Novo dinossauro surge das chamas do Museu Nacional do Rio

O fóssil do animal, que não estava no palácio, mas em um prédio anexo, acabou escapando ileso das chamas que consumiram grande parte do acervo em 2018

Detalhe de um dos pés do fóssil do dinossauro(foto: Divulgação/Juliana Sayão/Museu Nacional)

A família dos grandes dinossauros carnívoros Tiranossauro Rex e Velociraptor acaba de ganhar mais um integrante. E ele é brasileiro. A nova espécie viveu na Bacia do Araripe durante o período jurássico, tinha pelo menos 3 metros de altura e o corpo coberto de penas. Nada mal para estrelar o próximo Jurrasic Park ao lado dos primos mais famosos.

 

O novo dino é o Aratasaurus museunacionali – uma combinação de “ara” e “ata”, que na língua tupi significam “nascido” e “fogo”; com “sauros”, o sufixo grego para designar os lagartos. Assim, o dinossauro que nasceu do fogo do Museu Nacional foi batizado, em uma referência ao incêndio que destruiu a instituição há dois anos. O fóssil do animal, que não estava no palácio, mas em um prédio anexo, acabou escapando ileso das chamas que consumiram grande parte do acervo. “Fiquei bem emocionado com essa sugestão de fazer uma homenagem ao Museu Nacional”, contou o diretor da instituição, o paleontólogo Alexander Kellner, que participou da descrição da nova espécie. “Acho que é um reconhecimento do trabalho que fazemos, mostrando que o museu continua vivo e vibrante.”

O local onde o aratassauro foi encontrado é muito rico em fósseis e se estende pelos Estados de CearáPernambuco Piauí. O fóssil foi coletado em 2008, em uma mina de gesso, chamada Mina Pedra Branca, entre as cidades Nova Olinda e Santana do Cariri, no Ceará. A estimativa é de que ele tenha vivido entre 115 milhões e 110 milhões de anos atrás. Foram encontrados fragmentos de ossos e garras do membro inferior esquerdo.

Reconstrução do dinossauro em miniatura(foto: Divulgação Museu Nacional/Renan Bantim)

O exemplar achado tinha pouco mais de 3 metros de comprimento e uma massa entre 34 e 35 quilos. Ou seja, não chegava a ser tão grande quanto o Tiranossauro Rex, mas era maior que o Velociraptor. A análise microscópica de seus ossos, no entanto, revelou que esse exemplar ainda era um jovem e, portanto, poderia alcançar dimensões ainda maiores. Os pesquisadores dizem acreditar que ele seria um predador ágil, que corria pelas margens de lagos à procura de alimento, possivelmente pequenos animais.

Raridade

A nova espécie pertence ao grupo Coelurosauria, que surgiu ha 168 milhões de anos, no Jurássico Médio. Os indivíduos mais antigos desse grupo são muito raros e restritos, até agora, à América do Norte e à China. O Aratasauro é o mais primitivo ceurossauro achado na América do Sul. A descoberta sugere que essas primeiras formas teriam uma distribuição bem mais ampla do que se supunha até agora.

“Toda descoberta de um fóssil é importante porque obtemos registros que ajudam a reconstruir a história do planeta e refazer o caminho da evolução dos organismos que viveram aqui milhões de anos atrás”, disse a paleontóloga Juliana Sayão, da Universidade Federal de Pernambuco, a primeira a analisar a descoberta. “Muitas vezes o fóssil é único e guarda todas as informações sobre aquela espécie ou grupo de animais.”

Representação paleoartística do dinossauro(foto: Divulgação Museu Nacional/Renan Bantim/Maurílio Oliveira- 2019)

Curiosamente, o novo dinossauro não é aparentado com outras espécies encontradas na Bacia do Araripe, como o santanaraptor. A espécie mais parecida é a de um outro celurossauro, o Zuolong sallei, encontrado na província de Xinjiang, na China. “O Zuolong foi encontrado em rochas formadas há aproximadamente 160 milhões de anos, ou seja, pelo menos 45 milhões de anos antes das rochas em que estava o nosso Aratasaurus”, explicou Alexander Kellner. “Esse aspecto sugere fortemente que existem muitas outras espécies de celurossauros basais a serem descobertas. Agora é importante realizar novas escavações na região para encontrar mais exemplares.”

A descrição do novo dinossauro foi publicada na revista Scientific Reports, do grupo da Nature, e é assinada por especialistas da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Regional do Cariri e do Museu Nacional da UFRJ. O fóssil encontrado ficará em exposição no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, no interior do Ceará.

