Salvaguarda Digital: Passaporte Ingá-Boa Viagem

Projeto selecionado do Matchfunding BNDES+ Edição LAB de 2021 quer criar game para mudar relação com o patrimônio histórico de Niterói

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói é um dos mais belos cartões postais da cidade, dispondo de um rico entorno marcado pela diversidade de patrimônios culturais na região. E, entre esses, configuram-se museus e espaços culturais de extrema relevância, mas que nem sempre são alvos de merecida atenção diante da importância que possuem.

Diante deste cenário e buscando soluções, o Instituto Brasileiro de Direitos Culturais (IBDCult)  foi um dos selecionados pelo Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural, apresentando o projeto “Salvaguarda Digital: Passaporte Ingá-Boa Viagem”, cuja proposta é direcionada para o desenvolvimento de um game capaz de mudar a forma de relacionamento com os patrimônios culturais da cidade e os seus territórios, sugerindo circuitos de visitação e interações por meio de realidade aumentada.

O jogo eletrônico buscará mudar a forma de se relacionar com os patrimônios culturais, seus territórios e o entorno, convidando o usuário a não somente conhecer, mas sobretudo interagir com os patrimônios materiais dos bairros da Boa Viagem, São Domingos e Ingá, em Niterói (RJ), de uma forma híbrida e fruída, tanto física quanto virtualmente, capaz de enfrentar os desafios impostos pela pandemia, bem como auxiliar esses espaços no momento de retomada pós-pandemia.

A plataforma do game prevê tanto um tour virtual e imersivo, que pode ser feito a distância, quanto propõe aos visitantes um circuito na proximidade dos bairros dentro da lógica de passaporte cultural, onde cada patrimônio representa um ponto de check-in e os usuários colecionam “carimbos” por onde visitam. Para além dessa mecânica, o game pretende utilizar recursos de realidade aumentada para expandir a experiência de fruição dos patrimônios beneficiados através dos smartphones dos próprios visitantes.

Financiamento coletivo

O projeto foi selecionado para se tornar uma campanha de financiamento coletivo através do Programa Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural – Edição LAB de 2021, voltado às iniciativas que usam a internet para ampliar a interação do público com os patrimônios culturais brasileiros.

O diferencial dessa modalidade de financiamento coletivo é que para cada R$ 1 apoiado na campanha, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investe mais R$ 2 no projeto, o que significa triplicar a arrecadação até ser atingida a meta inicial da campanha, que é de R$75 mil. Ou seja, o projeto precisa arrecadar R$ 25 mil para ter êxito na campanha. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Sitawi Finanças do Bem e a Benfeitoria, plataforma de financiamento coletivo que hospeda a campanha.

 

Site da arrecadação: https://benfeitoria.com/salvaguardadigital

 

Relação inovadora com os patrimônios culturais

O jogo eletrônico propõe mudar a forma de se relacionar com os patrimônios culturais, seus territórios e o entorno, convidando o usuário a não somente conhecer, mas sobretudo interagir com os patrimônios materiais dos bairros da Boa Viagem, São Domingos e Ingá, em Niterói (RJ), de uma forma híbrida e fruída, tanto física quanto virtualmente, capaz de enfrentar os desafios impostos pela pandemia, bem como auxiliar esses espaços no momento de retomada pós-pandemia.

A plataforma do game prevê tanto um tour virtual e imersivo, que pode ser feito a distância, quanto propõe aos visitantes um circuito na proximidade dos bairros dentro da lógica de passaporte cultural, onde cada patrimônio representa um ponto de check-in e os usuários colecionam “carimbos” por onde visitam. Para além dessa mecânica, o game pretende utilizar recursos de realidade aumentada para expandir a experiência de fruição dos patrimônios beneficiados através dos smartphones dos próprios visitantes.

Cultura, desafios e histórias

 

Dentre as possibilidades interativas que estão previstas na plataforma do game estão desafios para serem feitos presencialmente, que ajudam a contar a história de cada patrimônio, além da possibilidade de deixar mensagens e intervenções digitais através da realidade aumentada que podem ser compartilhadas com seus amigos. Outro aspecto interessante explorado no game é o da salvaguarda coletiva, que possibilita que os usuários selecionem e troquem souvenires digitais, lembranças virtuais que preservam e partilham a memória e a cultura de cada lugar.

