg a partir do dia 14 de maio. A mostra Todo Ponto de Vista é a Vista de um Ponto reúne trabalhos de oito artistas: Ana Francisca, Edu Silva, Helena Carvalhosa, Luciana Saad, Roberta Mestieri, Sérgio Spalter, Soraia Dias e Suzana Barbosa. Embora predomine na produção do grupo a pintura em tinta sobre tela, seus integrantes ressaltam a diversidade como uma das suas principais características: “De narrativas quase literárias a questões ontológicas, passando por reflexões políticas a impressões poéticas, é uma produção que busca sentidos, e por isso mesmo cria caminhos tão particulares e diversos quanto as pessoas que fazem parte deste grupo”, afirmam.

 

Crédito da imagem: MAC, de Luciana Saad

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Palimpsesto

Exposição de Chai Rodrigues

Galeria Flávio de Carvalho – Complexo Cultural Funarte SP

 

De 23 de abril a 22 de maio de 2022 | de terça a domingo, das 14h às 19h

Entrada franca | Classificação etária indicativa: livre

 

A mostra consiste em fotografias que registram as sucessivas intervenções, de diversas naturezas, que ao longo do tempo se sobrepõem nas colunas de sustentação do Elevado João Goulart, mais conhecido como Minhocão, na região central da capital paulista. A pesquisa de Chai Rodrigues sobre esse tema começou em 2016, mas foi em 2018 que a artista produziu as fotografias exibidas na exposição. A cada dia 24 de todos os meses daquele ano, ela registrou fotograficamente as colunas do Minhocão – mostrando assim, ao longo do tempo, o que se havia produzido de diferente nelas e o que havia se conservado. A escolha do dia 24 é uma alusão à data de inauguração da obra: 24 de janeiro de 1971 – véspera do aniversário de São Paulo, significando simbolicamente que o Elevado seria um ‘presente’ para a cidade. Como explica Chai Rodrigues, na época o propósito da obra era facilitar o fluxo de automóveis no Centro da capital paulista; mas, hoje, o Minhocão é fechado à noite e aos fins de semana para veículos, sendo então usado por pedestres e ciclistas. E, além disso, as vias sob ele servem permanentemente de abrigo a pessoas em situação de rua.  A ideia de Palimpsesto é mostrar como as pessoas que frequentam a região dão novos e sucessivos significados – práticos ou estéticos – às colunas do Elevado, transformadas em local de manifestações públicas. Elas servem de suporte a trabalhos artísticos (sobretudo de grafite), anúncios, pixações, declarações etc. Palimpsestos, no sentido original, eram papiros cujas inscrições eram apagadas, na Antiguidade, sendo reaproveitados para dar lugar a outras inscrições, já que o material era muito caro.  Como forma de divulgação da exposição, será produzida uma série de cartões postais da região, a ser distribuída no entorno como um convite à observação e à troca de informações.

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Animais do Bosque Real

Exposição de Giseli Duarte

Pátio – Jardim do Complexo Cultural Funarte SP

 

De terça a domingo, das 14h às 19h
Entrada franca | Classificação etária indicativa: livre

 

Na mostra serão exibidas esculturas em papelão, em tamanho real, representando animais da fauna brasileira ameaçados de extinção. A exposição conta com peças que reproduzem uma cabeça de anta, um cachorro-do-mato-vinagre, um tatu-canastra e um macaco guigó. Giseli Duarte realizou um projeto semelhante recentemente, no Parque da Nascente, em São Paulo, no qual exibiu uma anta brasileira de papelão – também em tamanho natural: 2 metros por 1,5 metro. Segundo a artista catarinense, o nome da exposição na Funarte SP faz referência à série de animação franco-britânica The Animals of the Farthing Wood (Os Animais do Bosque do Vintém), por sua vez baseada no livro homônimo de Colin Dann. Giseli Duarte reside atualmente em São Paulo e Florianópolis. É formada em Desenho de Moda pela FASM e hoje se dedica à sua produtora de arte e aos seus trabalhos em cerâmica, esculturas, telas e toy art.

 

Projeto recebido pela Chamada Pública para Permissão de Uso dos Espaços da Funarte SP

Os ingressos poderão ser adquiridos na bilheteria do Complexo Cultural Funarte SP e do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, com pagamento somente em dinheiro, a partir de uma hora antes.