 

 

 

Fonte:

em.com.br

 

Visitas virtuais no Museu Oscar Niemeyer têm crescimento superior a 1.100%

A possibilidade de visitar o Museu Oscar Niemeyer (MON) virtualmente e fazer um tour 3D em várias de suas exposições atraiu um número 11 vezes maior de pessoas entre os dias 21 de março e 30 de junho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019. O aumento foi de 1.134% nos acessos.

“Durante a quarentena, a arte tem sido uma das melhores opções para quem quer aliar entretenimento e conteúdo educativo”, diz a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika. “Por isso, a possibilidade de visitar museus virtualmente e até mesmo participar de suas atividades sem sair de casa atrai cada vez mais gente”.

No total, o site do Museu oferece visita virtual 3D a 88 exposições realizadas desde 2010. São mostras de artes plásticas, fotografia, vídeo, arquitetura e design, incluindo exposições de artistas do acervo e sucessos internacionais.

Com o recurso disponível, o visitante percorre as salas e corredores da instituição, que é o maior museu de arte da América Latina em área construída.

É possível explorar, por exemplo, as exposições “Trajetória: 114 Anos da Escola de Alfredo Andersen”, que em 2016 celebrou o artista paranaense e seus discípulos; “Raiz”, do artista chinês Ai Weiwei, realizada pelo MON em 2019; ou ainda “Múltiplo Leminski”, que esteve em cartaz em 2012, com parte da vasta produção do multiartista curitibano.

Outros destaques entre as ações virtuais oferecidas pelo Museu (que podem ser acessadas com a hashtag #monemcasa) são oficinas artísticas postadas duas vezes por semana nos canais Facebook, Instagram e YouTube da instituição.

Nas redes sociais do MON também é possível conhecer mais sobre artistas, mostras e obras do acervo. O programa Arte para Maiores, voltado ao público com mais de 60 anos, encaminha atividades para os inscritos pelo WhatsApp, basta enviar o número do celular para educativo@mon.org.br.

GOOGLE ARTS & CULTURE – Além das visitas 3D no site do Museu, 13 exposições estão disponíveis gratuitamente na plataforma Google Arts & Culture, que desde 2011 tem parcerias com mais de 2 mil instituições culturais em todo o mundo, incluindo 60 museus brasileiros.

O MON ingressou no Google Arts & Culture em fevereiro de 2018. As mostras que podem ser visitadas virtualmente são “África, Mãe de Todos Nós”, “O que é Original?”, de Marcelo Conrado; “Declaração de Princípios”, de Geraldo Leão; “Luz ≅ Matéria”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”; “Nos Pormenores um Universo – Centenário de Vilanova Artigas”; “Irmãos Campana”; “Não Está Claro até que a Noite Caia”, da artista Juliana Stein; “Circonjecturas”, do artista Rafael Silveira; “O Último Império”, de Serguei Maksimishin; “Man Ray em Paris”; “Antanas Sutkus: Um Olhar Livre” e “União Soviética Através das Câmeras”.

SERVIÇO: museuoscarniemeyer.org.br/mon/monemcasa/

Facebook, Instagram e YouTube: @museuoscarniemeyer

Museu Oscar Niemeyer na plataforma Google Arts & Culture

Disponível em: bit.ly/MONGoogleArtsAndCulture

 

 

Fonte:

bemparana.com.br

Museu virtual de games lança Retro Machine, linha do tempo de consoles e jogos

O Bojogá, museu virtual de jogos eletrônicos, idealizado no Ceará para a preservação da memória da cultura dos games, está completando 10 anos.

Para comemorar a data, o museu lança o recurso Retro Machine, exibição virtual da linha do tempo dos games na plataforma.

O curador da exposição e pesquisador Daniel Gularte, deu início a um acervo de games em 2007, na forma de uma coleção particular, derivada de seus estudos e publicações sobre jogos. Em 2010, chegou o museu online, que agora ganha a ferramenta extra para pesquisa.

“A partir de 2010 procurei tirar proveito do principal ativo do projeto: memórias afetivas que podem fazer as pessoas se aproximarem, e vi que um museu tem essa proposta. Fazer a gente refletir junto enquanto humanidade. Vi que os games aproximam ao invés de isolar as pessoas”, explicou o criador do museu, em conversa com o Drops de Jogos.

A narrativa museológica do Retro Machine vem somar a estas intenções e apresenta a história dos games, em uma exibição virtual interativa entrelaçando as linhas do tempo históricas de vários temas, como os videogames, jogos, fliperamas e os fatos marcantes da linguagem no Brasil e no mundo.