O Circuito Ingá-Boa Viagem é o projeto piloto do desenvolvimento do game, que prevê o escalonamento para outros circuitos patrimoniais e culturais já mapeados da cidade de Niterói. Os patrimônios beneficiados pelo projeto são: Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC (Tombamento Federal); Museu Antônio Parreiras (Tombamento Federal); Solar do Jambeiro (Tombamento Federal); Palácio e Museu do Ingá (Tombamento Estadual) e Museu Janete Costa (Área de Preservação do Ambiente Urbano – Municipal)

Legado – O projeto é pensado para deixar um conjunto amplo de benefícios perenes para os patrimônios. Ele possibilita ações que intensificam e prolongam o relacionamento dos patrimônios com o seu público, promovendo a cultura e o turismo local, e tornando mais acessíveis e democráticas as experiências de fruição desses patrimônios.

Com um olhar na inovação, o projeto utiliza as novas tecnologias para pensar soluções para velhos desafios do campo da cultura, propondo conteúdos e experiências que expandam a relação e o engajamento do público com o patrimônio, colaborando para a sua valorização e do seu entorno.

O projeto busca ampliar o debate público sobre cultura e patrimônio, promovendo e qualificando as discussões e a participação da sociedade nessas áreas. Com uma abordagem multidisciplinar, a iniciativa usa da gamificação e de elementos lúdicos para envolver e aproximar ainda mais os patrimônios do cotidiano da cidade, reforçando seu caráter histórico, artístico e cultural, e como eles se inserem nas dinâmicas da cidade. O projeto propõe a preservação da memória do patrimônio através da digitalização e disseminação de conteúdos que inspirem o público a colecionar e compartilhar suas vivências desses territórios, como um processo de salvaguarda coletiva e digital dessa memória.

Outro aspecto importante do game são as potencialidades da plataforma enquanto ferramenta de levantamento de indicativos culturais e turísticos, provendo informações importantes sobre visitação, circulação e mobilidade urbana, muito úteis na formulação de políticas públicas para esses setores e no desenvolvimento de ações de preservação dos patrimônios da cidade.

Proponente

O projeto foi submetido à chamada pelo Instituto Brasileiro de Direito Culturais – IBDCult, organização sediada em Fortaleza (CE), que atua de maneira ativa no debate, difusão e proteção dos Direitos Culturais. Fundado em 2014, o IBDCult nasceu para ser a casa daquelas e daqueles que, de algum modo, desejam se envolver com a temática. Ao longo dos últimos anos o Instituto reuniu advogados, artistas, produtores, pesquisadores, estudantes e entusiastas, de todas as regiões do Brasil, por meio de cursos, publicação de livros, e da realização de seminários, oficinas e encontros.

Campanha

A campanha de financiamento coletivo do projeto Salvaguarda Digital estará aberta a contribuições a partir de 17 de maio, na plataforma da Benfeitoria. Para ter êxito o projeto precisa arrecadar R$ 25 mil, valor que será triplicado pelo BNDES até atingir a meta mínima de R$ 75 mil, dentro do Programa Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural. A arrecadação tem até o dia 16 de junho para bater essa meta.

Idealizadores

O projeto foi idealizado por Mário Pragmácio e Fernando Henrique Schuenck, e pensado a partir da emergência de se pensar ações estratégicas que auxiliem os patrimônios culturais, que são espaços culturais ativos na cidade, a enfrentarem os desafios impostos pela pandemia, e auxiliá-los no momento de retomada pós-pandemia. Juntos eles pensaram uma forma de levar as aulas de patrimônio cultural para todos, de modo acessível e inclusivo, algo que estivesse ao alcance das mãos. Assim surgiu a ideia do game.

 

*Mário Pragmácio é advogado, Professor Adjunto do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense – UFF. Doutor em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela PUC-RIO. Mestre em Museologia e Patrimônio pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO e especialista em patrimônio cultural pelo Programa de Especialização em Patrimônio – PEP/IPHAN

*Fernando Henrique Schuenck é mestrando do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF, membro do Laboratório de Investigação em Ciência, Inovação, Tecnologia e Educação (Cite-Lab) da UFF, Bacharel em Produção Cultural e graduando em Estudos de Mídia, ambos pela UFF.

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