Expediente: Boletim da Funarte SP. Ano 14. Nº 18

Representante Regional Substituta: Sharine Machado C. Melo

Concepção: Ana Maria Mello (em memória) e Sharine Melo | Edição e diagramação: Sharine Machado C. Melo e Thabata Garcia | Revisão: Alexandre Koji Shiguehara, Karina Christie Gonçalves, M.C.P. e Ricardo Gracindo Dias

Comissão realiza na quarta-feira seminário sobre o Plano Nacional de Cultura

Via: Progresso

Por: AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS

Deputada Professora Rosa Neide, presidente da Comissão de Cultura – Crédito: Elaine Menke/Câmara do Deputados

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados promove na quarta-feira (25) um seminário sobre o Plano Nacional de Cultura, o Sistema Nacional de Cultura, e as instâncias e canais efetivos de participação social.

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), que apresentou o requerimento para realização do seminário, lembra que inúmeras representações do setor cultural têm se manifestado sobre a impossibilidade de realização da 4ª Conferência Nacional de Cultura, em razão do tempo exíguo para a realização das etapas preparatórias, e entendem não haver mais condições de realizá-la em 2022, como estava previsto.

“Há flagrantes problemas de cronograma da conferência e há todo um movimento político-social em favor da derrubada de vetos às leis centrais para o setor (Aldir Blanc 2 e Paulo Gustavo). Além disso, estamos em um ano eleitoral com disputas em curso e, ainda, não superamos a pandemia e suas consequências, inclusive sobre as possibilidades de participação efetiva de amplos setores da sociedade pela via estritamente virtual”, disse.

A deputada afirmou ainda que não houve previsão orçamentária dos entes federados para realizar suas conferências de cultura, por não haver sinalização do governo federal à época da preparação do Orçamento de 2022.

Debatedores
Entre os convidados estão o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira; o presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Fabrício Noronha; a presidente do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Cultura, Aryanne Ribeiro; e a professora e mestra em História, e ativista cultural pelos direitos indígenas Joana Munduruku.

 

Hora e local

O evento acontece no plenário 10, a partir das 13h30.

Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, promove feira de artes gráficas com obras de 20 artistas da periferia do país

Via: G1

Por: G1 sp

Evento que começou neste sábado (21) faz parte das atividades da 20ª Semana Nacional de Museus de 2022. O tema ‘O Poder dos Museus’ reflete sobre a importância de reconhecer o papel dos museus na sociedade.

i Rampe, Guinho Nascimento, Helo Rodrigues, May Solimar e Roni Evangelista.

Também são destaques, o Cordel Urbano e a artista Luna Bastos, que vêm respectivamente da Bahia e do Piauí, e Natali Mamani, artista boliviana.

 

 

O artista plástico Roni Evangelista, que estará na exposição do MuseuAfroBrasil, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. — Foto: Iwintolá/Divulgação

Entre os coletivos, os destaques são XiloCeasa e Editora Marginal.

A exposição também terá escritores e pesquisadores, que estarão representados pela Aziza Editora.

Neste ano, a feira tem como tema “O poder das Margens”, com o objetivo de alcançar artistas e suas respectivas produções gráficas que ficam muitas vezes à margem dos museus brasileiros, oferecendo também espaço de venda e troca de seus trabalhos.

O acesso neste sábado (21) será livre, sem necessidade de realizar inscrição, das 12h às 17h.

Na compra de qualquer obra dos artistas expositores, o público receberá também um voucher com direito a dois ingressos para entrada no MAB e concorrerá no final da feira a uma obra do artista e curador Emanoel Araujo.

Semana Nacional de Museus

A 20º Semana Nacional de Museus de 2022, abrange mais de 300 cidades nas cinco regiões do país com atividades acontecendo entre os dias 16 e 22 de maio.

Na capital paulista são quase 50 Institutos e Instituições na programação oficial, disponibilizada pelo Sistema Brasileiro de Museus (SBM).

“As expectativas para essa primeira edição da feira são grandes. São trabalhos diversos e originais que valorizam artistas e coletivos proeminentes das artes gráficas. Queremos estabelecer aproximações e um diálogo potente entre os artistas, o museu e o público. Esperamos que as pessoas compareçam neste sábado para apreciar o evento”, comenta Joyce Farias, pesquisadora do Museu Afro Brasil.