“Somos um museu e nosso papel principal é preservar os registros e a memória afetiva dessa linguagem tão rica”, destaca o site do museu, em sintonia com as palavras do curador. O diferencial do museu está em seus programas, que envolvem não somente exibições e mostras culturais, mas pesquisa e educação na área de games.

“O brasileiro precisa valorizar muito mais o que é feito em seu país, em sua cidade. Por isso percebi que montar o projeto de maneira virtual seria democrático, pleno, sem merchandising e sem comércio, preservando a identidade de pessoas como eu e você, que amamos os jogos e nossa infância”, enfatizou Gularte na entrevista.

Para acessar o Retro Machine, basta clicar no link da ferramenta no museu virtual Bojogá.

 

Fonte: dropsdejogos.uai.com.br

 

Museu da Língua Portuguesa estimula escrita para lidar com a pandemia

Projeto “Palavra no Agora” consiste em exercícios de escrita, textos inspiradores e informações de serviços de apoio para quem está enfrentando luto ou angústia

Transformar sentimentos em palavras pode ser reconfortante para quem está passando por um processo de luto ou algum tipo de sofrimento. No entanto, escrever pode não ser tão fácil quanto parece. Daí veio a ideia do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, de lançar um projeto com o objetivo de estimular a criação de textos para que as pessoas lidem com as dores causadas pela pandemia de uma forma mais leve.

O “Palavra no Agora” conta com um site no qual exercícios de escrita podem ser feitos por qualquer pessoa. As atividades consistem em roteiros com perguntas simples que servem como referência para se pensar sobre este momento. A ideia é responder sem se preocupar com regras gramaticais, apenas deixar os sentimentos fluirem livremente.

Os usuários também poderão se inspirar lendo trechos de obras literárias que falam sobre o sentimento de perda, além de resenhas de livros e filmes que de alguma maneira abordem o assunto — o poema “A Partida”, de Fernando Pessoa, é uma das obras disponíveis ao público.

Projeto do Museu da Língua Portuguesa estimula a escrita de sentimentos (Foto: Reprodução/apalavranoagora)
Projeto do Museu da Língua Portuguesa estimula a escrita de sentimentos (Foto: Reprodução/apalavranoagora)

Também é possível acessar informações sobre serviços de apoio a quem está enfrentando problemas de saúde mental. Na seção “Rede de Apoio” estão reunidas iniciativas de solidariedade criadas em todo o Brasil para ajudar a população a enfrentar os efeitos do novo coronavírus.

A partir de perguntas simples, as pessoas podem treinar a escrita de textos e frases que podem aliviar a dor da pandemia (Foto: Reprodução/apalavranoagora)

A partir de perguntas simples, as pessoas podem treinar a escrita de textos e frases que podem aliviar a dor da pandemia (Foto: Reprodução/apalavranoagora)

Segundo o Museu, o projeto surgiu da percepção da tristeza causada pelo luto e pela impossibilidade de realização de atividades rotineiras por conta do isolamento social. Assim, as pessoas podem escrever sobre quem se foi ou sobre si mesmas.

“Vivemos um momento de perdas físicas e simbólicas. A incerteza, a morte, o adiamento de planos, a doença, o isolamento, a crise econômica, a distância – tudo isso tem um impacto enorme na vida de todos os brasileiros” comenta Marília Bonas, diretora técnica do IDBrasil, organização social de cultura que gerencia o Museu da Língua Portuguesa, em comunicado enviado à imprensa. “Na ausência do acolhimento físico, do contato, o que nos une hoje são as palavras – ditas e escritas”.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

revistagalileu.globo.com

Uma exposição interactiva de Frida Kahlo para alegrar os dias de isolamento (texto em pt-pt)

O Google Arts&Culture associou-se a 500 museus e galerias e abriu portas (virtualmente) a diversas exposições: entre elas, de Frida Kahlo. A exposição interactiva conta a história da artista mexicana e outras, mais detalhadas, vão retratando partes da sua vida. E até podemos espreitar o seu diário. Uma sugestão para os dias de isolamento.

Link da exibição:

https://artsandculture.google.com/exhibit/frida-kahlo-i-portray-myself/SQJSuxyz6BdIKQ?hl=en

 

As restantes exposições, disponíveis na mesma plataforma, mostram com mais detalhe o que já tinha sido desvendado na primeira. Entre elas salienta-se Retrato de Diego — uma série de pinturas daquele com quem viveu um casamento tumultuoso; Viva la Vida!, em que são narrados os momentos mais marcantes da vida de Frida; o retrato do Hospital Henry Ford, onde teve um aborto; ou Um Retrato Redescoberto de Frida Kahlo, que aborda o relacionamento entre a pintora e o político mexicano Alejandro Gómez Arias.

fonte: https://www.publico.pt/

O SITE DOS 14 ANOS DO MUSEU ESTÁ PRONTO!!!