Serviço

 

O Museu Afro Brasil está localizado no Parque Ibirapuera. Funciona de terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h.

Em dias comuns o valor do ingresso para acessar as diversas exposições e atividades do MAB é de R$ 15 inteira e R$ 7,50 para meia entrada, porém as quartas-feiras a visitação é gratuita para todos.

Informações como exposições, atividades, notícias e contato podem ser acessados através do site do museu: http://www.museuafrobrasil.org.br.

WEG apoia projeto Tampinhas do Bem e promove sustentabilidade entre os colaboradores

Via: OCP News

Por:  Pedro Leal

Em prol do projeto Tampinhas do Bem que arrecada tampinhas de plástico para reverter em recursos ao projeto Fralda Solidária, a empresa WEG uniu forças entre os colaboradores da unidade de Jaraguá do Sul e arrecadou cerca de 53kg de tampinhas plásticas em menos de 30 dias de campanha interna. Todo dinheiro arrecadado através das tampinhas é doado para a confecção de fraldas geriátricas realizado pelos voluntários do projeto Fralda Solidária da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais Sul.

Um quilo é equivalente à 500 tampinhas, ou seja, os 53kg recolhidos pela WEG representam 26.500 tampinhas nos primeiros 20 dias de aplicação. Com o resultado adquirido, a Seção de Desenvolvimento Social comemora o êxito de conseguir engajar os voluntários da WEG para ajudar na arrecadação, reforçando a participação e fomento a sustentabilidade.

De todo resido sólido produzido por ano no Brasil, 17% são de plástico. Em 2020, o descarte inadequado de plástico somou 13,3 milhões de toneladas, segundo dados coletados pela Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública).

Para a WEG, o sucesso do projeto implica tanto no cuidado com o meio ambiente, como na importância de ajudar idosos e famílias em situação de vulnerabilidade. A separação das tampinhas também conta muito na arrecadação de recursos, por exemplo quando são separadas por cor equivalem R$ 0,80 a mais por quilo vendido. Desta forma, voluntários WEG também se mobilizam para ajudar na separação no local em que o projeto acontece, na Igreja Adventista do Sétimo Dia em Jaraguá do Sul.

A campanha continua ao longo do ano e uma simples ação ajuda o próximo. As tampinhas devem ser de plástico rígido, de diferentes tamanhos ou cores, como: refrigerante, água, leite, remédio, creme dental, água sanitária, amaciante, shampoo, etc.

A comunidade também é convidada a ajudar na campanha, os pontos disponíveis são as portarias da WEG em Jaraguá do Sul, na ARWEG, Recreativa da empresa e no Museu WEG.

Funarte comemora o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento

Via: Aqui Acontece

O Dia Mundial da Diversidade Cultural nos inspira a valorizar as artes de todos os povos

Estabelecida em 2002 durante Assembleia Geral das Nações Unidas, comemoramos hoje, 21 de maio, o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. A data tem como objetivo o reconhecimento da importância de “aumentar o potencial da cultura como meio de alcançar prosperidade, desenvolvimento sustentável e coexistência pacífica mundial”, afirma a ONU.

É mais um dia para lembrarmos da necessidade de promover a cultura e reconhecer a importância de sua diversidade como elemento de inclusão e mudança positiva. A Fundação Nacional de Artes – Funarte é uma das instituições no país e a única no Governo Federal, habilitada a investir na cultura brasileira por meio de políticas públicas.

Hoje também é uma oportunidade para celebrarmos as múltiplas formas da cultura, como a dança, o teatro, a música, as artes visuais, entre tantas outras atividades que movem as indústrias criativa e artística.

O Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento estimula o reconhecimento da diversidade cultural e a utilização dos benefícios do pluralismo de identidades culturais e tradições. Reforça a ideia de que a cultura é o patrimônio comum da humanidade e, como tal, deve ser valorizado por todos.

Os idiomas, as artes, os estilos de vida, todos estes elementos são expressões da cultura de determinado povo e devem ser protegidos. São cada uma destas características que formam a identidade individual e coletiva, e protegê-los é, também, respeitar a dignidade humana.

Mas e qual é o propósito desta data? De acordo com a ONU, a ideia do Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento é “oferecer a oportunidade de aprofundar nossa compreensão dos valores da diversidade cultural e de avançar nos quatro objetivos da Convenção da UNESCO sobre Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, são eles:

– Apoiar sistemas sustentáveis de governança para a cultura

– Alcançar um fluxo equilibrado de bens e serviços culturais e aumentar a mobilidade de artistas e profissionais da cultura

– Integrar a cultura em estruturas de desenvolvimento sustentável

– Promover os direitos humanos e as liberdades fundamentais

A Funarte também acredita que hoje é um dia para fortalecermos a diversidade cultural!

Cearense constrói casa-museu que conta história do sertão a partir de objetos de família

Por:  

Via: Diário do Nordeste

Legenda: Sete mil itens compõem a casa-museu, cujo aspecto permanece como era antes após processos de restauração
Foto: Divulgação/Acervo Museu Casa de Quinca Moreira

O que você faz com os relatos que ouve e os objetos que recebe? Roberto Moreira Chaves, 28, transforma tudo em coleção. Depois, em museu. O estudante e servidor público é idealizador do Museu Casa de Quinca Moreira, localizado em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Fortaleza. Apesar do recorte geográfico, o equipamento vai além. Também está ligado ao município de São Luís do Curu, interior cearense.

Para entender essa conexão, é necessário voltar no tempo e visualizar um antigo costume de Roberto: conversar com as avós. Maria Augusta da Silva Moreira, de São Gonçalo, e Maria Oneide de Oliveira Chaves, de São Luís do Curu, trocavam confidências com o neto. Mais: sempre havia objetos para compartilhar, itens ligados às vivências de ambas.

Com o tempo, a percepção de que cada peça ultrapassava a história pessoal cresceu a ponto de tomar grandes proporções. “Fui criando uma espécie de álbum de fotografias com imagens antigas da família. Assim nasceu a Coleção Moreira Chaves, cujo objetivo era preservar essa memória familiar. Acrescentei outras tipologias de materiais à coleção (objetos, documentos), e a coleção foi crescendo. Aos poucos, pude perceber que tudo isso ia para além da história da minha família. Ela tratava de processos de ocupação da região”, conta Roberto.

 

Legenda: De fotografias a documentos, passando por ex-votos, bordados e prensas, tudo cabe nos recintos do Museu
Foto: Lucas Sávio

 

Assim, entre 2005 e 2006, ele criou um pequeno museu em São Luís do Curu – cidade-natal – com algumas curiosidades sobre a região. Uma década depois, o acervo foi para São Gonçalo do Amarante. O intento com a mudança era nobre: transformar a sede da antiga Fazenda Salgado, lugar que deu origem à comunidade de Salgado dos Moreiras, no Museu Casa de Quinca Moreira. O local leva o nome do avô de Roberto, antigo proprietário do lar.

Nesse processo de modificação, foi necessário restaurar toda a estrutura do ambiente, feito de taipa de mão. As origens remontam às mais antigas habitações da comunidade, na década de 1940. A casa é a segunda sede da Fazenda Salgado, ponto central para posterior construção de colégio, chafariz, praça, cemitério e todos os atuais espaços públicos da localidade. Antes desses territórios, era na morada que ocorriam casamentos, festas e missas.

“O foco, portanto, é preservar a história e a memória do processo de ocupação de São Luís do Curu, considerando principalmente o litoral oeste. Apesar de o acervo ser focado em dois municípios, há alguns documentos referentes a Paracuru, uma vez que a região de São Gonçalo era antes ligada a essa outra cidade, numa disputa territorial”, pontua o diretor do lar.

“Tudo começa com uma coleção particular, mas acaba tendo essa ampliação, agregando também outros acervos, referentes a mais famílias da região”.

ROBERTO MOREIRA CHAVES
Diretor e idealizador do Museu Casa de Quinca Moreira

 

RETRATOS, DOCUMENTOS, EX-VOTOS

Sete mil itens compõem o museu. No primeiro inventário, realizado em 2015, o número era de 1700 peças. Tamanho crescimento deve-se exatamente à precisa e cuidadosa coleta de materiais – de cartas e documentos no geral, até objetos e mobiliário. Desde a inauguração do equipamento, em janeiro de 2020, muita coisa se agigantou.

Atualmente, sete salas de exposições apresentam o panorama ao público. Quase todas são permanentes, apenas duas temporárias: uma envolvendo o projeto de Registro do Patrimônio Cultural da Ribeira do Curu; outra com acervo ligado ao município de São Luís do Curu – a Coleção Mooc, retratando a vida e a obra da artesã Maria Oneide de Oliveira Chaves.