Todos os detalhes foram pensados com muito amor para que mesmo de longe, todos pudessem se sentir mais perto de nós. No site você poderá navegar e vai encontrar uma aba chamada ”Memórias Afetivas” (posso dizer em segredo pra vocês que é a minha parte favorita), porque somos um Museu que preserva a memória territorial e dos moradores, não é mesmo???!!!
Nesse momento gostaríamos de agradecer a todos que contribuíram para que essa plataforma ficasse aconchegante, agradecer por nos permitirem participar das suas melhores histórias, pois nada seríamos se não fossem por vocês que acreditaram no nosso trabalho e compartilharam seus momentos felizes conosco. Agradecemos a todos os colaboradores da instituição CEASM e aos amigos parceiros que contribuíram.

Com orgulho digo que a história da nossa Maré é linda e estaremos em constante construção de novas memórias, junto com todos.

Se você ainda não compartilhou seu depoimento ou suas imagens, não tem problema!! Lá no site vocês vão encontrar o link para acessar o formulário e fazer a sua contribuição!

Esperamos que todos gostem e vamos comemorar porque o Museu da Maré completou seus 14 aninhos de muitas histórias!!!!

Fonte: facebook.com

Queens Museum sedia despensa de alimentos para ajudar a cidade de Nova York no epicentro da crise COVID-19

Toda quarta-feira desde 17 de junho, o Queens Museum recebe uma despensa de alimentos projetada para atender 1.000 famílias semanalmente, distribuindo uma semana de itens alimentares frescos e não perecíveis.

Queens, o bairro da cidade de Nova York mais atingido pela pandemia do COVID-19, foi descrito durante o pico do surto como o ” epicentro do epicentro “. Além da devastadora perda de vidas, a doença deixou muitas famílias na área, especialmente comunidades de imigrantes no bairro de Corona, sofrendo de insegurança alimentar devido ao aumento do desemprego e acesso inadequado à assistência do governo. O Museu Queens, localizado entre essas comunidades que lutam, interveio para ajudar hospedando um banco de alimentos corrida pelas organizações sem fins lucrativos La Jornada e Juntos Podemos Resource Community Center Inc .

Aberto todas as quartas-feiras desde 17 de junho, a despensa foi projetada para atender 1.000 famílias semanalmente, distribuindo uma semana de itens alimentares frescos e não perecíveis. Segundo o museu, a despensa atendeu 200 famílias na primeira semana, o que foi um “lançamento suave”, e 850 famílias na segunda semana.

Voluntários entregando refeições para as comunidades mais atingidas pela cidade de Nova York durante a pandemia de coronavírus (cortesia do Queens Museum)

La Jornada é uma despensa de Queens que distribui alimentos para mais de 5.000 famílias no bairro de Flushing. “Passamos de 20 a 30 novos clientes por semana para milhares nos últimos três meses”, disse Pedro Rodriguez, diretor executivo da La Jornada, em um comunicado à imprensa. “80% dos meus pedidos em Flushing são provenientes de pessoas em Corona impactadas pelo COVID-19 que perderam seus negócios e meios de subsistência. Eles estavam vivendo de salário em salário e agora não há salários. […] A necessidade é esmagadora. ”

O serviço do banco de alimentos, que é limitado a pessoas que moram no CEP 11368, exige registro em togetherwecanrc@gmail.com. Indivíduos interessados ​​em fazer voluntariado ou fazer uma doação podem encontrar mais informações aqui .

 

Fonte: https://hyperallergic.com/

Lei Aldir Blanc: governo regulamenta crédito de R$ 3 bilhões para a cultura

Próximo passo é uma nova medida provisória para definir competências de estados e municípios nos repasses, tema de reunião nesta sexta com o ministro do Turismo

RIO — Após a sanção presidencial  da Lei Aldir Blanc no dia 29 de junho, um dos passos seguintes da Lei Aldir Blanc foi dado nesta sexta-feira, com a publicação no Diário Oficial da União da Medida Provisória  990/2020, que abre crédito extraordinário no valor de R$ 3 bilhões para que estados e municípios recebam os recursos para o pagamento da Lei Aldir Blanc. Ao sancionar a lei, o Planalto havia vetado apenas o prazo para que esta MP fosse decretada, mas ela acabou saindo em 11 dias, menos tempo do que estava previsto no texto original aprovado na Câmara e no Senado (15 dias).