Entre as fixas, estão uma sobre o já citado Quinca Moreira; o ofício do sertanejo; aquela relativa à senhora Maria Augusta da Silva Moreira, e tantas mais. Um dos aspectos mais interessantes é perceber a pluralidade do todo. De fotografias a documentos, passando por ex-votos, bordados e prensas, tudo cabe nos recintos. Cômodos que viram histórias inteiras, refletindo sobre religiosidade, economia, arquitetura e o modo de viver dessa parte do Ceará.

 

Os desafios da casa, porém, são inúmeros. A própria questão do prédio – que não é em alvenaria, mas erguido a partir de técnica mais complicada – ganha destaque. “Na época em que fui restaurá-lo, as pessoas diziam, ‘não restaura porque você vai gastar muito’. Mas a ideia era mesmo restaurar”, relata Roberto.

“Outro desafio diz respeito ao acervo. Infelizmente, ainda não temos reserva técnica no museu. Toda a parte documental, principalmente o acervo fotográfico e arquivístico, se encontram aqui comigo, em Fortaleza”.

Nada disso turva o brilhantismo do projeto. A criação do museu e toda a narrativa que o cerca fez com que, em 2020, Roberto fosse um dos vencedores do 33º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – maior iniciativa brasileira na área do Patrimônio Cultural.

 

Legenda: Museu iniciou com uma coleção particular, mas com o tempo agregou outros acervos, referentes a mais famílias da região
Foto: Arlindo Barreto

 

Há outro bônus: o reconhecimento comprovou a expertise do idealizador do equipamento. Os saberes acumulados por ele – atuante no laboratório de conservação e restauro de bens culturais móveis do Memorial da Universidade Federal do Ceará e estudante de pós-graduação em Arqueologia e Patrimônio Cultural na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – nasceram a partir de cursos realizados na Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho. Roberto passou a frequentar a instituição ainda adolescente.

“Levei a experiência da Escola para a minha região. Antes, ouvia muito as histórias das minhas avós, mas não tinha o hábito de registrar – nem por áudio, nem por vídeo. Depois, comecei a fazer isso. Ia gravando, anotando… Sem dúvida, a experiência na Escola foi fundamental para que eu pudesse pensar em como preservar essa memória”.

REFLEXO SENSÍVEL

Curador de Artes e conservador/restaurador de Bens Patrimoniais Móveis e Integrados, Antonio Vieira afirma que Roberto Moreira Chaves sempre foi um aluno curioso na Escola de Artes e Ofícios. A sede de conhecimento e o interesse em descobrir novos conceitos fez com que ele encontrasse definitivamente o próprio caminho, ligado à educação.

“Ver o empenho dele e dedicação impacta diretamente em todos, estabelecendo uma relação de pertença aos moradores daquelas comunidades – principalmente os mais jovens, que podem e devem enxergar no Roberto um exemplo de dedicação e amor por sua região, e principalmente por sua origem”.

A potência da casa-museu, conforme Antonio, ressignifica toda essa trajetória, possibilitando aos jovens de hoje, aos moradores e aos visitantes uma nova forma de enxergar o lugar em que vivem. O curador também sublinha que a Escola de Artes e Ofícios, por meio de formação modular promovida pelo Curso de conservação e restauração de bens patrimoniais móveis e integrado e Organização de acervos museológicos, contribuiu na educação multidisciplinar do ex-estudante da casa.

 

Legenda: Saberes acumulados por Roberto Moreira Chaves nasceram a partir de cursos realizados na Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho
Foto: Thiago Gadelha

 

Roberto passou a compreender questões conceituais permeadas na área da arte, cultura e patrimônio. “Essa tríade é a base para a construção do conhecimento adquirido por ele. Isso possibilitou a compreensão de como ele poderia, de fato, materializar todos os questionamentos em ação concreta diante do próprio sonho e objeto de pesquisa”.

No mês dedicado aos Museus – tendo em vista o Dia Nacional dos Museus, em 18 de maio – Antonio Vieira reflete sobre a relevância de inaugurar um equipamento feito o Museu Casa De Quinca Moreira. A atual conjuntura política, social, econômica e cultural enfrentada pelo Brasil, segundo ele, nos faz distanciar de realidades vividas em diversas regiões da nação.

“Esses lugares longínquos são carregados de memórias, lembranças e afetos. São essas marcas herdadas por Roberto Chaves, que desde criança vislumbrou no sonho de adolescência a ideia de criar um lugar onde pudesse compartilhar aquilo que era mais precioso para si. O Museu Casa de Quinca Moreira é mais do que um espaço cheio de objetos. É o reflexo sensível de um menino que plantou a esperança num terreno árido,  distribuindo, assim,  o fruto da própria colheita a todos os moradores da comunidade”.

 

 

O diretor do museu-casa – que participou, inclusive, do restauro do Theatro José de Alencar e de outros arrojados projetos, dentro e fora do Ceará – reitera esses componentes ao prever mais modificações no local. A ideia é ampliar o ambiente, tendo em vista o espaço limitado, em contraste com a quantidade de peças que vem chegando.

Outra proposta é que o acervo ligado a São Luís do Curu vá para o município. Criar a reserva técnica e amplificar as áreas de exposição e de oficina também estão na conta. “Infelizmente, não temos uma equipe fixa no Museu, e essa é uma de nossas limitações. Com o tempo, pretendemos trabalhar melhor essa questão também”, pontua Roberto.

“É fundamental refletir sobre um museu que chega assim para o mundo. Principalmente neste ano, com a 20ª Semana dos Museus tendo como tema ‘O poder dos museus’. Pensar essa força para transformar o grupo, a sociedade, a comunidade. Isso é muito importante”. Corporificar memórias: início de revoluções.

Serviço
Museu Casa de Quinca Moreira
Localizado na comunidade de Salgado dos Moreiras, distrito de Cágado, município de São Gonçalo do Amarante (CE). Visitas apenas por agendamento por meio do perfil do Museu no instagram ou pelo e-mail casadequincamoreira@gmail.com.

Programa de Intercâmbio Linguístico e Cultural: as crianças da EMEB Professora Armanda Santina Polenti estão em contato com a Flórida

Via: Prefeitura de Jundiaí

 

João é do 5° ano e está muito animado e encantado com a possibilidade de aprender Inglês em meio ao Programa de Intercâmbio Linguístico e Cultural Brasil – Estados Unidos na EMEB Professora Armanda Santina Polenti, situada no bairro do Jundiaí Mirim. Eles estão em contato com estudantes de uma escola de Doral, cidade localizada no estado americano da Flórida para compartilhar ações em contexto real de comunicação.

A iniciativa acontece pela Unidade de Gestão da Casa Civil (UGCC), por meio da Assessoria de Cooperação Internacional e pela Unidade de Gestão de Educação (UGE), por meio do Departamento de Ensino Fundamental, Área de Língua Estrangeira.

O programa integra aproximadamente 35 estudantes em Jundiaí e 135 em Doral, eles estão encantados com a oportunidade de conhecer a rotina das crianças de outro país, mesmo de longe. Por meio da troca de vídeos, inicialmente com as apresentações pessoais e a rotina diária escolar, a turma lançou uma pergunta de curiosidade comum para ser respondida pelas crianças da Flórida. “Eu fiquei muito animado para participar dessa atividade e eu amei apresentar toda a escola para eles Nós já enviamos o nosso e quero ver logo o vídeo de Doral”, contou João Paulo Alves, um dos alunos que apresentam os vídeos do programa.

João e seus amigos que também apresentam os vídeos do programa

O conhecimento se constrói na interação com os outros e com o mundo. “O programa Escola Inovadora trouxe para a rede de Jundiaí a possibilidade de pensar o Inglês em sua forma mais viva. Quando nós falamos de aprendizagem significativa, nós pensamos também que o inglês é uma ferramenta de comunicação para as tecnologias, faz com que as crianças sejam inseridas nesse mundo bilíngue”, ressalta a gestora de Educação, Vastí Ferrari Marques.

A elaboração do vídeo foi feita de maneira integrada e dirigida pela professora de Língua Inglesa. “Proporcionar às crianças uma aprendizagem mais significativa, por meio da nossa comunicação em vídeos com Doral, vai ser uma troca muito boa e inovadora. Muitas vezes eles não entendem como vão usar a língua ou porquê estudam, e esse intercâmbio proporciona um motivo bem palpável e abre horizontes para o mundo e outras culturas”, explicou Cláudia Padovani Vilares, professora do 5° ano, sobre a importância da ação para os seus alunos.