 

 

Lei Aldir Blanc

O passo seguinte para a regulamentar a forma como o repasse será feito será uma nova MP para definir as competências de cada ente na distribuição dos recursos. Uma reunião está agendada nesta sexta, às 17h, com o ministro Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo (pasta a qual a Secretaria Especial de Cultura é vinculada) para definir este ponto e os cronogramas dos repasses. A tendência é que os estados fiquem com R$ 1,5 bilhão relativo aos auxílios emergenciais individuais e que R$ 1,5 bilhão restante seja repassado aos municípios, para o auxílio aos centros culturais, editais e prêmios.

100 dias sem palco

— Essa divisão de competências é importante para evitar qualquer tipo de fraude ou favorecimento, sobretudo num ano eleitoral — observa a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), relatora da lei. — A proposta foi feita em colaboração com gestores culturais, que também estarão representados na reunião. A nova MP vai definir também o cronograma de repasses, mas todos os esforços são para que estes recursos cheguem o mais rápido possível aos artistas e centros culturais que atravessam dificuldades.

Os recursos que cada estado e município receberá serão calculados a partir de uma divisão entre a população (80%) e os repasses dos Fundos de Participação dos Estados (20%). Uma estimativa feita pela relatoria aponta que o Estado do Rio deverá receber R$ 104,9 milhões, dos quais R$ 39,5 milhões podeem ser destinados à capital.

O Rio é o quarto estado na proporção de recursos previstos, depois de São Paulo (R$ 264 milhões), Minas Gerais (R$ 135,9 milhões) e Bahia (R$ 111 milhões).

Quem pode receber o auxílio emergencial? Qual o valor?

Pessoas físicas que comprovem atuação no setor cultural nos últimos dois anos podem receber até três parcelas de R$ 600 cada uma.

A ajuda não é permitida, porém, para quem tem emprego formal ativo, recebe um benefício previdenciário ou assistencial (com exceção do Bolsa Família) ou está recebendo seguro-desemprego. Também não é possível ganhar se já recebeu o auxílio emergencial geral previsto na Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020.

É preciso ainda ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135), o que for maior. Outra regra é que o interessado deve ter tido rendimentos de até R$ 28.559,70 no ano de 2018.

Os R$ 600 podem ser pagos para até duas pessoas de uma mesma família. Mães solteiras recebem o dobro do benefício, R$ 1.200.

Espaços culturais também podem receber? Quanto?

Sim, para esses locais o auxílio ficará entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por mês. Podem pleitear a verba espaços culturais e artísticos, microempresas e pequenas empresas culturais, organizações culturais comunitárias e cooperativas. Essas pessoas jurídicas precisam comprovar cadastro municipal, estadual ou de pontos de cultura.

Para elas, diferentemente das pessoas físicas, haverá uma contrapartida. Após a reabertura desses locais, precisarão realizar de graça atividades para alunos de escolas públicas ou promover atividades em espaços públicos, também gratuitamente.

Também deverão prestar contas de como usaram os valores recebidos em até 120 dias após a última parcela paga.

 

 

Fonte: https://oglobo.globo.com/

Museus e suas marcas! Reflexões pós pandemia!

Assista à gravação da live que foi realizada aqui no nosso Instagram no dia 25/06/2020, às 17h, com o tema “Museus e suas marcas: Reflexões pós-pandemia.”
Nossa convidada foi Lucimara Letelier. O bate-papo foi mediado por Ana Lourdes Costa, coordenadora da Coordenação de Promoção e Gestão da Imagem Institucional do Ibram.

Tópicos abordados:

1) Conceito de marca, branding, rebranding e gestão das marcas em museus.
2) As relações da marca com os públicos e com a sustentabilidade econômica.
3) Museus como agentes de mudança social e de regeneração.
4) Reposicionamento institucional dos museus na pós-pandemia: relevância e presença.

“Qual o impacto sobre a percepção da relevância dos museus no futuro após a pandemia!? Como altera estratégias de branding e reposicionamento dos museus? Como será o digital após tantas mudanças durante o fechamento dos museus?

Estas e mais questões no video já disponível no YouTube com a entrevista que dei ao Instituto Brasileiro de Museus – Ibram em live pelo Instagram e Youtube”

Lucimara Letelier

Assista o vídeo abaixo:

ABGC abre as inscrições para o Edital Social

A ABGC lançou o Edital Social para bolsas integrais nas turmas de MBA em Gestão e Produção Cultural, e MBA em Gestão de Museus – Rio de Janeiro.

As novas turmas irão iniciar em agosto de 2020, e para participar do Edital Social que irá disponibilizar bolsas integrais basta acessar o link abaixo onde poderá consultar todas as informações.

Edital Museus Rio

Edital Gestão e Produção Cultural