A foto é da professora, onde aparece com uma blusa laranja e colete preto, sorrindo, com a lousa de fundo.
Professora Cláudia em meio às aulas, onde aborda a iniciativa de intercâmbio

A iniciativa tem como objetivo estabelecer vínculo entre os estudantes das escolas, compartilhando experiências culturais, por meio da língua portuguesa e inglesa, reconhecendo que as línguas são ferramentas potentes de acesso ao conhecimento.

O próximo vídeo a ser produzido terá o tema Cultura Brasileira e Brincadeiras Infantis, a fim de inserir as novas tecnologias educacionais na educação de Jundiaí disponíveis na escola. Além de temas sobre a alimentação na escola, clima, os espaços do entorno e principais festas tradicionais das culturas brasileira e americana.

Com mais um tema: Contação de Histórias da Cultura Tradicional, as crianças abordarão principais histórias de autores brasileiros, como a Turma da Mônica, Sítio do Pica Pau Amarelo e tantos outros. Da mesma forma que os alunos daqui conhecerão sobre os autores americanos, em vídeos enviados por eles.

“O contato com a diversidade cultural estimula a compreensão das diferentes formas de pensar, sentir, viver e agir. É importante a criança conhecer para valorizar a própria história e assumir uma postura respeitosa diante do outro, fortalecendo sua formação como cidadã”, enfatiza a coordenadora da área de Língua Estrangeira da UGE, Adnan Fachini de Bortolo.

Turma participante da ação em uso dos Chromebooks na aula de Língua Inglesa

Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ

A Presidente da ABGC Kátia de Marco em entrevista Bastidores do Poder da Rede Bandeirantes

https://youtu.be/jpQ0m8aqwGw

Trecho da entrevista de Kátia de Marco Presidente da ABGC dada ao programa Bastidores do Poder da RÁDIO BANDEIRANTES CAMPINAS hoje dia 09/05/2022 sobre o veto de Jair Bolsonaro as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc II, aprovada pelo Senado em 23/03/2022(PL 73/2021), que repassaria anualmente R$3 bilhões aos governos estaduais e municipais para as produções artísticas e espaços culturais, amplamente afetados pela Pandemia de Covid-19. O que ocasionou o desemprego de mais de 900 mil trabalhadores que perderam postos de trabalho, fomentos e bilheterias nas atividades, produtos e serviços oferecidos pelo setor cultural.

 

Bastidores do Poder – com:

Zezé de Lima Rose Guglielminetti

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Assine a Petição e junte-se à ABGC pela derrubada do veto contra a Lei Aldir Blanc II

Junte-se à ABGC pela derrubada do veto contra a Lei Aldir Blanc II

Petição pública contra o veto do Presidente Bolsonaro à Lei Aldir Blanc II, aprovada pelo Senado em 23/03/2022(PL 73/2021), que repassaria anualmente R$3 bilhões aos governos estaduais e municipais para as produções artísticas e espaços culturais, amplamente afetados pela Pandemia de Covid-19. O que ocasionou o desemprego de mais de 900 mil trabalhadores que perderam postos de trabalho, fomentos e bilheterias nas atividades, produtos e serviços oferecidos pelo setor cultural.

A Associação Brasileira de Gestão Cultural dirige essa petição aos parlamentares do Congresso Nacional que aprovaram a Lei Aldir Blanc II, conclamando para que mobilizem-se pela derrubada do veto.

 

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Aula Aberta do MBA em Gestão de Museus e Inovação – SP

A ABGC, a EXPOMUS e a UNIMAIS, em parceria com o Museu da Língua Portuguesa, convidam vocês para assistir a Aula Aberta da pós-graduação MBA em Gestão de Museus e Inovação – SP, com a convidada internacional, Profa. Me. Suay Aksoy, ex-presidente do ICOM, consultora em gestão e curadora de museus e abordou o tema “A mudança de paradigma, nosso mundo volátil e o museu em andamento”, com a mediação das coordenadoras do curso, Profa. Kátia de Marco e Profa. Maria Ignez Mantovani Franco.

Conheçam o programa do curso completo em: https://www.abgc.org.br/mba-em-gestao-de-museus-e-inovacao-sp/